18 maio, 2016

O MAL MAIOR

A se confirmar o valor de 150 bilhões de reais como déficit oficial do governo para o exercício fiscal de 2016, estaremos diante de um atentado – que em suas consequências para a vida dos cidadãos e da atividade econômica – chega a ser pior do que o assalto à Petrobras e a outras estatais.

O Governo Dilma, não há porque dourar a pílula, cometeu crimes de lesa-pátria deixando, de forma deliberada e irresponsável, um rombo gigantesco que só poder ser corrigido com sacrifícios adicionais de toda a sociedade.

Os militantes partidários e aqueles que se pretendem neutros, mas não passam de petistas enrustidos,  não querem discutir esses problemas reais – talvez porque não tenham a menor ideia de como resolvê-los – preferem  entoar palavras de ordem, que seduzem, repito, quem não gosta de fazer conta ou quem acredita que os recursos do Estado são infinitos. Tanto não são que o país tem um déficit desse tamanho, justamente porque não teve dinheiro para cobrir todas as despesas.

Chega a ser desumano que artistas – ou gente que apoia essa causa – reclamem do fim do Ministério da Cultura, qualificando tal medida como uma prova de retrocesso do novo governo, que, segundo eles, não respeita as mulheres, os negros, os homossexuais e outras minorias. Essa gente não se envergonha de fazer essa defesa bucéfala quando temos um país com mais de 12 milhões de desempregados. Quando as pessoas comuns (ao contrário de muitos desses artistas que choramingam pelas redes sociais ou pelos jornais), precisam esperar meses para marcar um consulta ou realizar um exame na rede pública de saúde. Quando as UPAs sequer têm material básico para atender os pacientes.  O retrocesso, a falta de apreço pela população pobre vem dessa militância arrogante que prefere garantir os caraminguás oficiais ainda que isso prejudique quem de fato precisa dos recursos públicos.

É muito triste que, em nome da ideologia, muita gente se deixe capturar pelos mantras do petismo.  Que o governo Temer compreenda que jamais terá qualquer gesto de responsabilidade das esquerdas. Se elas foram irresponsáveis quando estavam no comando da máquina pública, imaginem agora, quando estão na oposição.

Vamos todos pagar – a maioria muito caro – pelo descalabro que o PT produziu nas contas públicas.  Mais do que a corrupção, mais do que as inúmeras tentativas de fraudar a democracia, mais do que o ludíbrio, mais do que o falso moralismo e a falsa ética (tão propagada pelos petistas) – a irresponsabilidade fiscal dos governos do PT foi o maior mal que esse grupo legou ao país, e que nos condenará a um longo período de ajuste e de sacrifícios.

15 maio, 2016

A Rede das Lamentações! Ou Não chorem, petistas!

O Partido deu a ordem e as milícias da rede já se assanharam: “Cobrem coerência de quem foi às ruas defender o impeachment a fim de constrangê-los, afinal, o novo governo também terá investigados na Lava-Jato”, afirma a ordem partidária.

Eu não falo pelos outros, apenas por mim. Não me compare a vocês que nunca se envergonharam de chamar de “guerreiros do povo brasileiro” os petistas condenados no mensalão. Eu não sou o seu equivalente com o sinal trocado, porque sempre defendi o respeito irrestrito às Leis e às Instituições, enquanto vocês chamam de Golpe o que está nos artigos 85 e 86 da Constituição Federal e na Lei 1079/1950, conforme atestou o STF em dezembro de 2015.

Não me acusem de apoiar o fim da Lava Jato quando foram vocês que pediram a punição e a prisão do juiz Sérgio Moro, quando ele retirou o sigilo das investigações que revelaram os conversas antirrepublicanas de Lula.


Não me venham com suas falsas demonstrações de neutralidade, chamando de isenção o que não passa de isentismo, que é a isenção que tem lado. Que os petistas defendam o partido e o governo é compreensível, e segundo a moral deles, correto. Mas como chamar aqueles que se colocam como críticos do PT, usando os mesmos argumentos do partido para criticar o governo Temer? Eu os chamo de petistas enrustidos.


É constrangedor reduzir o debate político a questão de gênero ou de cor de pele. Os desafios do país são muito grandes para ficarmos de birra porque não tem mulher ou negro no ministério. Quando Lula, naquelas conversas gravadas demostrou todo o seu machismo, o que fizeram as feministas que tratam como escandaloso o fato de Temer não ter indicado nenhuma mulher para o ministério? Foram às ruas... defender o direito de Lula ser machista!


Se eu pudesse sugerir a Temer dois ou três nomes para o seu ministério, sugeriria os nomes dos jornalistas Heraldo Pereira ou Zileide Silva, e aceitaria discutir o nome de Rachel Sheherazade. Mas será que isso iria satisfazer a militância? É claro que não! Sherezade, Zileide e Heraldo não são de esquerda, e como não são, não podem ser considerados mulher e negro.


“Ah, vocês lutaram pelo fim da cultura no Brasil” - choramingam os petistas pelas redes sociais. A fusão do Ministério da Cultura com o Ministério da Educação, assim como ocorreu com outras pastas, é uma medida de contenção de gastos – imposta pelo enorme déficit que a Dilma deixou. Boa parte da gritaria vem de artistas que se acostumaram a depender das verbas oficiais. Essa gente não está defendendo a Cultura, está fazendo Lobby.


Estamos em terra arrasada, senhores! A situação das contas públicas é de total descalabro. Debater soluções para esse problema é o que deveria nos mobilizar. Proponham soluções, discutam medidas! Choramingar não vai resolver nada.


Não chorem, petistas!