07 junho, 2011

ENSAIO DE UM POEMA MADRUGADA A DENTRO.

O MEU SILÊNCIO.

O que nos cala de repente,
como se, de súbito, perdéssemos a voz,
é o silêncio mais eloquente,
é o escondido que se revela atroz.

Porque muitas vezes as palavras
se mostram frágeis e inúteis,
ou de tão repetidas, cansadas
das mesmas queixas fúteis.

Quantas vezes é melhor o não-dizer...
porque o não dito, é o dito
de outra forma, é apenas escolher
o silêncio que atordoa, mais que os gritos.

Meu silêncio não é ira, mas cansaço.
É a forma que tenho de me render
é a desistência, o descompasso
A minha maneira de sofrer...

Nenhum comentário: