21 junho, 2011

Alberto Caeiro e o consolo da desimportância.


Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois

Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada,
E que para de onde veio volta depois
Quase à noitinha pela mesma estrada.

Eu não tinha que ter esperanças — tinha só que ter rodas ...
A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco...
Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas
E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.

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Quem me dera que eu fosse o pó da estrada
E que os pés dos pobres me estivessem pisando...

Quem me dera que eu fosse os rios que correm
E que as lavadeiras estivessem à minha beira...

Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio
E tivesse só o céu por cima e a água por baixo. . .

Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro
E que ele me batesse e me estimasse...

Antes isso que ser o que atravessa a vida
Olhando para trás de si e tendo pena ...




18 junho, 2011

Festas Juninas 2

Porque solidão é mais sentir-se só do que estar sozinho...




17 junho, 2011

Festas Juninas 1

Quantas lembranças das festas juninas de minha terra, que lá a gente chama de São João! Saudade das fogueiras, do forró, do milho cozido, da gente alegre, enfim, do clima festivo. Sinto saudade até mesmo da irritação que o excesso de fumaças nas noites de São João me causava.

Em 1986, eu tinha 10 anos, e ia nas festinhas dos amigos, quando ouvi pela primeira vez uma música tocada por uma banda da Bahia chamada Chiclete com Banana. Gostei da música por dois motivos: o pimeiro é que só sabia dançar esse forró, qualquer outro eu não arriscava; o segundo motivo era a danada da palavra arrebol. Nunca a tinha ouvido antes até escutar essa múscia. Não liguei pro lume, encasquetei mesmo foi com arrebol. Deixo, abaixo, o registro dessa música.

16 junho, 2011

Lula, o covarde!

O ex-presidente Lula, em vários momentos de sua carreira política, especialmente no período em que foi presidente do Brasil (2003-2010), exibiu, para constrangimento geral, uma covardia imensa. O exemplo mais contundente ocorreu em julho de 2007, após ao trágico acidente da TAM na psita de Congonhas. Naquela ocasião, quando cerca de 200 pessoas morreram, o presidente sumiu. Ninguém ouvia falar dele. Reapareceu três dias depois, fingindo uma dor que deveras não sentia. Temendo ser responsabilizado pelo acidente, sobretudo pela inépcia do governo no caos aéreo, o presidente se escondeu. Foi preciso que os seus amigos na imprensa escrevessem colunas tentando, descaradamente, justificar o silêncio do governo diante da pior tragédia aérea do mundo. Quando o assunto esfriou, o presidente reapareceu e agiu, como de hábito, como se nada tivesse a ver com a tragédia.




Novamente, Lula demonstra sua covardia. Depois que o STF decidiu que a decisão do presidente em não extraditar o assassino terrorista Cesare Batisti, não poderia ser revista, contrariando os acordos de extradição que o Brasil firmou com a Itália, Lula, que visitaria a Itália para defender a ida de Graziano a um órgão da ONU, cancelou a viagem. Teme que não seja bem recebido no país que de maneira indecorosa, desrespeitou. Lula, como sempre, faz cálculo político. Talvez ele queira evitar passar pelos constrangimentos que a dupla de Vôlei, Alison e Emanuel enfrentou na Itália. Vejam.






11 junho, 2011

Eduardo e Mônica

Menino mirrado em Recife, conheci a banda Legião Urbana por causa da música Eduardo e Mônica. Muito tempo depois, já em Brasília, conheci o Parque da Cidade, Taguatinga, Sobradinho, Planaltina, a Unb...

Soube ontem desse vídeo. É bobo? É. Mas e daí? Eu gostei.


09 junho, 2011

Cesare Batistti riu por último! Às suas vítimas, o escárnio do STF.

Quem - e há muitos, acreditem - vibra com a decisão do STF de pôr em liberdade o terrorista italiano Cesare Batistti, condenado à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de 4 pessoas quando militava numa organização terrorista de extrema esquerda na década de 1970, desrespeita a dor de 4 famílias que perderam seus entes numa ação covarde.


Decisão do Supremo se cumpre, mas quem disse que não se discute? É emblemático que essa decisão, que há de nos envergonhar no tribunal da história, tenha sido tomada no nono ano do governo petista. Mais: tem a sua origem no próprio governo do PT que tudo fez para esse desfecho triste.

Ninguém, nesse país, mais do que o petismo rebaixou as leis, as instituições e humilhou a decência e o decoro.




07 junho, 2011

ENSAIO DE UM POEMA MADRUGADA A DENTRO.

O MEU SILÊNCIO.

O que nos cala de repente,
como se, de súbito, perdéssemos a voz,
é o silêncio mais eloquente,
é o escondido que se revela atroz.

Porque muitas vezes as palavras
se mostram frágeis e inúteis,
ou de tão repetidas, cansadas
das mesmas queixas fúteis.

Quantas vezes é melhor o não-dizer...
porque o não dito, é o dito
de outra forma, é apenas escolher
o silêncio que atordoa, mais que os gritos.

Meu silêncio não é ira, mas cansaço.
É a forma que tenho de me render
é a desistência, o descompasso
A minha maneira de sofrer...