18 novembro, 2012

Tristeza

Sabe Deus quem vai ler esse texto. Quem o lê, contudo, deverá chegar ao seu final com a certeza de que jamais deveria tê-lo lido. Não há quem aprecie ler em pleno domingo lamúrias e tomando conhecimento de enormes frustrações. Mas confesso, eventual internauta, que não escrevo para ninguém. Escrevo para desafogar a tristeza que me provoca uma profunda dor no estômago. Escrevo porque não saberia como falar. Escrevo para que eu mesmo escute e não apenas sinta o que me aflige.

As nossas decepções, de modo geral, têm duas fontes: a primeira é a avaliação errada que fazemos das palavras, das atitudes e das situações. Um erro de avaliação, inevitavelmente, produzirá um efeito absolutamente distinto daquele que a gente esperava. Enfim, cometer esse erro nos levará à frustração.

A segunda fonte para a nossa decepção, por incrível que pareça, vem da esperança. Daquele otimismo exagerado, mesmo contra todos os indícios, de que tudo que vai acabar bem. Enganados pela própria esperança continuamos negligenciando os efeitos desses problemas, e pior: acreditando que com o tempo eles desaperecerão como que por mágica. 

Estou cansado de me decepcionar e de decepcionar os outros. Preciso encontrar alguma motivação para esquecer um pouco dessa tristeza...



A TRISTEZA.
A Tristeza não se define,
Não se mensura,
Nem se explica.
A Tristeza apenas dói..
E dói mais
Quanto mais
Não se define,
Não se mensura
E nem se explica.
A Tristeza é a treva em pleno dia
É a vitória da covardia,
Sobre a coragem.
A Tristeza é a solidão no escuro
É uma prisão sem muros
É adiar a viagem...
A Tristeza é mais outono que inverno
O prenúncio da desolação
É como aquele carinho terno,
Que antecede a separação.
A Tristeza não se explica,
Como a dor que não é física.

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