20 abril, 2016

LOBO EM PELE DE CORDEIRO


As redes sociais se transformaram num verdadeiro tribunal em que todos são juízes que dispensam o concurso das provas e até mesmo o princípio do contraditório.

Ultimamente, os autoritários andam disfarçados de democráticos, verdadeiros lobos em pele de cordeiro exigindo, em nome da democracia, que seus contatos tenham a hombridade de excluí-los, caso eles curtam páginas de políticos ou de pessoas que eles desprezam.

Ora, por que fazer esse pedido? Exclua você mesmo o seu contato que o incomoda, é simples.

Mas eu sei porque essas pessoas fazem esse pedido. Não querem passar por antidemocráticas e intolerantes, por isso suplicam que os excluam, e assim ficam com a consciência tranquila. Mal sabem eles que o simples pedido já revela o seu autoritarismo cheio de boas intenções. Querem ver? Essas pessoas agem como policiais do pensamento. Estabelecem como condição para se manter uma relação amistosa, que o seu contato faça uma escolha: Ou pense como se deve pensar, isto é, de acordo com o que o indignado estabeleceu, ou o exclua do seu rol de contatos. Não há alternativa. 
Minha Time Line é o meu espaço, ninguém é dono dele, a não ser eu. Por isso, é decisão minha, e de mais ninguém, decidir o que eu quero ver publicado nela e com quem quero manter contato. Como esse espaço é minha propriedade, tenho três critérios para "desfazer uma amizade" no mundo virtual:
O primeiro é quando as razões que me fizeram solicitar ou aceitar a "amizade", desapareceram. 
O segundo é quando vejo na minha time line assuntos e imagens, postados por meus contatos, que eu não gosto de ver.
O terceiro é quando uma pessoa querida, dona dos meus afetos, começa a ultrapassar a barreira dos valores que para mim são inegociáveis, como respeito, tolerância e liberdade. Por isso, em nome da amizade que eu tenho, eu a excluo para preservar essa relação fraterna.
Eu jamais pediria aos outros aquilo que eu mesmo posso fazer.

A DUPLA MORALIDADE

Que o Bolsonaro é um pateta eu já disse alhures. Defender a tortura e homenagear torturadores é mais que uma patetice, é uma imoralidade. Quem se associa a essas idéias, desculpe, não está do meu lado.
O curioso, porém, e ver a esquerda indignada com as palavras de Bolsonaro e nada falar contra os deputados que homenagearam Mariguela, um terrorista assassino. Entre os indignados, muitos homenageiam nas salas de aula figuras como Che Guevara, que matava com prazer doentio.
o são poucos os que silenciam diante de regimes que mataram milhões de pessoas no século XX, justificando seus crimes em nome de um mundo mais justo e igualitário. E não é raro encontrar entre esses indignados, os que apoiam esses regimes com entusiasmo
É a mesma velha dupla moralidade. Os crimes de meus adversários devem ser denunciados e punidos. Os dos meus aliados, transformados em atos de resistência e consciência política.
Bolsonaro, e seus assemelhados nunca terão sequer a minha simpatia, mas os heróis que a esquerda cultua, também não.

04 abril, 2016

OS ASQUEROSOS

Os petistas perderam o que ainda lhes restavam de juízo. Não digo que perderam o pudor porque eles nunca tiveram. Sempre que você acreditar que há um limite para a sabujice intelectual ou para indecência política, um petista vai atravessar essa linha sem se intimidar.

Não é de hoje que os petistas rotulam os seus críticos de nazifascistas, de inimigos do povo. A desonestidade é tamanha, que eles estão se comparando aos judeus que foram perseguidos nos anos de 1930 pelo estado nazista. É preciso reagir a essa infâmia com absoluta clareza, servindo-se tão somente da verdade.

Os judeus, petistas, não roubaram o povão alemão.

Os judeus, petistas, não usaram o Estado para se perpetuarem no poder.

Todas as acusações que os nazistas fizeram contra os judeus, petistas, eram falsas. Fruto de um antissemitismo que não existia apenas na Alemanha, como provam os pogroms soviéticos.

Os judeus, petistas, foram vítimas de uma ideologia racista. Não importa o que um judeu fizesse, pelo simples fato de ser judeu deveria ser segregado e exterminado.

Ora, por que o PT e seus militantes vêm sendo hostilizados nas ruas? Por que são petistas? Não! Porque destruíram a economia do país. Porque perpetraram o maior esquema de corrupção do mundo.

Não endosso as hostilidades aos petistas, aos tucanos, aos pmdebistas, a quem quer que seja! Meu senso de civilização as repudia.  Mas os que tiveram o dinheiro de seus impostos roubados não podem reagir sequer criticando o partido que promoveu tudo isso que serão chamados de nazistas? É de uma canalhice incomparável!

Associar os críticos do PT aos nazistas é uma imoralidade com os judeus e com os críticos do PT. Tenham vergonha na cara!

Querem comparar? Vamos lá, então!

Em 10 de fevereiro de 1933, Joseph Goebbels, responsável pela propaganda do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, organizou uma manifestação de militantes nazistas dias depois de Hitler tomar posse como  Chanceler na Alemanha. Em discurso, o que disse Goebbels? Acusou a imprensa de estar nas mãos dos judeus e fez ameaças. Leiam um trecho de seu discurso:

 Ademais, os nossos homens da SA e os companheiros de partido podem se acalmar: a hora do fim do terror vermelho chegará mais cedo do que pensamos. Quem pode negar que a imprensa bolchevique mente quando o [jornal] Die Rote Fahne, este exemplo da insolência judaica, se atreve a afirmar que o nosso camarada Maikowski e o policial Zauritz foram fuzilados por nossos próprios companheiros?

Esta insolência judaica tem mais passado do que terá futuro. Em pouco tempo, ensinaremos os senhores da Karl Liebnecht Haus [sede do Partido Comunista] o que é a morte, como nunca aprenderam antes. Eu só queria acertar as contas com os [nossos] inimigos na imprensa e com os partidos inimigos e dizer-lhes pessoalmente o que quero dizer em todas as rádios alemãs para milhões de pessoas.



Compare o teor do discurso com o que vem sendo dito pelos MST, MTST e outras franjas do PT em pleno Palácio do Planalto sob as vista e a cumplicidade da presidente Dilma, e me digam quem pode ser associado ao fascismo.