29 novembro, 2015

Virei herói nacional!

O PROFESSOR DE HISTÓRIA QUE NÃO É DE ESQUERDA.
PAULO BRIGUET (27/11/2015)
Hoje quero falar de um herói brasileiro: o professor de História que não é de esquerda. É verdade que todo ofício tem os seus ossos, mas o ofício do professor de História não esquerdista é um ossuário do Khmer Vermelho. Nada se compara às dificuldades deste mártir da educação. Perto dele, nossos problemas são idílicos.
Quando um petista fica sem argumento, costuma encerrar a discussão bradando: “Vá ler um livro de História!” Pois é. Esse professor leu. O problema é que leu não apenas um, mas vários livros. Não se limitou às obras recomendadas pelo MEC e abençoadas pelos discípulos de Paulo Freire; foi muito além. Tanto leu que acabou por descobrir as grandes farsas criadas pela esquerda para reescrever a história segundo a cartilha socialista.
O professor de História que não é de esquerda tem uma característica: ele sempre é muito bom. Só assim, sendo o melhor no que faz e tornando-se indispensável para as escolas sérias, ele consegue sobreviver ao bombardeio maciço dos colegas esquerdistas. O mestre não esquerdista precisa ter um conhecimento vasto, profundo e entusiasmante da matéria que leciona. Se ele é muito bom, sobrevive. Os companheiros dizem: “Ele é direitista, mas...” Ao menor vacilo, no entanto, o tapete lhe será puxado.
E notem bem: o professor de história que não é de esquerda não precisa obrigatoriamente ser de direita, conservador ou coisa que o valha. Basta que ele não comungue das teses da esquerda. O simples fato de ter uma religião ou acreditar que Idade Média e trevas não são sinônimos já faz dele um perigoso inimigo. Citar os 100 milhões de mortos do comunismo ou dizer, candidamente, que nenhuma experiência socialista deu certo na história, ah, isso já é praticamente um atestado de fascismo. Se ainda por cima disser que Che Guevara fuzilou mais que o pior inquisidor queimou ou lembrar que as pessoas fogem de Cuba e não para Cuba, aí já é um delegado Fleury consumado.
Por isso, eu rendo aqui a minha homenagem a esse discreto herói brasileiro que todos os dias arrisca sua reputação e o seu salário nas salas de aula – apenas por amor à verdade. Comparável a ele só existe um: o estudante universitário não esquerdista. Sobre ele falaremos em outra oportunidade.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/colunistas/paulo-briguet/o-professor-de-historia-que-nao-e-de-esquerda-9p21swg6kuv8kpk534n9ptrnr

14 julho, 2015

Reinaldo Azevedo sofre mais ataque de O Antagonista.




Diálogo entre Diogo Mainardi e Mário Sabino
A partir de 9’18’’

MÁRIO:  Nesse contexto todo, Diogo, o dado escandaloso, claro que tudo isso [ a operação Lava-Jato] é um escândalo, mas o mais escandaloso, é você vê jornalista, que a gente achava que era jornalista; e oposicionista, que a gente achava que era oposicionista; fazendo o jogo... o jogo do governo

DIOGO: Descaradamente

MÁRIO: O jogo para  melar a Lava-Jato

DIOGO: Descaradamente, mas descaradamente, descaradamente.

MÁRIO:  Deslavadamente. Isto é uma vergonha. Isto é uma vergonha!

(...)

11’41’’

MÁRIO:  ... quando você começa a criar no Brasil uma atmosfera, um ambiente hostil ao Sérgio Moro, dizendo que ele errou mesmo sem ele ter errado, certo, você cria o pretexto mais vagabundo para um tribunal superior tentar cassar a Lava-Jato, tentar melar a Lava-Jato.

DIOGO: Mas é claro.

MÁRIO:  Anular a Lava-Jato

DIOGO: Se você todos os dias contesta todas as teses que foram demonstradas pela Lava-Jato. [Diogo inicia um falsete] "Não é cartel. Não pode prender preventivamente". Esse tipo de coisa acaba minando a credibilidade de uma operação que é revolucionária no Brasil.

MÁRIO. Claro, claro. Então olha aqui:  dia 16 [de agosto], prestem bem atenção a quem vai, viu, na passeata. O Antagonista não tem medo de ir em passeata. Mas eu tenho certeza que tem muito jornalista que vai ter medo de ir, viu.

DIOGO: [Risos irônicos]




09 julho, 2015

O Crash Chinês




Poupadora chinesa em prantos depois de perder suas economias na bolsa de Xangai.



A forte desvalorização no mercado de ações da China, especificamente na bolsa de Xangai de Shenzhen, com uma perda nas últimas três semanas de 3,2 trilhões de dólares tem um potencial de estrago na economia mundial difícil de avaliar. Se a crise no mercado de ações se expandir para a economia real, como muitos especialistas apostam, os efeitos serão gravíssimos para o crescimento econômico mundial, especialmente para países como o Brasil que já não vem crescendo desde 2014.

É inescapável comparar o crash das bolsas chinesas com o mais famoso crash da história: o de Nova York, em 24 de outubro de 1929. São conjunturas econômicas bem diferentes, mas as causas do crash e algumas medidas tomadas a fim de conter a baixa nos preços das ações são assustadoramente semelhantes, inclusive nos seus efeitos.

Assim como em 1929, a principal razão para essa desvalorização impressionante dos papeis nas bolsas chinesas foi a especulação financeira.  Uma forte bolha especulativa fez os investidores chineses, formado majoritariamente por pequenos poupadores, acreditarem que o preço das ações subiria sem cessar e sem limites. Só no último ano, o índice de valorização na Bolsa de Xangai foi de 150%. Em 1929, a crédito farto e fácil estimulou outros milhares de poupadores a contrair empréstimos para comprar ações acreditando que o preço das ações não pararia de subir. O resto é história.

Quando, em outubro de 1929, o índice da Bolsa de Nova York começou a despencar assustando investidores, banqueiros e governo, o que esses agentes fizeram? Despejaram milhões de dólares no mercado de ações a fim de salvar os corretores que deveriam usar essa montanha de dinheiro para comprar papeis e impedir que o preço das ações caísse ainda mais. Na sexta, dia 25 e na segunda, dia 28 de outubro, a medida parecia ter dado certo porque houve uma recuperação, mas quando os donos do dinheiro deram sinais claros de que não estavam mais dispostos a aumentar a liquidez, veio a terça-feira, 29 com suas perdas ainda maiores que as da quinta-feira, 24. As distorções no mercado de ações teriam que ser corrigidas na base de prejuízos incalculáveis para todos, de pequenos investidores a grandes magnatas. O mundo tomava conhecimento do que seria o início da pior crise da história do capitalismo.

O que fez o governo da China depois das perdas trilhionárias na bolsa de Xangai? Interveio no mercado. Primeiro, proibiu a negociação de ações de 1,3 mil empresas. Depois, incentivou estatais a comprar papeis. Além disso, injetou dinheiro para estancar as perdas, incentivando a compra de ações no mercado. O resultado foi uma recuperação nesta quinta-feira, mas a pergunta é: Vai funcionar? Muitos acham que não.  

Não deixa de ser curioso e irônico que a China, dirigida pelo Partido Comunista, esteja sofrendo com as agruras da economia de mercado. A ameaça de um empobrecimento em massa dos pequenos poupadores que perderam suas economias nas bolsas chinesas nas últimas três semanas será um desafio para o governo comunista na China. Seria o capitalismo destruindo os alicerces da ditadura comunista chinesa?
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Goebbels atacando a imprensa livre alemã!


Abaixo, o discurso de Joseph Goebbels, ministro da propaganda do regime nazista 11 dias depois da posse de Hitler como chanceler na Alemanha. Os anos seguintes provaram que as suas ameaças contra a imprensa e contra os judeus não eram bravatas!




"Companheiros,

Antes de o encontro começar, gostaria de chamar a atenção para alguns artigos da imprensa de Berlim que asseguram que eu não deveria merecer a atenção das rádios alemãs, uma vez que sou insignificante demais, pequeno demais e mentiroso demais para poder me dirigir ao mundo inteiro.

Nesta noite, vocês testemunharão um evento de massa como nunca aconteceu antes na história da Alemanha e, provavelmente, do mundo. Penso que não é exagero afirmar que, nesta noite, 20 milhões de pessoas na Alemanha e além de suas fronteiras ouvirão o discurso do chanceler Adolf Hitler.

Só em Berlim, além dessa grande demonstração de massa na Sportplatz, dez grandes alto-falantes foram montados ao ar livre, e um número imenso de pessoas já se reúne diante deles. Já há uma multidão entre 500 mil e 600 mil pessoas em pé para ouvir o discurso.

O [jornal] Berliner Tageblatt perguntou, surpreso, quem pagaria por esses alto-falantes. Eu queria acalmar estes senhores do Berliner Tageblatt assegurando que, graças aos céus!, ainda temos dinheiro suficiente para pagar por dez alto-falantes.

Não achamos necessário empregar os mesmos métodos do governo marxista social-democrata, embora estejamos numa posição muito melhor do que eles para usar o rádio para combater a criminalidade. Talvez nos apropriemos desse método para expor os monstruosos escândalos de corrupção do governo marxista social-democrata, que foram descobertos nos últimos 14 anos.

Este momento está mais próximo do que os senhores do Berliner Tageblatt querem acreditar. Quando a imprensa judaica reclama que o movimento Nacional Socialista tem a permissão de falar em todas as rádios alemãs por causa de seu chanceler, podemos responder que só estamos fazendo o que vocês sempre fizeram no passado.

Há alguns anos, não falávamos da boca pra fora quando dizíamos que vocês, judeus, são nossos professores e que só queremos ser seus alunos e aprender com vocês. Além disso, é preciso esclarecer que aquilo que esses senhores conseguiram no terreno da política de propaganda durante os últimos 14 anos foi realmente uma porcaria. Apesar de eles controlarem os meios de comunicação, tudo o que conseguiram fazer foi encobrir os escândalos parlamentares, que eram inúteis para formar uma nova base política.

O Movimento Nacional-Socialista vai mostrar como eles realmente deveriam ter lidado com isso, ou seja, quando se faz um bom governo, uma boa propaganda é consequência. Uma coisa segue a outra. Um bom governo sem propaganda dificilmente se sai melhor do que uma boa propaganda sem um bom governo. Um tem que complementar o outro. Se hoje a imprensa judaica acredita que pode fazer ameaças veladas contra o movimento Nacional-Socialista e acredita que pode burlar nossos meios de defesa, então, não deve continuar mentindo. Um dia nossa paciência vai acabar e calaremos esses judeus insolentes, bocas mentirosas!

E se outros jornais judeus acham que podem, agora, mudar para o nosso lado com as suas bandeiras, então só podemos dar uma resposta: “Por favor, não se deem ao trabalho!”

Ademais, os nossos homens da SA e os companheiros de partido podem se acalmar: a hora do fim do terror vermelho chegará mais cedo do que pensamos. Quem pode negar que a imprensa bolchevique mente quando o [jornal] Die Rote Fahne, este exemplo da insolência judaica, se atreve a afirmar que o nosso camarada Maikowski e o policial Zauritz foram fuzilados por nossos próprios companheiros?

Esta insolência judaica tem mais passado do que terá futuro. Em pouco tempo, ensinaremos os senhores da Karl Liebnecht Haus [sede do Partido Comunista] o que é a morte, como nunca aprenderam antes. Eu só queria acertar as contas com os [nossos] inimigos na imprensa e com os partidos inimigos e dizer-lhes pessoalmente o que quero dizer em todas as rádios alemãs para milhões de pessoas".


08 julho, 2015

Um vídeo covarde e asqueroso!


Os petistas perderam o que ainda lhes restavam de juízo. Não digo que perderam o pudor porque eles nunca tiveram. Sempre que você acreditar que há um limite para a sabujice intelectual ou para indecência política, um petista vai atravessar essa linha sem se intimidar. Eles são assim. Essa é a natureza deles porque se trata de uma herança do DNA bolchevique que sempre marcou esse partido.

Circula na internet um vídeo asqueroso, delinquente e intelectualmente desonesto, que todo brasileiro deve reagir com enérgica indignação! No vídeo, acusam-se a todos os que criticam o PT de nazistas. Isso mesmo! Você que não gosta do PT, segundo o vídeo, é porque você é nazista. Isso me faz lembrar a famosa Lei de Godwin ou a Regra das Analogias nazistas de Godwin. Essa lei diz mais ou menos o seguinte: “À medida que uma discussão se polariza, a probabilidade de alguém acusar o outro de nazista ou compará-lo a Adolf Hitler é de 100%”. Para esse advogado americano quando isso acontece o acusador dá uma prova de que não têm mais argumentos para contrapor-se e apela para aquilo que é incomparável. O vídeo, covardemente anônimo, acaba de provar empiricamente a Lei de Godwin.

Os judeus, petistas, não roubaram o povão alemão.

Os judeus, petistas, não usaram o Estado para se perpetuarem no poder.

Todas as acusações que os nazistas fizeram contra os judeus, petistas, eram falsas. Fruto de um antissemitismo que não existia apenas na Alemanha, como provam os pogrons soviéticos.

Os judeus, petistas, foram vítimas de uma ideologia racista. Não importa o que um judeu fizesse, pelo simples fato de ser judeu deveria ser segregado e exterminado.

Ora, por que o PT e seus militantes vêm sendo hostilizados nas ruas? Por que são petistas? Não! Por que destruíram a economia do país. Porque perpetraram o maior esquema de corrupção do mundo. Não endosso as hostilidades aos petistas, aos tucanos, aos pmdebistas, a quem quer que seja! Meu senso de civilização as repudia.  Mas os que tiveram o dinheiro de seus impostos roubados não podem reagir sequer criticando o partido que promoveu tudo isso porque serão chamados de nazistas? Canalhas!!! 

Comparar os críticos do PT aos nazistas é uma imoralidade com os judeus e com os críticos do PT. Tenham vergonha na cara!  Nem coragem para assinar a autoria do vídeo eles tiveram. Como sempre, eles agem nas sombras, escondidos. Covardes!!!!

Querem comparar? Vamos lá, então!

Em 10 de fevereiro de 1933, Joseph Goebbels, responsável pela propaganda dos nazistas, organizou uma manifestação de militantes nazistas dias depois de Hitler tomar posse como  Chanceler na Alemanha. Em discurso, o que disse Goebbels? Acusou a imprensa de estar nas mãos dos judeus e fez ameaças. Leiam trecho desse discurso

 Ademais, os nossos homens da SA e os companheiros de partido podem se acalmar: a hora do fim do terror vermelho chegará mais cedo do que pensamos. Quem pode negar que a imprensa bolchevique mente quando o [jornal] Die Rote Fahne, este exemplo da insolência judaica, se atreve a afirmar que o nosso camarada Maikowski e o policial Zauritz foram fuzilados por nossos próprios companheiros?

Esta insolência judaica tem mais passado do que terá futuro. Em pouco tempo, ensinaremos os senhores da Karl Liebnecht Haus [sede do Partido Comunista] o que é a morte, como nunca aprenderam antes. Eu só queria acertar as contas com os [nossos] inimigos na imprensa e com os partidos inimigos e dizer-lhes pessoalmente o que quero dizer em todas as rádios alemãs para milhões de pessoas.


Ora, a quem o vídeo acusa de promover o ódio contra os petistas? À Imprensa, é claro! Se é para comparar, patifes, quem se parece mais com os nazistas, hein?

PS: Assistam ao vídeo abaixo e respondaM à pergunta: Quem é fascista mesmo?


06 julho, 2015

Não somos Racistas!!!!

Militância e ignorância quase sempre se confundem num abraço insano. Muita gente reagiu pelas redes sociais contra as agressões racistas sofridas pela jornalista Maria Júlia Coutinho, que apresenta no Jornal Nacional a previsão do tempo. A militância de esquerda, que detesta a Rede Globo, ficou meio aturdida de início porque não sabia como defender uma pessoa que acabava de sofrer uma série de injúrias raciais, sem parecer que estivesse defendendo a Vênus Platinada, como alguns  bobocas chamam a TV Globo. Mas aí eles descobriram o mapa da mina. Em 2006, um livro escrito pelo jornalista Ali Kamel, hoje o chefe de jornalismo da emissora, cujo título é NÃO SOMOS RACISTAS foi o flanco que a militância encontrou para atacar a Globo fingindo que estava defendendo a jornalista. Sobrou até para mim, acreditem.

Desde 2007, depois de ler o livro de Ali Kamel, e dois anos mais tarde o de Demétrio Magnoli, Uma Gota de Sangue, tenho uma postura bastante crítica à política de cotas raciais nas universidades brasileiras. Na época não era fácil ser contra as cotas raciais porque a maioria das pessoas no Brasil se dizia favorável, sobretudo porque quem ousava discordar dessa política era tachado de racista, e muitos se deixaram patrulhar por medo dessa acusação. Eu não! Escrevi no blog diversos textos criticando as cotas raciais e em sala de aula quando instado pelos alunos, expus sem rodeios meu ponto de vista. Algumas pessoas, colegas de trabalho e alunos, incomodaram-se com isso. “Como um professor de história pode ser contra as cotas raciais?” "Ele ignora o que foi o racismo?”, perguntavam entre incrédulos e indignados.

Quando eu afirmei que a nação brasileira não é racista, antes repudia as manifestações de racismo de alguns idiotas, os que discordavam de mim rasgaram as vestes em sinal de escândalo. “Como assim”? Não existe racismo no Brasil”? A pergunta revela que os militantes não escutam o que foi dito, mas o que eles acham que foi dito. Desde 2007 eu escrevo que existe racismo e preconceito no Brasil porque haverá sempre pessoas estúpidas, mas que o brasileiro de forma geral repudia essas manifestações. Peguemos o exemplo atual: foram cerca de 50 mensagens racistas postadas na página do JN, e mais de 500 repudiando essas manifestações odiosas. Então, 50 mensagens racistas tornam o brasileiro um povo racista; mas 500 repudiando tudo isso não significam nada? Ora, militantes, vão plantar batata! Comigo não!

Sempre disse e repito: O RACISMO SE COMBATE COM EDUCAÇÃO E PUNIÇÃO! Que os racistas destilem o seu ódio na cadeia que é o lugar deles!

Voltando ao livro Não Somos Racistas, muita gente que não leu o livro saiu por aí afirmando: “Toma, Kamel! Não somos racistas, hein? E agora?!” Se tivessem lido o livro veriam que na página 20 o jornalista escreveu o seguinte: 


"Isso jamais implicou deixar de admitir que aqui no Brasil existia o racismo. É evidente que ele existia e existe, por que onde há homens reunidos há também todos os sentimentos, os piores inclusive. Mas a nação não somente não se queria assim como sempre condenou o racismo. Aqui, após a Abolição, nunca houve barreiras institucionais a negros ou a qualquer outra etnia. E para combater as manifestações concretas de racismo – inevitáveis quando se fala de seres humanos – criaram-se leis rigorosas para punir os infratores, sendo a Lei Afonso Arinos apenas a mais famosa delas.”

Eis porque afirmo que a militância e a ignorância quase sempre se confundem num abraço insano. São preguiçosos e arrogantes. Preguiçosos porque não leem os livros que dizem que leram e ainda criticam o que ignoram completamente. Arrogantes, porque se consideram superiores e tacham de estúpidos, coxinhas, reacionários toda e qualquer pessoa que ousa pensar diferente deles.


01 maio, 2015

A Esquerda não consegue encarar a Verdade.

Escrevi na Facebook que  A esquerda odeia muita coisa: o lucro; a propriedade privada (dos outros); a liberdade dos que pensam diferente, etc. Mas o que a esquerda odeia mais do que tudo isso, é a verdadeHouve algumas reações honestas à esta afirmação e, por isso, vou desenvolver o assunto sem acalentar qualquer pretensão de convencer os que legitimamente discordam.

O ódio da esquerda à verdade tem uma base filosófica. No século XIX, o filósofo americano William James, discípulo de Charles S. Peirce, deu o norte moral para a esquerda. Leiam o que James escreveu sobre o conceito de Verdade: O verdadeiro (...) é apenas o conveniente no caminho de nosso pensamento assim como o "direito" é apenas o conveniente no caminho do nosso comportamento. Conveniente é quase qualquer moda; e conveniente a longo prazo, e de modo geral, é claro; porque aquilo que satisfaz convenientemente a todas as experiências à vista não irá necessariamente atender a todas as experiências seguintes de forma igualmente satisfatória(...) A verdade é uma das espécies de bem, e não, como em geral se supõe, uma categoria distinta do bem e coordenada com ele. Verdadeiro é o nome de tudo aquilo que se mostra bom no caminho da crença.

Vejam que para James a verdade é uma questão de utilidade. Se servir aos meus propósitos, é verdadeiro. Se não, é falso. É óbvio tratar-se de uma grande tolice. Uma crença que pareceu ser verdadeira numa época porque era útil, mas hoje não é mais porque perdeu a utilidade, é apenas um engano útil, não a Verdade.

Fiel a esse pressuposto, a esquerda se esforça por criar narrativas sobre os mais variados assuntos, que, num exame sério, se provariam falsas. Cito alguns exemplos: quem nunca ouviu falar que a economia de mercado, que a esquerda rotula de capitalismo, é responsável pela morte de milhares de pessoas no mundo? Eles usam esse argumento a fim de justificar os 150 milhões de cadáveres que o ideal socialista produziu em nome do paraíso na Terra. Outro dia um colega de faculdade me veio com esse argumento dizendo que o capitalismo era responsável pela morte de milhares de pessoas na Ásia, na África e na América Latina (Fiquei pensando porque ele não citou a América do Norte ou a Oceania). Com a ousadia dos militantes, esse colega de faculdade chegou a firmar que o verdadeiro assassino dos imigrantes que tentam chegar à Europa pelo Mediterrâneo era o capitalismo. Diante dessa afirmação, fiz o óbvio: pedi a ele que demonstrasse como o capitalismo poderia ser responsável por essas mortes. Ele desconversou, é claro, porque ele sabe tratar-se de uma grande mentira. Ora, é porque estão fugindo do capitalismo que esses imigrantes arriscam a vida no Mediterrâneo? Que capitalismo existe nas regiões de onde essas pessoas, muitas delas ainda crianças, vêm? Meu interlocutor ao afirmar essa tolice, não estava preocupado com a verdade. Ele só queria ganhar prosélitos para a sua causa.

Vou dar só mais um exemplo de como a esquerda tem aversão à Verdade. É muito comum associar os militantes de esquerda que enfrentaram de armas na mão a ditadura militar no Brasil, à defesa do regime democrático. Pois bem: não havia um só militante daquela época que aderiu à luta armada que defendesse a democracia. O horizonte utópico deles era implantar a ditadura do proletariado nos moldes cubano ou chinês. Mesmo assim, os jovens nas escolas e nas universidades continuam ouvindo, de professores militantes como esse colega de faculdade, a falácia de que a esquerda que pegou em armas defendia a democracia.  

Para um militante de esquerda não existe verdade, o que há são versões que serão consideradas verdadeiras se servirem à causa. Assim, um militante de esquerda pode defender um valor e o seu oposto sem se convencer de que está sendo contraditório. Por exemplo: um militante de esquerda pode defender um grupo social que ele rotula de oprimido, mas se, e quando esse grupo social não corresponder à suas utopias, esse mesmo militante vai atacá-lo com ferocidade inaudita.

Como esquecer a desonestidade intelectual de George Sorel (1847-1922), filósofo francês e teórico do sindicalismo revolucionário, que admitia não ser fundamental que a utopia marxista se realizasse algum dia. O que interessava era manter viva a crença de que essa utopia se realizaria, e essa crença seria a força motriz da revolução. Esse conceito de Sorel ficou conhecido como o mito político.  Observem que para a esquerda – representada aqui por Sorel, mas seguida por outros líderes, a mentira se conduzida para se chegar à Revolução, é moralmente admitida. Nesse aspecto, por que não considerar a morte de milhões de pessoas em nome da utopia um mal necessário? Não foi essa a justificativa de Lênin, Stálin, Trotsky, Mao e outros homicidas?

O recente caso que ocorreu no Paraná é mais uma prova de como a esquerda detesta a verdade. Vamos ao caso: no dia 29 de abril, houve um confronto entre a PM do estado do Paraná e os professores da rede estadual que estão em greve. Como a esquerda divulga o confronto? Primeiro eles chamam o confronto de massacre – dilatando a seu favor a semântica do termo – Depois eles afirmam que os professores foram protestar contra um projeto do governo (que não os prejudicará em nada), e foram violentamente contidos pela polícia, que usou balas de borracha, bombas de gás lacrimogênio, spray de pimenta, cães e cassetetes. Aí um monte de gente desavisada compra essa versão e sai postando ou compartilhando essas coisas que são apenas distorções dos fatos. E quais são os fatos? A PM reagiu – e deve se debater os excessos da polícia e punir os culpados, caso os excessos sejam comprovados - impedindo a invasão da Assembleia Legislativa do Paraná pelos manifestantes e a depredação do patrimônio público. E fez isso atendendo à determinação judicial, que, aliás, havia considerado a greve dos professores ilegal e abusiva. Mais: as cenas de violência a que se assistiu – tristes e lamentáveis, e que não endosso – foi uma reação às ações de vândalos que atiravam pedras e coquetéis Molotov nos policiais, como mostram as imagens. Eis os fatos. Mas a esquerda não está interessada nos fatos, mas nas versões, porque ela sabe que contará com a simpatia de muita gente, afinal, quem pode ser contra a classe dos professores, não é? Quase ninguém se perguntará por que os professores estavam em frente à Assembleia Legislativa, ou se é legítimo, na base da força bruta, impedir – como eles queriam – o funcionamento do poder legislativo do estado.



O que a esquerda queria com esse caso, conseguiu. Mostrar manifestantes feridos – houve policiais também – e posar de defensores da educação; quando, na verdade, agiram como promotores da baderna e da violência.


PS: O colega de faculdade que citei anteriormente, professor em Recife da escola que estudei na adolescência, tentou me rotular de fascista, de inimigo da educação e de traidor da classe dos professores. E por que ele me acusou disso tudo? Porque escrevi o que você leu acima. 

Vamos lá! Ele que defende ou se omite – que é uma forma covarde de defesa - o MST, O MTST e outros do gênero quando esses grupos depredam, destroem e invadem propriedade particular é humanista; eu que defendo o respeito às leis e às instituições, sou fascista? Ah, vai catar coquinho! O douto professor ainda teve a pachorra de sugerir, por exemplo, que a pobreza nos países democráticos, onde vigora a economia de mercado, é equivalente à pobreza nos países de regimes autoritários. Alguém que afirma isso tripudia em cima dos cadáveres e dos prisioneiros que apodrecem nas prisões desses regimes simplesmente porque divergiram do governo. É esse tipo de gente que enche a cabeça da nossa juventude nas escolas e nas universidades.  Eu me livrei desse mal, e você?



18 março, 2015

É preciso combater as mentiras e as calúnias.

Na última segunda-feira, dia 16, a Imprensa destacou uma declaração da presidente Dilma quando ela fazia um pronunciamento sobre as manifestações do dia anterior, que reuniram em todo o país cerca de dois milhões de pessoas. Na TV, foi possível identificar os olhos marejados da presidente quando ao falar em tom de altivez: “Presto homenagem a todos os que lutaram contra o regime de exceção e pela democracia e pelo restabelecimento pelas liberdades democráticas”, e continuou: “[Tive a] honra de participar da resistência à ditadura. Nunca mais no Brasil vamos ver pessoas que, ao manifestarem sua opinião, seja contra até a presidenta, possam sofrer consequências".

É preciso enfrentar a mentira de que os grupos de luta armada combateram a ditadura em favor da democracia. Nenhum desses grupos, amigos, defendia o que entendemos por valores democráticos. O que esses grupos queriam - e só os intelectualmente desonestos negam - era implantar uma ditadura do proletariado, inspirados no modelo cubano e chinês.

A presidente Dilma, que se orgulha de ter lutado contra a ditadura, falta com a verdade quando diz que o fez em nome da democracia.

Deploro que ela, e tantos outros tenham sido vítimas de um Estado autoritário que não se furtou de usar a tortura contra os seus inimigos. Mas esse crime não deve distorcer os fatos e a história. Dilma e tantos outros lutaram contra uma ditadura em nome de outra. Ponto.

Não existe justificativa para ditaduras: sejam de esquerda ou de direita. Quem tentar, perto de mim, justificá-las sob qualquer pretexto, merecerá o meu repúdio.

Só os maledicentes, os preguiçosos e os bocais viram nos protestos de ontem intenções golpistas e anseios autoritários. Se, entre milhares, havia alguns patetas que defendiam uma intervenção militar, estes mereceram da esmagadora maioria um desprezo total.  

Pode-se, é claro, discordar do teor dos protestos de ontem. É um direito, ora! Mas desqualificá-los, chamando os manifestantes de ignorantes, de tolos, de manipuláveis, de coxinhas, de elite branca e outros termos, apenas revela que essas pessoas que se consideram democratas, desconhecem o significado de uma sociedade livre e plural.

Escuto, com horror, discursos que satanizam as pessoas que pelo trabalho, pelo esforço, pagando os seus impostos, conquistaram uma vida confortável. Essas pessoas, porque vivem bem, perderam o direito de protestar?

Afirmar que aqueles que pedem o impeachment são golpistas revela ao mesmo tempo ignorância da lei 1079, de 1950; e uma enorme má-fé. É possível debater se a presidente Dilma se enquadra no artigo 4°, incisos V e VII da referida lei; mas chamar de golpista quem se ampara na legislação para defender o afastamento da presidente, é mais do que estupidez, é desonestidade.

Não sou morno. Abomina-me a postura que se pretende superior - comum aos boçais -  daqueles tipinhos que, fingindo isenção, praticam o isentismo, que é a isenção que tem lado. Essa gente é pior do que arrogante, são modestos de mentirinha.

Não sou de esquerda. E isso não me torna uma pessoa má. Se defender os valores de uma sociedade livre, que respeita a lei, os contratos, o direito à propriedade e a liberdade de pensamento me torna uma pessoa de direita, afirmo que sou sim, de direita! Mas a minha direita é a direita do Churchill, do Hayek, e a esquerda deles, qual é?


Há, sob o comando do Partido, uma mobilização para desqualificar os brasileiros que saíram às ruas para protestar. De um lado, chamam os manifestantes de riquinhos, insatisfeitos com a ascensão dos mais pobres. Do outro, tacham de hipócritas os manifestantes que pedem decência e ética na política, lembrando que esses manifestantes no dia a dia não respeitam esses valores. Acredite, quem afirma isso, não está preocupado se você é honesto na sua vida, eles só querem desqualificá-lo. É como se dissessem: “você, coxinha, que luta contra a corrupção, não tem moral para fazer isso!” Apenas a gente, que defende  Dilma e os valores de esquerda, é que temos essa autoridade”.