14 julho, 2015

Reinaldo Azevedo sofre mais ataque de O Antagonista.




Diálogo entre Diogo Mainardi e Mário Sabino
A partir de 9’18’’

MÁRIO:  Nesse contexto todo, Diogo, o dado escandaloso, claro que tudo isso [ a operação Lava-Jato] é um escândalo, mas o mais escandaloso, é você vê jornalista, que a gente achava que era jornalista; e oposicionista, que a gente achava que era oposicionista; fazendo o jogo... o jogo do governo

DIOGO: Descaradamente

MÁRIO: O jogo para  melar a Lava-Jato

DIOGO: Descaradamente, mas descaradamente, descaradamente.

MÁRIO:  Deslavadamente. Isto é uma vergonha. Isto é uma vergonha!

(...)

11’41’’

MÁRIO:  ... quando você começa a criar no Brasil uma atmosfera, um ambiente hostil ao Sérgio Moro, dizendo que ele errou mesmo sem ele ter errado, certo, você cria o pretexto mais vagabundo para um tribunal superior tentar cassar a Lava-Jato, tentar melar a Lava-Jato.

DIOGO: Mas é claro.

MÁRIO:  Anular a Lava-Jato

DIOGO: Se você todos os dias contesta todas as teses que foram demonstradas pela Lava-Jato. [Diogo inicia um falsete] "Não é cartel. Não pode prender preventivamente". Esse tipo de coisa acaba minando a credibilidade de uma operação que é revolucionária no Brasil.

MÁRIO. Claro, claro. Então olha aqui:  dia 16 [de agosto], prestem bem atenção a quem vai, viu, na passeata. O Antagonista não tem medo de ir em passeata. Mas eu tenho certeza que tem muito jornalista que vai ter medo de ir, viu.

DIOGO: [Risos irônicos]




09 julho, 2015

O Crash Chinês




Poupadora chinesa em prantos depois de perder suas economias na bolsa de Xangai.



A forte desvalorização no mercado de ações da China, especificamente na bolsa de Xangai de Shenzhen, com uma perda nas últimas três semanas de 3,2 trilhões de dólares tem um potencial de estrago na economia mundial difícil de avaliar. Se a crise no mercado de ações se expandir para a economia real, como muitos especialistas apostam, os efeitos serão gravíssimos para o crescimento econômico mundial, especialmente para países como o Brasil que já não vem crescendo desde 2014.

É inescapável comparar o crash das bolsas chinesas com o mais famoso crash da história: o de Nova York, em 24 de outubro de 1929. São conjunturas econômicas bem diferentes, mas as causas do crash e algumas medidas tomadas a fim de conter a baixa nos preços das ações são assustadoramente semelhantes, inclusive nos seus efeitos.

Assim como em 1929, a principal razão para essa desvalorização impressionante dos papeis nas bolsas chinesas foi a especulação financeira.  Uma forte bolha especulativa fez os investidores chineses, formado majoritariamente por pequenos poupadores, acreditarem que o preço das ações subiria sem cessar e sem limites. Só no último ano, o índice de valorização na Bolsa de Xangai foi de 150%. Em 1929, a crédito farto e fácil estimulou outros milhares de poupadores a contrair empréstimos para comprar ações acreditando que o preço das ações não pararia de subir. O resto é história.

Quando, em outubro de 1929, o índice da Bolsa de Nova York começou a despencar assustando investidores, banqueiros e governo, o que esses agentes fizeram? Despejaram milhões de dólares no mercado de ações a fim de salvar os corretores que deveriam usar essa montanha de dinheiro para comprar papeis e impedir que o preço das ações caísse ainda mais. Na sexta, dia 25 e na segunda, dia 28 de outubro, a medida parecia ter dado certo porque houve uma recuperação, mas quando os donos do dinheiro deram sinais claros de que não estavam mais dispostos a aumentar a liquidez, veio a terça-feira, 29 com suas perdas ainda maiores que as da quinta-feira, 24. As distorções no mercado de ações teriam que ser corrigidas na base de prejuízos incalculáveis para todos, de pequenos investidores a grandes magnatas. O mundo tomava conhecimento do que seria o início da pior crise da história do capitalismo.

O que fez o governo da China depois das perdas trilhionárias na bolsa de Xangai? Interveio no mercado. Primeiro, proibiu a negociação de ações de 1,3 mil empresas. Depois, incentivou estatais a comprar papeis. Além disso, injetou dinheiro para estancar as perdas, incentivando a compra de ações no mercado. O resultado foi uma recuperação nesta quinta-feira, mas a pergunta é: Vai funcionar? Muitos acham que não.  

Não deixa de ser curioso e irônico que a China, dirigida pelo Partido Comunista, esteja sofrendo com as agruras da economia de mercado. A ameaça de um empobrecimento em massa dos pequenos poupadores que perderam suas economias nas bolsas chinesas nas últimas três semanas será um desafio para o governo comunista na China. Seria o capitalismo destruindo os alicerces da ditadura comunista chinesa?
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Goebbels atacando a imprensa livre alemã!


Abaixo, o discurso de Joseph Goebbels, ministro da propaganda do regime nazista 11 dias depois da posse de Hitler como chanceler na Alemanha. Os anos seguintes provaram que as suas ameaças contra a imprensa e contra os judeus não eram bravatas!




"Companheiros,

Antes de o encontro começar, gostaria de chamar a atenção para alguns artigos da imprensa de Berlim que asseguram que eu não deveria merecer a atenção das rádios alemãs, uma vez que sou insignificante demais, pequeno demais e mentiroso demais para poder me dirigir ao mundo inteiro.

Nesta noite, vocês testemunharão um evento de massa como nunca aconteceu antes na história da Alemanha e, provavelmente, do mundo. Penso que não é exagero afirmar que, nesta noite, 20 milhões de pessoas na Alemanha e além de suas fronteiras ouvirão o discurso do chanceler Adolf Hitler.

Só em Berlim, além dessa grande demonstração de massa na Sportplatz, dez grandes alto-falantes foram montados ao ar livre, e um número imenso de pessoas já se reúne diante deles. Já há uma multidão entre 500 mil e 600 mil pessoas em pé para ouvir o discurso.

O [jornal] Berliner Tageblatt perguntou, surpreso, quem pagaria por esses alto-falantes. Eu queria acalmar estes senhores do Berliner Tageblatt assegurando que, graças aos céus!, ainda temos dinheiro suficiente para pagar por dez alto-falantes.

Não achamos necessário empregar os mesmos métodos do governo marxista social-democrata, embora estejamos numa posição muito melhor do que eles para usar o rádio para combater a criminalidade. Talvez nos apropriemos desse método para expor os monstruosos escândalos de corrupção do governo marxista social-democrata, que foram descobertos nos últimos 14 anos.

Este momento está mais próximo do que os senhores do Berliner Tageblatt querem acreditar. Quando a imprensa judaica reclama que o movimento Nacional Socialista tem a permissão de falar em todas as rádios alemãs por causa de seu chanceler, podemos responder que só estamos fazendo o que vocês sempre fizeram no passado.

Há alguns anos, não falávamos da boca pra fora quando dizíamos que vocês, judeus, são nossos professores e que só queremos ser seus alunos e aprender com vocês. Além disso, é preciso esclarecer que aquilo que esses senhores conseguiram no terreno da política de propaganda durante os últimos 14 anos foi realmente uma porcaria. Apesar de eles controlarem os meios de comunicação, tudo o que conseguiram fazer foi encobrir os escândalos parlamentares, que eram inúteis para formar uma nova base política.

O Movimento Nacional-Socialista vai mostrar como eles realmente deveriam ter lidado com isso, ou seja, quando se faz um bom governo, uma boa propaganda é consequência. Uma coisa segue a outra. Um bom governo sem propaganda dificilmente se sai melhor do que uma boa propaganda sem um bom governo. Um tem que complementar o outro. Se hoje a imprensa judaica acredita que pode fazer ameaças veladas contra o movimento Nacional-Socialista e acredita que pode burlar nossos meios de defesa, então, não deve continuar mentindo. Um dia nossa paciência vai acabar e calaremos esses judeus insolentes, bocas mentirosas!

E se outros jornais judeus acham que podem, agora, mudar para o nosso lado com as suas bandeiras, então só podemos dar uma resposta: “Por favor, não se deem ao trabalho!”

Ademais, os nossos homens da SA e os companheiros de partido podem se acalmar: a hora do fim do terror vermelho chegará mais cedo do que pensamos. Quem pode negar que a imprensa bolchevique mente quando o [jornal] Die Rote Fahne, este exemplo da insolência judaica, se atreve a afirmar que o nosso camarada Maikowski e o policial Zauritz foram fuzilados por nossos próprios companheiros?

Esta insolência judaica tem mais passado do que terá futuro. Em pouco tempo, ensinaremos os senhores da Karl Liebnecht Haus [sede do Partido Comunista] o que é a morte, como nunca aprenderam antes. Eu só queria acertar as contas com os [nossos] inimigos na imprensa e com os partidos inimigos e dizer-lhes pessoalmente o que quero dizer em todas as rádios alemãs para milhões de pessoas".


08 julho, 2015

Um vídeo covarde e asqueroso!


Os petistas perderam o que ainda lhes restavam de juízo. Não digo que perderam o pudor porque eles nunca tiveram. Sempre que você acreditar que há um limite para a sabujice intelectual ou para indecência política, um petista vai atravessar essa linha sem se intimidar. Eles são assim. Essa é a natureza deles porque se trata de uma herança do DNA bolchevique que sempre marcou esse partido.

Circula na internet um vídeo asqueroso, delinquente e intelectualmente desonesto, que todo brasileiro deve reagir com enérgica indignação! No vídeo, acusam-se a todos os que criticam o PT de nazistas. Isso mesmo! Você que não gosta do PT, segundo o vídeo, é porque você é nazista. Isso me faz lembrar a famosa Lei de Godwin ou a Regra das Analogias nazistas de Godwin. Essa lei diz mais ou menos o seguinte: “À medida que uma discussão se polariza, a probabilidade de alguém acusar o outro de nazista ou compará-lo a Adolf Hitler é de 100%”. Para esse advogado americano quando isso acontece o acusador dá uma prova de que não têm mais argumentos para contrapor-se e apela para aquilo que é incomparável. O vídeo, covardemente anônimo, acaba de provar empiricamente a Lei de Godwin.

Os judeus, petistas, não roubaram o povão alemão.

Os judeus, petistas, não usaram o Estado para se perpetuarem no poder.

Todas as acusações que os nazistas fizeram contra os judeus, petistas, eram falsas. Fruto de um antissemitismo que não existia apenas na Alemanha, como provam os pogrons soviéticos.

Os judeus, petistas, foram vítimas de uma ideologia racista. Não importa o que um judeu fizesse, pelo simples fato de ser judeu deveria ser segregado e exterminado.

Ora, por que o PT e seus militantes vêm sendo hostilizados nas ruas? Por que são petistas? Não! Por que destruíram a economia do país. Porque perpetraram o maior esquema de corrupção do mundo. Não endosso as hostilidades aos petistas, aos tucanos, aos pmdebistas, a quem quer que seja! Meu senso de civilização as repudia.  Mas os que tiveram o dinheiro de seus impostos roubados não podem reagir sequer criticando o partido que promoveu tudo isso porque serão chamados de nazistas? Canalhas!!! 

Comparar os críticos do PT aos nazistas é uma imoralidade com os judeus e com os críticos do PT. Tenham vergonha na cara!  Nem coragem para assinar a autoria do vídeo eles tiveram. Como sempre, eles agem nas sombras, escondidos. Covardes!!!!

Querem comparar? Vamos lá, então!

Em 10 de fevereiro de 1933, Joseph Goebbels, responsável pela propaganda dos nazistas, organizou uma manifestação de militantes nazistas dias depois de Hitler tomar posse como  Chanceler na Alemanha. Em discurso, o que disse Goebbels? Acusou a imprensa de estar nas mãos dos judeus e fez ameaças. Leiam trecho desse discurso

 Ademais, os nossos homens da SA e os companheiros de partido podem se acalmar: a hora do fim do terror vermelho chegará mais cedo do que pensamos. Quem pode negar que a imprensa bolchevique mente quando o [jornal] Die Rote Fahne, este exemplo da insolência judaica, se atreve a afirmar que o nosso camarada Maikowski e o policial Zauritz foram fuzilados por nossos próprios companheiros?

Esta insolência judaica tem mais passado do que terá futuro. Em pouco tempo, ensinaremos os senhores da Karl Liebnecht Haus [sede do Partido Comunista] o que é a morte, como nunca aprenderam antes. Eu só queria acertar as contas com os [nossos] inimigos na imprensa e com os partidos inimigos e dizer-lhes pessoalmente o que quero dizer em todas as rádios alemãs para milhões de pessoas.


Ora, a quem o vídeo acusa de promover o ódio contra os petistas? À Imprensa, é claro! Se é para comparar, patifes, quem se parece mais com os nazistas, hein?

PS: Assistam ao vídeo abaixo e respondaM à pergunta: Quem é fascista mesmo?


06 julho, 2015

Não somos Racistas!!!!

Militância e ignorância quase sempre se confundem num abraço insano. Muita gente reagiu pelas redes sociais contra as agressões racistas sofridas pela jornalista Maria Júlia Coutinho, que apresenta no Jornal Nacional a previsão do tempo. A militância de esquerda, que detesta a Rede Globo, ficou meio aturdida de início porque não sabia como defender uma pessoa que acabava de sofrer uma série de injúrias raciais, sem parecer que estivesse defendendo a Vênus Platinada, como alguns  bobocas chamam a TV Globo. Mas aí eles descobriram o mapa da mina. Em 2006, um livro escrito pelo jornalista Ali Kamel, hoje o chefe de jornalismo da emissora, cujo título é NÃO SOMOS RACISTAS foi o flanco que a militância encontrou para atacar a Globo fingindo que estava defendendo a jornalista. Sobrou até para mim, acreditem.

Desde 2007, depois de ler o livro de Ali Kamel, e dois anos mais tarde o de Demétrio Magnoli, Uma Gota de Sangue, tenho uma postura bastante crítica à política de cotas raciais nas universidades brasileiras. Na época não era fácil ser contra as cotas raciais porque a maioria das pessoas no Brasil se dizia favorável, sobretudo porque quem ousava discordar dessa política era tachado de racista, e muitos se deixaram patrulhar por medo dessa acusação. Eu não! Escrevi no blog diversos textos criticando as cotas raciais e em sala de aula quando instado pelos alunos, expus sem rodeios meu ponto de vista. Algumas pessoas, colegas de trabalho e alunos, incomodaram-se com isso. “Como um professor de história pode ser contra as cotas raciais?” "Ele ignora o que foi o racismo?”, perguntavam entre incrédulos e indignados.

Quando eu afirmei que a nação brasileira não é racista, antes repudia as manifestações de racismo de alguns idiotas, os que discordavam de mim rasgaram as vestes em sinal de escândalo. “Como assim”? Não existe racismo no Brasil”? A pergunta revela que os militantes não escutam o que foi dito, mas o que eles acham que foi dito. Desde 2007 eu escrevo que existe racismo e preconceito no Brasil porque haverá sempre pessoas estúpidas, mas que o brasileiro de forma geral repudia essas manifestações. Peguemos o exemplo atual: foram cerca de 50 mensagens racistas postadas na página do JN, e mais de 500 repudiando essas manifestações odiosas. Então, 50 mensagens racistas tornam o brasileiro um povo racista; mas 500 repudiando tudo isso não significam nada? Ora, militantes, vão plantar batata! Comigo não!

Sempre disse e repito: O RACISMO SE COMBATE COM EDUCAÇÃO E PUNIÇÃO! Que os racistas destilem o seu ódio na cadeia que é o lugar deles!

Voltando ao livro Não Somos Racistas, muita gente que não leu o livro saiu por aí afirmando: “Toma, Kamel! Não somos racistas, hein? E agora?!” Se tivessem lido o livro veriam que na página 20 o jornalista escreveu o seguinte: 


"Isso jamais implicou deixar de admitir que aqui no Brasil existia o racismo. É evidente que ele existia e existe, por que onde há homens reunidos há também todos os sentimentos, os piores inclusive. Mas a nação não somente não se queria assim como sempre condenou o racismo. Aqui, após a Abolição, nunca houve barreiras institucionais a negros ou a qualquer outra etnia. E para combater as manifestações concretas de racismo – inevitáveis quando se fala de seres humanos – criaram-se leis rigorosas para punir os infratores, sendo a Lei Afonso Arinos apenas a mais famosa delas.”

Eis porque afirmo que a militância e a ignorância quase sempre se confundem num abraço insano. São preguiçosos e arrogantes. Preguiçosos porque não leem os livros que dizem que leram e ainda criticam o que ignoram completamente. Arrogantes, porque se consideram superiores e tacham de estúpidos, coxinhas, reacionários toda e qualquer pessoa que ousa pensar diferente deles.