29 maio, 2011

Dois clipes e uma semelhança que vai além da coincidência.

Acho que a máxima "Nada se cria, tudo se copia" não é exatamente uma verdade universal, mas tem lá a sua utilidade.

Abaixo, por exemplo, há dois clipes que inegavelmente partem de um mesmo conceito estético. A letra das músicas tem suas esquisitices e a repetição ad nauseam de melodias e refrãos talvez atendam à necessidade de que clipes não podem ter um tempo muito curto.

De qualquer forma, são músicas muito boas de se ouvir e clipes que cumprem o que prometem: entreter.






Duas músicas e uma poesia. Poesia?




Um milhão de revoltas desorganizam
meu espírito.
E nesta anarquia da alma,
em que grito, grito e grito;
ninguém ouve, nada acalma.

Falanges internas e ferozes ferem
meus sonhos.
Caído, imóvel, agonizo na rua
e todos fogem do medonho
medo de uma vida nua.

A paisagem desaparece ante meus olhos cegos
pelas lágrimas
De repente... a Paz que antecede o fim
se impõe como máxima
Sem brigas, acusações ou balas de festim...

25 maio, 2011

Aos meus filhos

Quando vocês estiverem bem grandes e o pai de vocês longe... Quando vocês tiverem nos braços os netos dele, olhando-os com desvelo e amor, toquem essa música, que de alguma forma o pai de vocês estará lá.

Meus dois pequenos de tão pequenos
não podem saber o que se passa no meu coração,


19 maio, 2011

Eita, essa Casa Civil.


Que Palocci está sendo blindado pela base aliada no Congresso não há dúvida, e dentro da lógica política e do histórico ético que norteiam os parlamentares brasileiros é até compreensível. Agora, que setores importantes do jornalismo noticiem o assunto com um visível constrangimento, como se falassem mais por obrigação do que por dever profissional de ir fundo nas investigações, a fim de oferecer ao distinto público a informação que é a razão do jornalismo, aí é estranho.

A impressão que passa é que o ministro Palocci, sem poder explicar como, em 4 anos, ficou 20 vezes mais rico, comprando dois imóveis em São Paulo que somam mais de 7 milhões de reais, só teria uma saída: pedir para sair. E parece, esse é o maior temor dos chamados mercados, de muitos empresários e de setores da imprensa que se fiam no ar educado e moderado do ministro do PT como uma barreira para os aloprados do partido, que poderiam chegar no governo numa posição de mais força com a eventual saída de Antônio Palocci.

Palocci, embora absolvido por falta de provas num placar apertadíssimo no STF(5X4) no inquérito da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo, sabe muito bem, assim como todas as paredes do Planalto, o papel que teve no imbóglio. Agora, igualmente, sabe que seu enriquecimento em apenas 4 anos é inexplicável se levarmos em conta à Lei.

Quem está segurando Palocci no cargo não é exatamente a farta base aliada do governo no Congresso, mas aqueles setores citados acima, que depositam no ministro chefe da Casa Civil a confiança necessária para que o já claudicante governo Dilma não perca o rumo de vez. O fato, porém, é que Palocci virou refém das pessoas que revelaram seu enriquecimento para a Folha e dos paralamentares que, por enquanto, têm feito um enorme favor ao ministro evitando que ele dê explicações mais precisas sobre o seu patrimônio. Por exemplo: até agora, o ministro se recusa a dizer os clientes para quem trabalhou como consultor e quanto arrecadou nessa função. Para quem não tem nada a esconder, essa decisão é no mínimo suspeita. Quando um ministro depende do favor do Congresso, a conta normalmente é alta.

Uma pergunta me ocorre: ora, se em 4 anos, o então deputado federal Antônio Palocci do PT de São Paulo conseguiu aumentar em 20 vezes seu patrimônio atuando como consultor, por que largou esse filão tão rentável para receber apenas salário de ministro? Patriotismo tem limites, não acham? Ou então, desculpem-me: deve haver algo de podre no reino da Dinamarca.

16 maio, 2011

Por uma vida melhor, será?

Muita gente torce o nariz para mim quando de forma irônica eu digo que morro de medo de gente que luta por um mundo melhor. Os que não torcem o nariz, olham-me com aquele ar de comiseração que se tem por um pobre diabo que sem motivos para ser feliz vive praguejando contra a vida. Não, meus caros. Não quero um mundo melhor porque não acredito que pode existir um mundo melhor ou pior. O mundo em que vivo é o que é. Luto para viver melhor nesse mundo, mas não para torná-lo melhor. Nunca tive vocação para o heroísmo. Mas por que falo disso?

No último sábado repercutiu em sites e na TV a informação de que o MEC aprovou e comprou cerca de 500 mil exemplares do livro POR UMA VIDA MELHOR, destinado a estudantes de escolas públicas do Brasil. O livro, escrito pela professora Heloísa Ramos, defende que se substitua os termos certo e errado no ensino da língua portuguesa, pelos termos adequado e inadequado. A autora considera que na frase "os peixe foi pescado", não há erro, apenas uma variante da língua, tão merecedora de validade quanto aquela que está normatizada na gramática.

Abaixo, reproduzo uma página do dito livro. Em seguida, republico partes de um texto antigo, escrito em 2007, que já tratava desse problema. O "pai" de todas essas inovações no uso da língua é Marcos Bagno, professor da UNB, claro. Bagno vai em vermelho e eu vou em azul.

“Nossa tradição escolar sempre desprezou a língua viva, falada no dia-a-dia, como se fosse toda errada, uma forma corrompida de falar “a língua de Camões”. Havia (e há) a crença forte de que é missão da escola consertar a língua dos alunos, principalmente dos que vêm de grupos sociais desprestigiados, como a maioria dos que freqüentam a escola pública. Com isso, abriu-se um abismo profundo entre a língua (e a cultura) própria dos alunos e a língua (e a cultura) própria da escola, uma instituição comprometida com os valores e ideologias dominantes. Felizmente, nos últimos 20 e poucos anos, essa postura sofreu muitas críticas e cada vez mais é aceita que é preciso levar em conta o saber prévio dos estudantes, sua língua familiar e sua cultura característica, para, a partir daí, ampliar seu repertório lingüístico e cultural”

O professor Marcos Bagno que dá aulas na UNB - engraçado, isso não me surpreende - começa dizendo que nossa tradição escolar despreza a língua viva, aquela do cotidiano, das mesas de bar e das conversas nas esquinas. O que o professor considera uma violência, a saber, a escola ensinar a língua portuguesa aos estudantes, nada mais é que uma obrigação da escola. Não há desprezo pela língua errada do povo - Manuel Bandeira fez um verso belíssimo sobre esse assunto, mas falarei depois - há, quer dizer, já houve, a preocupação de ensinar ao aluno, seja ele de onde for, da periferia ou não, como se deve escrever e falar a norma culta. A escola não castra as gírias, as singularidades dos grupos, ela apenas ensina, quer dizer, ensinava, como escrever e como falar a língua de Camões, de Antônio Vieira, de Eça de Queirós, de Fernando Pessoa.

(...)

“Por isso, em vez de reprimir e proibir o uso, na escola, da linguagem dos jovens, há muito mais vantagens em dar espaço para ela em sala de aula, promover algum tipo de trabalho que tenha como objeto essa linguagem. Por exemplo, trazer para a sala de aula a produção escrita ou musical desses jovens – grafites, fanzines, raps - , examinar os traços lingüísticos mais interessantes, os tipos de construção sintática mais freqüentes, a pronúncia, o vocabulário, sem erguer barreiras preconceituosas contra gírias e expressões consideradas “vulgares”. Sugerir atividades lúdicas como “traduzir” um poema clássico para a linguagem dos guetos, das favelas e das periferias.”

A escola não reprime a “língua achada na rua”, antes, é a norma culta, a forma correta de escrever e falar a língua portuguesa que sofre discriminação e preconceito, e pasmem, esse preconceito também vem de professores, muitos de língua portuguesa, provavelmente alunos do senhor Marcos Bagno. Justiça seja feita. Bagno não chegou ao ponto de sugerir que num livro didático constasse essa "lingua dos guetos", mas a boçalidade não conhece limites, como provou a professora Heolísa Ramos com o seu POR UMA VIDA MELHOR.

Fico aqui pensando nas aulas de poesia e literatura segundo Marcos Bagno. Versos de hip hop ombreariam com versos de Bandeira, Drummond, João Cabral e Quintana, para ficar em alguns poetas conhecidos. Quem sabe o funk de Tati quebra barraco seja, em termos de língua, tão valiosos quanto os versos de Ferreira Gullar.

Marcos Bagno é mesmo um achado. Segundo ele, os que vivem nos guetos, nas favelas e na periferia não precisam usar a norma culta se não quiserem interessar-se por ela. São todos representantes legítimos do idioma dos explorados. Eu nasci na periferia e sempre desejei aprender a escrever e a falar conforme a norma culta, se eu não consegui, uma parcela é culpa minha; outra, bem maior, é culpa de professores que não foram tão exigentes comigo. Outra curiosidade que tenho é como seria a “tradução” de um poema clássico para a “língua achada na rua” que Marcos Bagno defende. Prometo fazer o exercício.

(...)

“É urgente reconhecer que todas as formas de expressão são válidas e constituem a identidade individual e coletiva dos membros das múltiplas comunidades que compõe nossa sociedade Que a formação do cidadão também passa pela admissão, no convívio social, de todas as formas de falar e de escrever. Que é preciso levar o estudante a se apoderar de recursos lingüísticos mais amplos, para que se possa inserir (se quiser) na cultura letrada, isso não deve passar pela supressão nem pela substituição de outros modos de falar, de amar e de ser.”

A língua é como uma roupa. Às vezes é indispensável um traje mais formal; outras vezes, uma sunga é o traje mais adequado. Se todas as formas de expressão são válidas, é forçoso reconhecer que saber usá-las nas ocasiões corretas é indispensável. O que a escola faz, ou deveria fazer, é ensinar a língua achada na gramática, para que naquela festinha black tie, o rapaz e a mocinha não compareçam com roupinhas inadequadas. Será que o departamento de letras da UNB aceitaria um candidato que escrevesse assim: “a parada é a seguinte: vamo mexer umas tretas aí, pra fazer uma paradinha de responsa”. Ou: Voxê é minha amigucha do coraxão.

O professor, festejado na UNB, invoca um conceito caro aos esquerdofrênicos que é o multiculturalismo. Desde as mais priscas eras, a língua é um elemento que dá identidade nacional a uma coletividade. Esse pessoal da UNB parece que gosta de guetos, de grupos, detesta universalizar o saber e os direitos



10 maio, 2011

Esses jingles, meu Deus!!!



No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a.olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

(...)

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus! - Fernando Pessoa, Aniversário.

Assombrado, descobri no YOUTUBE uma série de jingles das Casas Zé Araújo. Esses jingles me derrubaram. Fizeram-me voltar a um tempo que eu supunha esquecido para sempre... Fizeram-me lembrar de um tempo em que eu só queria jogar bola, ir pra escola e até fazer versos... De um tempo em que o eu do ontem, menino franzino, sem grandes ambições, mas de sonhos impossíveis, nada tem a ver com o eu de hoje, homem sem tempo nem disposição para ambições e sonhos...

Dedico esse post àquelas pessoas que lá trás conviveram com o eu de ontem e que se encontrassem o eu de hoje, passariam sem cumprimentar...

Tem feira...

Podia ser na mesa da cozinha, ou no centro que ficava na sala, ou num tabuleiro debaixo da mangueira ou do coqueiro, não importa: quando eu, meu pai, meu irmão e minha irmã (minha mãe quase nunca), jogávamos o "burrinho" no dominó, invariavelmente, cantávamos o jingle das Casas José Araújo quando qualquer um, por "tocar", tinha que pegar, uma a uma, as pedras até achar aquela que podia ser usada.

Hoje, não há mais mesa, centro ou tabuleiro...

Hoje, estou em Brasília, meu irmão em Maceió e minha irmã em Recife. Hoje, meu pai não joga mais dominó...

Hoje, só nos resta a lembrança de um tempo muito antigo.

A música segue abaixo.


07 maio, 2011

Dia das Mães.

Castro Alves, o primeiro poeta, dos famosos, que conheci; escreveu o poema abaixo, que a despeito de ser mais um na sua nobre militância pela abolição da escravidão no Brasil, é também um belo exemplo de que o amor entre filhos e mãe, uma vez estabelecido, é para sempre. Talvez o único amor que seja de fato para sempre.



A órfã na sepultura

Minha mãe, a noite é fria,
Desce a neblina sombria,
Geme o riacho no val
E a bananeira farfalha,
Como o som de uma mortalha
Que rasga o gênio do mal.

Não vês que noite cerrada?
Ouviste essa gargalhada
Na mata escura? Ai de mim!
Mãe, ó mãe, tremo de medo.
Oh! quando enfim teu segredo,
Teu segredo terá fim?

Foi ontem que à Ave-Maria
O sino da freguesia,
Me fez tanto soluçar.
Foi ontem que te calaste...
Dormiste . . os olhos fechaste...
Nem me fizeste rezar! ...

Sentei-me junto ao teu leito,
'Stava tão frio o teu peito,
Que eu fui o fogo atiçar.
Parece que então me viste
Porque dormindo sorriste
Como uma santa no altar.

Depois o fogo apagou-se,
Tudo no quarto calou-se,
E eu também calei-me então.
Somente acesa uma vela
Triste, de cera amarela,
Tremia na escuridão.

Apenas nascera o dia,
À voz do maridedia
Saltei contente de pé.
Cantavam os passarinhos
Que fabricavam seus ninhos
No telhado de sapé.

Porém tu, por que dormias,
Por que já não me dizias
"Filha do meu coração?
" 'Stavas aflita comigo?
Mãe, abracei-me contigo,
Pedi-te embalde perdão...

Chorei muito! ai triste vida!
Chorei muito, arrependida
Do que talvez fiz a ti.
Depois rezei ajoelhada
A reza da madrugada
Que tantas vezes te ouvi:

"Senhor Deus, que após a noite
"Mandas a luz do arrebol,
"Que vestes a esfarrapada
"Com o manto rico do sol,

"Tu que dás à flor o orvalho,
"Às aves o céu e o ar,
"Que dás as frutas ao galho,
"Ao desgraçado o chorar;

"Que desfias diamantes
"Em cada raio de luz,
"Que espalhas flores de estrelas
"Do céu nos campos azuis;

"Senhor Deus, tu que perdoas
"A toda alma que chorou,
"Como a clícia das lagoas,
"Que a água da chuva lavou;

"Faze da alma da inocente
"O ninho do teu amor,
"Verte o orvalho da virtude
"Na minha pequena flor.

"Que minha filha algum dia
"Eu veja livre e feliz! ...
"Ó Santa Virgem Maria,
"Sê mãe da pobre infeliz.

" Inda lembras-te! dizias,
Sempre que a reza me ouvias
Em prantos de a sufocar:
"Ai! têm orvalhos as flores,
"Tu, filha dos meus amores,
"Tens o orvalho do chorar".

Mas hoje sempre sisuda
Me ouviste... ficaste muda,
Sorrindo não sei pra quem.
Quase então que eu tive medo...
Parecia que um segredo
Dizias baixinho a alguém.

Depois... depois... me arrastaram...
Depois... sim... te carregaram
P'ra vir te esconder aqui.
Eu sozinha lá na sala...
'Stava tão triste a senzala...
Mãe, para ver-te eu fugi...

E agora, ó Deus!... se te chamo
Não me respondes!... se clamo,
Respondem-me os ventos suis...
No leito onde a rosa medra
Tu tens por lençol a pedra,
Por travesseiro uma cruz.

É muito estreito esse leito?
Que importa? abre-me teu peito
— Ninho infinito de amor.
— Palmeira — quero-te a sombra.
— Terra — dá-me a tua alfombra.
— Santo fogo — o teu calor.

Mãe, minha voz já me assusta...
Alguém na floresta adusta
Repete os soluços meus.
Sacode a terra... desperta!...
Ou dá-me a mesma coberta'
Minha mãe... meu céu... meu Deus...

01 maio, 2011

A volta do que não foi.


O PT não me surpreende. Sempre que alguém achar que os petistas já chegaram no limite da desfaçatez, acredite, eles estão sempre prontos para dar mais um passo.

O novo passo foi oficializado sexta-feira, dia 29 de abril, quando nada menos que 60 votos, ou 78% do Diretório Nacional aprovou o retorno às hostes do partido daquele que ficou conhecido como o Caixa do Mensalão; daquele que confessou em alto e bom som que, em 2002, arrecadou "dinheiro não-contabilizado" para a campanha de Lula a presidente.

O PT reabilitou o homem que operou junto com Marcos Valério e lideranças políticas vistosas, como José Dirceu, José Genoíno e João Paulo Cunha, a compra de apoio político no congresso.

O PT abraçou o homem que diante dos escândalos, mostrando a certeza de que conhece bem seus companheiros de partido e, infelizmente, também os brasileiros, declarou que o Mensalão em pouco tempo seria lembrado como piada de salão.

Esse homem que foi condenado pela Justiça de Goiás a devolver aos cofres públicos desse estado o dinheiro que recebeu por anos como professor de matemática sem ter entrado em sala de aula, esse homem, conhecido como Delúbio Soares, foi reabilitado pelto PT.

De minha parte digo que Delúbio Soares voltou sem nunca ter saído. Além do mais, seria injusto do ponto de vista petista, não aceitar mais um quando tantos envolvidos no escândalo do Mensalão, além de não terem sido expulsos do partido, como Delúbio fora, hoje estão mais fortes do que nunca.

A volta de Delúbio comprova a natureza do PT e dos petistas.

O silêncio das oposições diante disso, comprova que os 44 milhões de votos dados a José Serra estão sendo jogados no ralo.

A volta de Delúbio comprova, finalmente, que o PT continua apostando na tese de que moralidade, decência e decoro com a coisa pública não têm o menor valor para o povo brasileiro.

Para um petista, e para muitos eleitores do PT, a coerência é um peso que só os adversários do partido devem carregar.

Se você não vê nada demais nessa reabilitação. Se você afirma com convicção que o MENSALÃO nunca existiu, foi coisa da imprensa; você pode até não saber, mas no fundo, você já é PT.

Assistam a esses vídeos que atestam o papel de Delúbio no esquema.

Video 1
Vídeo 2
Vídeo 3