26 junho, 2014

Sobre cidades e afetos.


 
Vista da Esplanada - Brasília - DF


 
Vista do Recife Antigo


Parece que a matéria do NYT falando de Brasília mexeu com os brios dos candangos. Uma analista de redes sociais ganhou notoriedade depois que escreveu uma resposta em seu blog à conclusão um tanto melancólica do jornalista americano que disse sentir pena das pessoas que moram em Brasília. 

Estou radicado nesta cidade há dez anos. Sou de Recife, e se não fosse pelos parentes e amigos, pelo sotaque, pelas praias, pelo rio Capibaribe, pelas praças com árvores, pelo carnaval e pelo Sport Club do Recife não haveria razões para saudades.

Minha mulher, que é brasiliense, apela:  

- E o trânsito de Recife?

Inclino minha cabeça, derrotado. Apesar do trânsito na EPTG no fim do dia, ou nas quadras comerciais do Plano Piloto na hora do almoço, ou no Setor Bancário Sul em qualquer horário; é indiscutível que aqui o trânsito é bem mais civilizado do que em Recife. A rigor, não se pode chamar aquela luta de MMA de carros, ônibus, caminhões e bicicletas que existe em Recife, de trânsito. 

- E a violência? – Ela insiste exigindo agora uma genuflexão.

- No quesito violência, Recife perde feio para Brasília. Infelizmente também perde para São Paulo. Perde até para o Rio de Janeiro, pasmem. 

Toda a celeuma que repercutiu nas redes sociais e chegou aos jornais se deve, a meu ver, a um fato incontornável: por maiores e piores que sejam os problemas da nossa terra natal, sempre a reverenciaremos. Sempre teremos por ela o mesmo carinho que temos por um filho ou pelos pais. Sempre será acionado o mesmo instinto de defesa, quando um estranho sinaliza algo desagradável em relação aos nossos entes queridos, ainda que o impertinente tenha razão.

Em suma: eu gosto de Recife como quem gosta da família de sangue. E de Brasília como quem gosta de uma família adotiva.

E para arrematar: criticar o jornalista por ter escrito que Brasília não parece uma cidade brasileira, me parece injusto. Que outra cidade brasileira respeita a faixa de pedestre? 


23 junho, 2014

A essência do PT



A tarefa das oposições no pleito deste ano não será apenas a de tentar convencer os eleitores de que dispõe de uma alternativa melhor do que propõe o atual governo. Acho que nesse aspecto a tarefa será árdua, mas dadas as condições de hoje, bastante possível. A tarefa mais difícil para as oposições será a de enfrentar a guerra suja na campanha e nas redes sociais. 

De guerra suja o PT já provou mais de uma vez que entende. Nenhum outro partido domina com tanto talento a arte da difamação e da calúnia contra os adversários. Nenhum outro partido demonstra tanta convicção na mentira e no ludíbrio. Nenhum outro partido consegue, com tanta naturalidade e desenvoltura, acusar os adversários de crimes que o PT se tornou paradigma. Nenhum outro partido consegue, sem qualquer constrangimento, reciclar denúncias que há muito tempo se provaram inconsistentes - tão inconsistentes que sequer foram objeto de inquérito ou de processo judicial. E o PT faz isso porque para esse partido o que mais importa é que uma sombra de desonestidade paire sobre seus adversários. Com isso, o PT acredita poder convencer os eleitores de que se todos são corruptos, a corrupção do PT tem consciência social. Vencer essa guerra, repito, será o grande desafio das oposições. Mas se vencê-la, derrotarão o PT nas eleições presidenciais.

Estamos a pouco menos de quatro meses das eleições, e já começou nas redes sociais, mas em breve estará nas ruas e nas inserções de TV, a campanha difamatória que o PT promove contra os seus adversários. Como o atual governo tem pouco o que mostrar de substantivo aos eleitores, não restará à campanha de reeleição da presidente, outra saída que não seja tentar desqualificar as candidaturas de oposição. Assim, a rede petista de difamação vai insistir em denúncias antigas, como aquela que acusava o então presidente Fernando Henrique de, em 1997, ter comprado deputados para que se votasse a favor da PEC que instituiu a reeleição no Brasil. Ou aquela que recaiu sobre Eduardo Campos, acusado de se locupletar do dinheiro dos precatórios no governo de seu avô, Miguel Arrares, em 1996. Essas duas acusações têm 17 e 18 anos, respectivamente, e elas nunca se comprovaram. Aliás, no caso da emenda da reeleição, sequer foi aberto um inquérito, tamanha a falta de provas que o justificasse. No caso dos precatórios, o STF rejeitou a denúncia do Ministério Público Federal, absolvendo todos os acusados. Digam-me que outro partido, sabendo da inconsistência das denúncias, usaria esse tipo de expediente contra os adversários?

Mas o PT não se cansa, e sua vocação para a calúnia e a difamação já está documentada. Talvez poucos se lembrem, mas o então secretário-geral da Presidência da República no governo FHC, Eduardo Jorge Caldas Pereira, foi vítima dessa máquina de moer reputações chamada PT. Depois de ter a sua vida devassada, de ter sido chamado de corrupto e de ter sido obrigado a deixar o cargo, Eduardo Jorge conseguiu provar sua inocência contra todas as denúncias que o PT, o Ministério Público e parte da imprensa fizeram contra ele. Como esquecer a cara pálida e patética de José Dirceu, no auge do escândalo do mensalão, reconhecer diante dos deputados, e com cinco anos de atraso, que ele e o partido foram precipitados ao acusar Eduardo Jorge de corrupção. 

Mas há nessa história um dado mais sórdido. O PT e Zé Dirceu sempre souberam da inocência de Eduardo Jorge. Eles caluniaram e difamaram um homem honesto apenas por conveniências eleitorais. Eles jogaram na lama o nome de um pai de família apenas para chegar ao poder. É esse o padrão moral do PT.
Não pensem, os eventuais leitores, que o PT nessa campanha fará algo diferente do que fez em todas as anteriores. Seus soldados da calúnia e da difamação já estão a postos. Eles sempre contam com a desinformação da maioria ou com a natural desconfiança que o eleitor comum têm dos políticos em geral para fazer prosperar seus ataques e as suas mentiras. Difamar e caluniar estão na essência do PT. A mentira e o ludíbrio também.

Assista ao vídeo abaixo.

22 junho, 2014

COMO IDENTIFICAR EM 10 PASSOS UM MILITANTE DO PT; AINDA QUE ELE NÃO SAIBA DISSO.


1- Ele sempre vai perguntar em quem você vai votar no intuito de desqualificar o seu argumento.

2- Ele sempre vai defender o governo e o partido das contradições e das incoerências, acusando o campo adversário de tê-las em grau muito maior.

3- Ele vai acusar o lado adversário de fazer alianças e coligações com partidos que têm nos seus quadros, políticos corruptos; ainda que esses políticos corruptos estejam do lado da presidente Dilma.

4- Ele, certamente, considera a condenação dos petistas do mensalão um absurdo jurídico, que mandou para cadeia homens probos como José Dirceu, João Paulo Cunha, José Genoíno e Delúbio Soares. Embora silencie sobre os demais apenados que não pertencem ao PT.

5- Ele vai chamar de direitista, fascista, racista, conservador e neoliberal todos os que se opuserem ao governo do PT e às suas demandas ideológicas. O objetivo é rotular o adversário como a representação do mal, e eles como os defensores do bem.

6- Segundo ele, controlar a mídia e silenciar jornalistas críticos ao governo são medidas urgentes para democratizar a sociedade

7- Ele vai defender, e quem sabe participar de manifestações violentas e de greves abusivas nos estados governados pelos adversários. Nos estados aliados essas manifestações e essas greves serão coisa da direita fascista.

8- Ele vai atribuir a vaia e os insultos à presidente Dilma no Itaquerão, à elite branca e endinheirada que odeia os pobres, os pretos e o PT.

9- Ele vai hostilizar a imprensa, acusada de pregar o ódio contra os pobres, os pretos e o PT. A hostilidade é personificada na Rede Globo, na revista Veja e na Folha de São Paulo.

10- Ele vai deplorar a ditadura militar no Brasil, mas vai defender a ditadura de Cuba e o regime bolivariano na Venezuela.

20 junho, 2014

O Brasil após 12 anos de PT



Quando eu votei em Lula em 2002, acreditava em algumas fantasias criadas pela ideologia. Por exemplo: achava que com o PT a política seria mais honesta. Acreditava que com o PT, figuras como Sarney, Collor, Maluf, Renan e outras da espécie ficariam, na pior das hipóteses, relegadas ao limbo do poder. 

Mas em 2002, eu também votei no Lula porque achava que estava na hora de mudar. Porque queria dar, à oposição da época, a chance de fazer algo diferente. Acreditei que o país precisava de um novo caminho, enfim, tinha a esperança de que muitos de nossos problemas poderiam ser solucionados por um novo programa.  Após 12 anos de PT, o que foi feito dessa esperança? 

Se em 2002 eu tivesse mais idade e mais livros na bagagem, certamente teria antevisto o perigo que a chegada do PT ao poder traria para os valores do liberalismo e da democracia. O que me consola é que muita gente bem mais velha do que eu - e com uma gama de leitura infinitamente maior - também nutria a esperança de que a eleição de Lula era a prova da maturidade de nossa democracia. Ao invés da esperança vencer o medo, ela vendeu uma ilusão.

Dito isso, pergunto: o que mudou nesses dozes anos de governo petista? Um militante do PT ou alguém alinhado à ideologia do partido certamente responderia a essa pergunta tecendo loas às políticas sociais do governo. Bradaria o sucesso do Bolsa Família. Falaria da ascensão da Classe D e E à classe média. Citaria a política de cotas raciais e sociais. Exibiria orgulhoso, os baixíssimos índices de desemprego medidos pelo IBGE. Não se esqueceria de enaltecer a altivez da política externa do governo que tomou partido de países periféricos, especialmente aqueles que mantinham relações tensas com os Estados Unidos. Esse militante ou simpatizante do governo concluiria que o Brasil pode ser dividido em duas eras: Antes de Lula e Depois de Lula. Antes, era tudo feio e mal. Depois, ficou tudo lindo e bem. 

Após 12 anos de PT é mesmo possível sentir orgulho do país? É mesmo possível achar que hoje vivemos num país muito melhor? Eu começaria respondendo que todos os dados que enche um petista ou um simpatizante do partido de orgulho, se vistos de perto e analisados com cuidado mostrariam que a realidade é bem diferente da propaganda. Mas uma resposta baseada apenas nesses aspectos seria insuficiente porque não tocaria naquilo que eu considero mais substantivo, e que me dá a convicção de que os doze anos do PT foram desastrosos para o Brasil.

Por isso, eu insisto: o que mudou nesses 12 anos de PT? O que foi feito da esperança após os 12 anos de governo petista? 

O brasileiro aprendeu que o mérito deixou de ser um valor que distingue os competentes dos ineptos. O mérito foi transforma numa forma de opressão que os abastados exerciam sobre os pobres. 

O brasileiro aprendeu que somos um país racista, divididos pela cor da pele, e que se não existem muitos médicos, advogados, juízes, engenheiros, professores, jornalistas e políticos de pele preta é porque nossa sociedade, extremamente racista, impediu os negros de ocuparem esses espaços. 
   
O brasileiro aprendeu que a propriedade privada - desde que seja a dos outros, é claro - é um estorvo; por isso o êxtase de tanta gente quando se quebram as vitrines de uma loja, os caixas-eletrônicos de um banco, ou mesmo quando se ateia fogo aos ônibus. 

O brasileiro aprendeu  que o direito de uma minoria organizada que interrompe uma avenida, ou que paralisa os transportes é mais importante que o direito de milhões que necessitam desse serviço para poderem trabalhar, estudar, cuidar da própria vida.

O brasileiro aprendeu que se a PM usa a força para conter manifestantes que depredam, saqueiam, atiram pedras e coquetéis Molotov e, no limite, matam quem tá trabalhando cobrindo os protestos; é porque a PM é truculenta e se mostra incompetente para controlar a baderna sem violência.

O brasileiro aprendeu que depredar, interromper ruas e avenidas e invadir prédios públicos e privados além de ser uma forma legítima de protesto, também é uma forma eficiente de pressão contra as autoridades, que, assustadas, decidem atender a demandas demagógicas e receber em audiências oficiais os manifestantes.

O brasileiro aprendeu que hostilizar a imprensa o torna uma pessoa consciente, não manipulada e independente. 

O brasileiro aprendeu que as instituições democráticas não valem muita coisa. Que decisão judicial, se ferir os interesses da militância, deve ser desobedecida. Que juízes, cujas sentenças contrariam a militância, devem ser perseguidos nas ruas e achincalhados. 

O brasileiro aprendeu que o Congresso eivado de gente desonesta e corrupta, deve ser abolido, quiçá substituído por conselhos populares que, sem dúvida, defenderão os altíssimos interesses do povo.

O brasileiro aprendeu que condenados por corrupção e peculato, desde que sejam petistas, são prisioneiros políticos, vítimas de uma Justiça burguesa e arbitrária. 

O brasileiro aprendeu que depois de 12 anos de PT, a única esperança que resta é manter os cidadãos pobres dependentes do Estado, e os grandes empresários dependentes dos juros subsidiados do BNDES. 

Ainda que a oposição vença o pleito deste ano, imagino que ainda vai demorar muito para os brasileiros desaprenderem tudo o que foram levados a acreditar nos 12 anos de PT no governo Federal.


01 junho, 2014

Por que não sou de esquerda.



 Semana passada, me fizeram uma pergunta que me chamou mais atenção pelo tom do questionamento, que revelava ao mesmo tempo incredulidade e incompreensão, do que pelo conteúdo mesmo da pergunta: “Zé Paulo, por que você não é de esquerda”?

A incredulidade e a incompreensão revelavam que o meu interlocutor não admitia que uma pessoa, especialmente um professor de história, morador do subúrbio do Recife e que estudou a vida toda em escola pública; uma pessoa que passou quase 15 anos numa casa de três cômodos; que dos 13 aos 16 anos, vendeu bermudas nas feiras do Cordeiro, de Casa Amarela e de Afogados; que dos 19 aos 23 anos foi operário numa fábrica de bebidas, quando precisava acordar às quatro da manhã - depois de chegar da UFPE às 11 da noite - e que muitas vezes caminhava de madrugada até o viaduto da Caxangá, porque o ônibus que deveria passar às 04h30min., geralmente atrasava. Por que alguém que tinha todos os motivos do mundo para ser um ressentido contra o sistema e que poderia aderir à ideias que pregavam uma sociedade mais justa e igualitária, que satanizavam os empresários e os ricos, que odiavam o sistema, que, segundo essas ideias, é o responsável por todas as nossas mazelas, como essa pessoa não podia ser de esquerda?

Assim como muitos jovens, eu também fui seduzido pelos discursos da esquerda. Acreditava que ser de esquerda era o mesmo que lutar por um mundo sem corrupção. Mas não. Eu só queria honestidade, e se eu queria honestidade, como eu poderia ser de esquerda? Acreditava que ser de esquerda era o mesmo que lutar por um mundo mais humano e mais justo.  Mas não. Eu só queria um mundo onde as pessoas fossem respeitadas em seus direitos e em sua dignidade, e se eu queria isso, como eu poderia ser de esquerda? Acreditava que ser de esquerda era lutar pela democracia e pela liberdade de expressão. Mas não. Eu só queria um mundo onde a divergência fosse tolerada e as pessoas não corressem o risco de serem presas ou mortas se ousassem divergir. E seu eu queria isso, como eu poderia ser de esquerda? 

É bem possível que muitos jovens continuem acreditando que ser de esquerda é o mesmo que ser justo, humano, honesto e livre. Mas não dá para ser de esquerda e defender com sinceridade essas valores.

Mas, fundamentalmente, eu não sou de esquerda porque me causa aversão a crença de que a esquerda  tem o monopólio da virtude e da decência. Para uma pessoa de esquerda apenas o seu programa se preocupa com os mais pobres. Apenas as suas propostas visam o benefício do povo. As outras correntes são todas mentirosas e comprometidas com os interesses das elites. E como a esquerda crê que tem a chave da história e dos amanhãs que sorriem para o povo, combatê-la é o mesmo que atravancar o futuro. É o mesmo que impedir a redenção dos povos. Então, o que fazer contra os inimigos do povo?, que é como a esquerda costuma chamar os seus adversários.

Basicamente três coisas: a primeira é ridicularizá-los. Convencer a opinião pública de que os adversários dos valores da esquerda são reacionários, racistas, homofóbicos, elitistas, corruptos, malvados, insensíveis. Depois de convencer a opinião pública, o próximo passo é alijá-los do debate democrático, desqualificando suas opiniões, pior: rotulando essas opiniões como de “direita” e por isso, sequer discuti-las. Finalmente, vencida as duas etapas anteriores, exterminá-los. 

Nesse processo, nem os que se consideram de esquerda escapam. Depois de silenciar os que chama de direitistas, o governo de esquerda se volta contra os hereges: aqueles que se acham de esquerda, mas como ousaram divergir do governo e dos parâmetros oficiais, são transformados em reacionários, inimigos do povo, esquerdistas de fachada. Porque ser de esquerda significa dizer amém para tudo o que o Partido manda que se diga amém. Porque ser de esquerda é perder a individualidade. Porque ser de esquerda é abominar os valores da civilização, considerados como burgueses e reacionários. Porque ser de esquerda é defender a liberdade de quem pensa como eles, e não de quem pensa por si. Porque ser de esquerda é submeter o desejo do indivíduo ao interesse do Partido. Porque ser de esquerda é ter duas, três, quatro, vários tipos de moral a depender da ocasião. 

Ao mesmo tempo em que um esquerdista condena as ditaduras, ele chama de democracia governos como o de Cuba. Ao mesmo tempo em que um esquerdista condena a falta de liberdade de expressão, ele deseja controlar a imprensa, porque para ele uma imprensa livre é aquela que defende os valores de esquerda. Ao mesmo tempo em que um esquerdista diz defender o direito dos homossexuais e das mulheres, ele silencia diante das atrocidades cometidas contra os homossexuais e as mulheres em países cujos governos são considerados aliados da esquerda. Ao mesmo tempo que um esquerdista se diz intransigente com a corrupção ele, pela conveniência, pode se aliar a notórios corruptos, e convence a militância de que os novos aliados são perseguidos pela imprensa burguesa. 

Diante do exposto, concluo: eu não sou de esquerda porque acredito no mérito. Eu não sou de esquerda porque eu acredito no respeito à lei e estou convicto de que as reformas, quaisquer que sejam elas, precisam ser feitas dentro de um regime democrático. Eu não sou de esquerda porque eu não acredito que o meu mundo ideal pode ser obtido mediante o uso da força. Eu não sou de esquerda porque eu acredito no respeito à propriedade pública e privada. No direito de existirem pessoas que discordem de mim. Nas liberdades individuais. Porque me causa repulsa usar a mentira, a calúnia e a difamação como armas contra os meus opositores. Eu não sou de esquerda porque não há valor mais importante para mim do que a LIBERDADE!!!!