23 junho, 2014

A essência do PT



A tarefa das oposições no pleito deste ano não será apenas a de tentar convencer os eleitores de que dispõe de uma alternativa melhor do que propõe o atual governo. Acho que nesse aspecto a tarefa será árdua, mas dadas as condições de hoje, bastante possível. A tarefa mais difícil para as oposições será a de enfrentar a guerra suja na campanha e nas redes sociais. 

De guerra suja o PT já provou mais de uma vez que entende. Nenhum outro partido domina com tanto talento a arte da difamação e da calúnia contra os adversários. Nenhum outro partido demonstra tanta convicção na mentira e no ludíbrio. Nenhum outro partido consegue, com tanta naturalidade e desenvoltura, acusar os adversários de crimes que o PT se tornou paradigma. Nenhum outro partido consegue, sem qualquer constrangimento, reciclar denúncias que há muito tempo se provaram inconsistentes - tão inconsistentes que sequer foram objeto de inquérito ou de processo judicial. E o PT faz isso porque para esse partido o que mais importa é que uma sombra de desonestidade paire sobre seus adversários. Com isso, o PT acredita poder convencer os eleitores de que se todos são corruptos, a corrupção do PT tem consciência social. Vencer essa guerra, repito, será o grande desafio das oposições. Mas se vencê-la, derrotarão o PT nas eleições presidenciais.

Estamos a pouco menos de quatro meses das eleições, e já começou nas redes sociais, mas em breve estará nas ruas e nas inserções de TV, a campanha difamatória que o PT promove contra os seus adversários. Como o atual governo tem pouco o que mostrar de substantivo aos eleitores, não restará à campanha de reeleição da presidente, outra saída que não seja tentar desqualificar as candidaturas de oposição. Assim, a rede petista de difamação vai insistir em denúncias antigas, como aquela que acusava o então presidente Fernando Henrique de, em 1997, ter comprado deputados para que se votasse a favor da PEC que instituiu a reeleição no Brasil. Ou aquela que recaiu sobre Eduardo Campos, acusado de se locupletar do dinheiro dos precatórios no governo de seu avô, Miguel Arrares, em 1996. Essas duas acusações têm 17 e 18 anos, respectivamente, e elas nunca se comprovaram. Aliás, no caso da emenda da reeleição, sequer foi aberto um inquérito, tamanha a falta de provas que o justificasse. No caso dos precatórios, o STF rejeitou a denúncia do Ministério Público Federal, absolvendo todos os acusados. Digam-me que outro partido, sabendo da inconsistência das denúncias, usaria esse tipo de expediente contra os adversários?

Mas o PT não se cansa, e sua vocação para a calúnia e a difamação já está documentada. Talvez poucos se lembrem, mas o então secretário-geral da Presidência da República no governo FHC, Eduardo Jorge Caldas Pereira, foi vítima dessa máquina de moer reputações chamada PT. Depois de ter a sua vida devassada, de ter sido chamado de corrupto e de ter sido obrigado a deixar o cargo, Eduardo Jorge conseguiu provar sua inocência contra todas as denúncias que o PT, o Ministério Público e parte da imprensa fizeram contra ele. Como esquecer a cara pálida e patética de José Dirceu, no auge do escândalo do mensalão, reconhecer diante dos deputados, e com cinco anos de atraso, que ele e o partido foram precipitados ao acusar Eduardo Jorge de corrupção. 

Mas há nessa história um dado mais sórdido. O PT e Zé Dirceu sempre souberam da inocência de Eduardo Jorge. Eles caluniaram e difamaram um homem honesto apenas por conveniências eleitorais. Eles jogaram na lama o nome de um pai de família apenas para chegar ao poder. É esse o padrão moral do PT.
Não pensem, os eventuais leitores, que o PT nessa campanha fará algo diferente do que fez em todas as anteriores. Seus soldados da calúnia e da difamação já estão a postos. Eles sempre contam com a desinformação da maioria ou com a natural desconfiança que o eleitor comum têm dos políticos em geral para fazer prosperar seus ataques e as suas mentiras. Difamar e caluniar estão na essência do PT. A mentira e o ludíbrio também.

Assista ao vídeo abaixo.

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