02 maio, 2012

Os racialistas brincam de dividir o Brasil por raça. Isso nunca deu certo.

Abaixo, transcrevo na íntegra um artigo do jornalista Matheus Piconelli, que escreve em Carta Capital. Ele vai em vermelho e eu vou em azul.


A melhor definição que conheço de racismo não está nos livros acadêmicos nem no voto dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Está no romance autobiográfico “À Mão Esquerda”, de Fausto Wolff (1940-2008).
É uma patada no estômago: em certo momento do livro, Wolff escreve sobre o dia em que o pai, barbeiro, atendeu uma família de negros em seu salão em Santo Ângelo (RS). Foi um fiasco: parecendo nervoso, o pai errou o corte, provocou talhos, falhas, picotou orelhas e se mostrou bem pouco simpático.

Ao ver os clientes sair, Wolff, ainda menino, comentou que nunca o vira trabalhar tão mal. Era proposital, explicou o pai. Era necessário tratar mal essa clientela, ainda que não fosse (jurava) racista.

A lógica era: se eles gostassem do serviço, voltariam; em pouco tempo, o salão ficaria marcado por ser um espaço aberto para negros; e os brancos que tinham dinheiro, grosso da clientela, ficariam incomodados, pois não gostariam de frequentar um lugar assim; e, se os brancos fugissem, o barbeiro não teria dinheiro para colocar o prato na mesa da família. Simples assim.

Ou seja: o racismo dos outros justifica a discriminação preventiva, ainda que todos sejam iguais perante a lei. E como provar que o serviço mal prestado era motivado por racismo? Impossível. Nas esferas do micropoder, a discriminação é sutil, mas opera violentamente.

A história é muito curiosa. O barbeiro corria o risco de ter a sua reputação ameaçada por causa de um serviço mal feito, o que, em tese, poderia afastar outros clientes de sua barbearia, apenas para impedir que outros negros voltassem ao seu estabelecimento e, assim, garantir que os brancos não se sentissem ofendidos porque ali se atendia os negros. O barbeiro do romance não era apenas racista, era um idiota completo. Não sabia que o principal risco para o seu negócio não era atender os negros, era prestar um péssimo serviço.

Se o articulista gosta de romances que definem uma atitude racista, sugiro a leitura de O Presidente Negro, de Monteiro Lobato, especialmente o capítulo IX e seguintes. O livro, de 1926, é uma apologia à eugenia. Ali, com toda a certeza, o articulista encontrará termos que embrulham o estômago e muito mais verossímeis que o exemplo que ele nos oferece.

Mas enxergo nesse trecho algo ainda mais perverso e uma consequência triste dessa ideologia que pretende dividir o Brasil em duas categorias raciais. Se um negro for mal atendido, ignorado, criticado, só pode ser porque está sendo vítima de racismo. Se um branco passasse pelas mesmas situações, a acusação de racismo não se apresentaria. Não há saída. Um negro não pode mais ser criticado sem que o seu crítico receba a pecha de racista. 

Vejam que o próprio autor reconhece que é impossível provar que houve racismo no exemplo que citou, mas ele não tem dúvida que houve. Isso me lembra de um caso, relatado por um colega, que na escola particular onde ele estudou os professores não tiravam as dúvidas que ele tinha apenas, acredita ele, por causa de sua pele preta. Se fosse branco, isso não aconteceria, conclui. Veja a situação a que chegamos. Não corresponda às expectativas que um negro tem em relação a você e você será classificado como racista.

Num país de 190 milhões de habitantes, é humanamente impossível vigiar os processos de exclusão manifestados contra grupos minoritários (sempre considerando como “minorias” os grupos que tiveram negados, ao longo da História, o acesso à totalidade dos direitos civis, sociais, políticos). Mas é dever do Estado criar regras para garantir acesso a lugares públicos, como a universidade.

Aqui está a grande mentira! Aqui está a sabujice do argumento. Aqui está a militância cega. Quem lê esse trecho do artigo imagina que no Brasil existam leis de segregação, como aquelas que vigoraram por tanto tempo nos Estados unidos. Apresentem-me uma lei que impeça os negros de frequentar espaços públicos no Brasil. Brancos, negros, verdes, amarelos, vermelhos ou azuis têm o mesmo direito garantido pelo artigo quinto da Constituição Federal. O que o Estado fez, referendado pelo STF há poucos dias, foi reconhecer que os negros têm o direito às cotas para aumentar o número desse grupo nas universidades. Se em alguns cursos universitários existem poucos negros, isso não se dá por racismo, como defendem os racialistas e os militantes bocós, mas por conta de uma educação básica deficiente que pune, sem distinção de cor da pele, os pobres brasileiros. Nesse particular, os brancos pobres só têm a lamentar a cor da pele, porque ela será para eles mais um fator de dificuldade para ingresso nas universidades públicas no Brasil. Com a política de cotas raciais, a grande vítima foi o branco pobre.

Imagino, enquanto escrevo este post, quantas pessoas deixaram uma hora dessas as barbearias com as orelhas podadas por tesouras a zelar pela reputação do recinto. Não duvido que sejam muitos. Nas barbearias, nos shoppings centers, nos aeroportos, nas delegacias, nos bancos.

Mais uma vez temos a tese de que o racismo está impregnado na sociedade brasileira, como uma marca que tenta ficar escondida, mas se revela de forma sutil e, por isso, mais perversa. Veja que o autor imagina, infere, mas não prova. Não oferece exemplos cabais que confirmem as suas suspeitas. Afinal, ele mesmo declara que é impossível vigiar os processos de exclusão, por isso tem que recorrer à subjetividade. 

Segundo essa ideologia, um negro não pode mais ser incompetente, não pode perder a vaga de emprego porque concorre com ele outro candidato mais qualificado, não pode ter as suas opiniões contrariadas, porque isso seria manifestação de uma sociedade extremamente racista.

O Brasil, como a Argentina, as Coréias e o Afeganistão, é um país de preconceitos. Preconceitos de classe, de origem, de orientação sexual e de raça. O que significa: o sujeito pode ser honesto, talentoso, até endinheirado, mas levará sempre um “porém” ao lado do nome. “É um sujeito inteligente, mas bicha”. Esse “porém” é uma tesoura a serviço do boicote.

Por aqui, ao longo dos anos, tentou-se de todo modo, com leis, campanhas educativas e regras de convivência, banir o preconceito nas relações pessoais. Ainda assim, em pleno ano 2012, a exclusividade do acesso a determinados nichos e espaços mostra apenas que só o discurso foi atingido, quando muito. Admitir ideias pré-concebidas sobre determinado grupo pode soar mal, criar embaraço, constrangimento, e até problemas com a lei. Mas não elimina a ideia pré-concebida (quando muito, apenas a manifestação pública dela. Quando muito mesmo). E a ideia pré-concebida é só a etapa inicial de uma ação perversa.

Do jeito que esse rapaz escreve, parece que o Brasil é a África do Sul da época do apartheid, ou os Estados Unidos antes da década de 1950.  Essa gente não se envergonha de trapacear. Que nichos e espaços são exclusivos aos brancos? As universidades? O serviço público? Acaso há nos editais uma cláusula que impeça candidatos negros de ingressarem nesses espaços?  O que vejo, contudo, é outra coisa. Quem cria espaços exclusivos para os negros são os racialistas. São eles que não querem a integração. São eles que criam grupos de trabalho, espaços de convivência e valores que excluem os chamados brancos. São esses militantes bocós que querem dividir os brasileiros em duas raças.

O julgamento no STF sobre a legalidade dos sistemas de cotas nas universidades públicas foi uma dessas oportunidades de se colocar em discussão e evidência a herança de séculos de injustiça justificada aos olhos da lei.

Não que o sujeito a se posicionar contra as cotas seja necessariamente racista. Mas é fato que o racista será contra quaisquer formas de inclusão e pluralidade. Para ele o preconceito simplesmente não existe, e só não estuda ou trabalha quem é vagabundo.

Esse trecho é um mimo. Ele afirma que ser contra as cotas não torna alguém racista – o que é óbvio porque os que se opõem não querem impedir o acesso dos negros, amarelos, verdes ou azuis a nada, querem apenas que o mérito prevaleça, independente da cor da pele – mas em seguida, o autor ataca, contradizendo-se: “Mas é fato que o racista será contra quaisquer formas de inclusão e pluralidade”. Ora, se quem se opõe as cotas combate essa forma de inclusão, logo eles são racistas, entenderam? Assim, se você não defende o que eles pensam, só pode ser porque você é racista. Não interessa se você luta pela igualdade de condições, basta que você não aceite o argumento deles e você será racista.

Os ministros do STF não pensam assim. Por unanimidade, decidiram pela legalidade da cota, com direito a discursos belíssimos que podem ser guardados nas paredes das grandes citações.

Foi só um primeiro (e necessário) passo: o reconhecimento das distorções ainda latentes de um país de privilégios. As reações vieram em sequencia: “mas e os outros grupos minoritários?”; “A decisão jogou para escanteio os brancos pobres”; “Estamos criando um tribunal racial no Brasil”; “Estamos criando privilégios para combater desigualdades”; “E o mérito?”; “E o estigma sobre os estudantes”.

Numa coisa eu concordo. Foi só o primeiro passo. E os próximos serão assegurar ao que eles chamam de população negra, cotas no serviço público e na iniciativa privada. Cotas para artistas negros, jornalistas negros, modelos negros. Não duvido que no futuro até as escolas destinem uma determinada quantidade vagas para estudantes negros. O primeiro passo foi dado, e os próximos poderão, definitivamente, dividir os brasileiros por critérios raciais.

Como estes, é possível usar vários argumentos com muito sentido para reagir à norma recém-referendada. Foi o que fez o DEM, que não é exatamente conhecido como um combatente das oligarquias e privilégios de um Brasil arcaico, ao contestar o sistema em vigor na UnB – uma experiência bem-sucedida, frise-se.

A reação ao sistema de cotas joga no ar a impressão de que a existência de muitos problemas é só um impeditivo para se corrigir outros; como se a soma de vetores apontando para cada injustiça no País devesse resultar unicamente na imobilidade.

Alto lá, senhor! Não seja maledicente. O senhor mesmo reconhece as distorções e injustiças do sistema de cotas, mas afirmar que é melhor esse sistema que nenhum é de um cinismo atroz. E além disso, os racialistas não estão interessados em justiça social, se tivessem proporiam cotas sociais, e não raciais. Os racialistas querem mesmo é uma sociedade dividida por raças, é esse o objetivo.

E quem disse ao senhor que não existem alternativas à política de cotas? É claro que há. Basta que o estado ofereça uma educação de qualidade aos alunos das escolas públicas e aí os mais pobres, sejam eles pretos, brancos, amarelos, verdes ou azuis, ingressarão nas universidades sem pedir favor a ninguém. Os que se opõe ao sistema de cotas raciais temem que, por critérios puramente raciais, crie-se entre os brasileiros uma identidade racial, coisa que não faz parte de nossa tradição. Desde os censos do século XIX, os brasileiros sentem dificuldade em se reconhecer numa raça. Com as políticas de discriminação reversa, a chance disso mudar, com todas consequências nefastas que já fizeram história, é muito grande.

De fato, é possível apontar uma série de problemas no sistema de cotas, como em vários sistemas que envolvam subjetividade e leis. O que preocupa, a esta altura do campeonato, não é a desconfiança sobre uma medida considerada paliativa. É o conforto com a ausência de propostas melhores.

O autor admite que o sistema de cotas apresenta uma série de problemas, mas a defende dizendo que é melhor isso que nada. Não concordo. Acho perigoso corrigir uma injustiça criando outras. Considero temerário dividir os brasileiros em categorias raciais. Mas eles insistem que  é preciso criar na opinião pública a ideia de que ninguém está interessado em corrigir distorções que vem da época da escravidão. Essas distorçoes, malgrado deles, são fruto mais das desigualdades sociais que do racismo.

Uma alternativa para as cotas raciais na universidade seriam as cotas sociais, que levariam em conta critérios como a origem e condição social do estudante. É uma possibilidade interessante. Ainda assim, a meu ver, subestima um outro fator: a manifestação de preconceito racial dentro desses lugares de origem.

Existem várias portas de saída para a pobreza. Nem todas estão imunes a boicotes: quem precisa de um financiamento, por exemplo, precisa ter a sorte de encontrar um gerente que vá com a sua cara. E é desnecessário lembrar que o Brasil não vai com a cara de negros – basta ver nas filas para adoção de bebês qual o perfil buscado pelos futuros papais.

O simples lance (o hipotético pedido de empréstimo ou de emprego) pode ser determinante garantir recursos para estudos, livros, cursos de língua, transporte e moradia (porque estudo dos filhos não se faz só com a matrícula). Ninguém chega à escola nem à universidade por simples vontade: há uma série de complicadores, como vergonha e perseguições, a pesar para uns e não para outros. Ninguém fica minimamente à vontade num lugar onde é chamado de “macaco” de tempos em tempos por colegas, vizinhos, professores, diretores, seguranças.

Nos parágrafos acima, o autor extrapola o limite da decência. Por que que o Brasil não vai com a cara dos negros? De onde ele tirou essa conclusão?  Porque existem imbecis racistas inferimos que o nosso povo é racista? Se alguém chamar um negro de macaco, o que merece? A cadeia, ora! Não existem leis que punem a discriminação e o racismo? 

Vejam o corolário do argumento: muitos negros se desinteressam pelo ensino superior porque estão cansados das humilhações que sofrem dos brancos. Isso é puro chute e, atesto, pra bem longe do gol. O que me consola é que os negros não-militantes estão longe desse coitadismo, dessa vitimização. Se enfrentam dissabores da discriminação, acusam os imbecis de racismo, mas não aceitam a caridade das cotas porque se consideram tão capazes quanto os demais cidadãos brasileiros.

Durante décadas, o Brasil que pensou na libertação das correntes da escravidão ignorou as outras formas de exclusão de grupos que ficaram à margem na própria história.

A herança escravocrata é uma ferida aberta num país em que brancos e negros cometem os mesmos crimes, mas só uns são maioria nas prisões, e outros, maioria nas universidades – o topo de uma estrutura cujo caminho pede, muito mais que esforço, igualdade de condições para se alcançar. Muitos ficaram pelo caminho, e não foi por falta de esforço nem talento.

Esse é o trecho mais burlesco do artigo. Se vocês relerem o parágrafo vão entender que nas prisões brasileiras os negros são maioria, é óbvio, por causa do racismo. Como assim? Como se chega a uma prisão? Rezando? Um juiz olha para dois meliantes e diz: “olha, você é branco, então vai ficar fora da cadeia; já você que é negro vai para a prisão, ok?” Faça-me o favor!

Não custa lembrar que essa tal maioria de negros, em tudo, decorre de um truque da burocracia: somam os pretos e os pardos e chamam o resultado dessa soma de negros. Com esse truque a sociedade brasileira é majoritariamente negra, entendem? Agora, porque um pardo é chamado de negro só os burocratas podem explicar.

Só não vê quem não quer. Ou quem se esforça negando o racismo citando a profusão de mestiços num país onde todos se relacionam com todos – o que catalisou nossa identidade, diria Gilberto Freyre. Certo? Pois a Casa Grande segue inacessível. E, para reconhecer a Casa Grande, basta um passeio pelos lugares frequentados apenas por uma elite histórica – aconselho, inclusive, um passeio por redações de jornais e revistas.

Mais um que cita Gilberto Freyre e Casa Grande e Senzala de ouvido. Mas não serei eu aqui a ensinar a um jornalista que também se formou em ciências sociais o caminho das pedras da sociologia, não é? Vejam o argumento recorrente: Se os negros (pardos + pretos) não estão nas redações ou nos tribunais, é porque somos racistas e não porque, lá trás, por uma educação deficiente, eles não conseguiram avançar tanto. Mas eles não avançaram porque eram negros, uma vez que os brancos que viveram na mesma realidade também não tiveram as mesmas chances.

No País da miscigenação, é parte da paisagem ver herdeiros da escravidão servindo ou pedindo para engraxar os sapatos. Quando acontece o contrário, são logo considerados “suspeitos”.

A capacidade de se indignar com um país de lugares cativos é um alento insuficiente para que as coisas mudem. Com as cotas, as coisas começam a mudar. Talvez não na estrutura, já que o preconceito é um dom inacabável.

Nos próximos anos, o sistema de cotas pode se mostrar insuficiente. Mas hoje é uma solução viável num contexto complexo, injusto, cheio de nuances e sofismas para justificar o injustificável.

É papel do Estado arbitrar sobre as injustiças nos espaços onde consegue alcançar – e o Supremo se mostrou sensível a esta constatação. Não é uma solução definitiva, mas um aceno para o futuro: como resumiu a ministra Rosa Weber, ao declarar seu voto, quando o negro se tornar visível na sociedade “política compensatória alguma será necessária”.

Ao decidir pela legalidade da cota hoje e agora, ela e os demais ministros do Supremo fizeram algo mais do que alimentar polêmicas restritas à dualidade “a favor” ou “contra”. Eles pavimentaram uma ponte em direção a uma realidade possível.

O autor conclui o seu texto cheio de considerações afetadas e solenes, como se quisesse dar a essa conclusão um tom apoteótico. É um direito dele, é claro. O meu é concluir com uma advertência: o que os militantes racialistas subestimam é o perigo de que com o sistema de cotas dividiremos o povo brasileiro em duas categoriais raciais distintas, dando a um grupo privilégios que podem, infelizmente, despertar o que nunca tivemos no Brasil: o racismo popular; e, no extremo, o ódio racial. Um menino branco e pobre que num vestibular deixa de entrar na universidade mesmo tirando uma nota maior que um colega dele negro, que foi aprovado - como já aconteceu e acontece no sistema de cotas raciais – será a semente do que de pior uma sociedade pode ter: o ódio racial.


3 comentários:

Guilherme Ferreira disse...

Excelente, professor!

Sobre esse tema, recomendo a leitura destes artigos:

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=189

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=950

http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt/13016-eu-sou-neguinha-eu-sou-neguinha.html

Abraço!

Anônimo disse...

Só queria entender: Então a ausencia de negros durante longo tempo em cargos de projeção social não se deve mesmo ao fato de sua exclusão do sistema educacional e social ter sido principalmente pela cor da pele? Eles não foram excluidos dos templos, dos teatros, dos clubes etc... sómente pela cor da pele?

Zé Costa disse...

Não sei se entendi a sua pergunta, mas atesto que se não temos muitos negros como médicos, advogados, juízes, professores, isso não se deve ao racismo. Nunca houve, institucionalmente, qualquer obstáculo que impedesse os negros de galgar esses espaços. Se não os ocuparam é porque eles não tinham a qualificação que se exige para ocupar esses espaços. Mas defasagem não se deu porque eram negros, mas porque eram pobres.

è claro que em todo lugar há as pessoas racistas, isso é odioso, mas há. Devemos combater o racismo, mas acredito que o sistema de cotas não é uma boa estratégia de combate. As razões, imagino, foram expostas nos textos postados.