31 outubro, 2016

Doces ou Travessuras?

Ontem à noite, os esquerdistas pareciam, pela cara que ficaram depois do resultado das eleições, fantasiados para uma festa de Halloween.
 
Suas promessas ao povo podem ser sintetizadas pela simpática pergunta que as crianças americanas nesse dia fazem à porta dos vizinhos: “Doce ou travessuras”?
 
Durante muito tempo a maioria dos eleitores ofereceu doces a eles até perceber que estava sendo ludibriada. Ontem as urnas os enxotaram. Indignados estão prometendo travessuras contra aqueles que deixaram de lhes oferecer doces.
 
Diante da humilhação desse domingo, muita gente que andava posando de neutro e de isento - criticando as escolhas das esquerdas (em particular as do PT), com aquele ar blasé de quem está acima do bem e do mal - mudou de figurino e revelou sua verdadeira natureza. Começaram a disparar contra a PEC 241; a MP do Ensino Médio, a flexibilização das Leis do Trabalho, a Reforma da Previdência. Agarram-se a qualquer coisa que devolva a eles a aura de defensores do povo pobre e oprimido. Para a infelicidade dessa malta, o povo de verdade não votou neles. No Rio de Janeiro, por exemplo, Freixo só ganhou de Crivella na zona sul, a dos endinheirados cariocas. O povão foi de Crivella.
 
À esquerda no Brasil não bastou ter produzido o maior déficit público de nossa história. Não bastou ter produzido 12 milhões de desempregados. Não bastou, com suas políticas, ter provocado um descalabro generalizado nas contas públicas. Eles querem mais: Lutam contra a PEC 241, porque não aceitam uma lei que impeça o estado de gastar o que não tem. Lutam contra a MP do ensino médio porque a eles não interessa nada que venha desse governo com potencial de melhorar a educação no Brasil. Lutam contra a flexibilização das Leis Trabalhistas porque para eles o que interessa é o trabalhador empregado, não o que está em busca de trabalho. Lutam contra a reforma da previdência, mesmo cientes do rombo bilionário, porque, afinal, o que interessa é sabotar o governo e o país.
As eleições de ontem deram um chute no traseiro dos esquerdistas. Suas políticas foram rejeitadas nas urnas. A eles só restou chorarem pelas redes sociais, ou anunciar, pelas mesmas redes, dias tenebrosos.
 
Sem o doce do eleitor, eles reagem com travessuras.