"Quando a nau da pátria se acha combatida por ventos embravecidos; quando, pelo furor das ondas, ela ora se sobe às nuvens, ora se submerge nos abismos; quando, levada do furor dos euripos, feita o ludíbrio dos mares,ela ameaça naufrágio e morte, todo cidadão é marinheiro(...)" Frei Caneca. 25 de dezembro de 1823.
21 Outubro, 2011
Insônia
São duas e vinte da madrugada
e o que sinto é mais que insônia...
É uma dor, e uma aflição medonha
vem assombar a minha casa,
já tão vazia de tudo...
Um clima mórbido, de luto
impregna o chão e as paredes.
Quero sair, fugir, correr, infinitivos
passeiam na minha mente,
cansada de tantos antidepressivos...
Quero água, mas não tenho sede.
São duas e vinte e oito da manhã
e eu só queria dormir tranquilamente
sem pensar, e sem sentir, inocentemente,
eu só desejo partir...
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