02 abril, 2011

Dê a preferência inimigo do planeta!

Eu sei que estarei mais uma vez sozinho nessa. Afinal, hoje em dia, como diria o Reinaldo Azevedo, as pessoas não precisam ser inteligentes, basta que tenham bom coração. Mas não posso me furtar de escrever o que penso ainda que o meu pensamento só encontre apoio em mim mesmo. Mas vamos ao caso.

Há coisa mais chata que essa fúria do ambientalismo contra as pessoas que não concordam com suas ideias e soluções para "salvar" o planeta? A coisa é tão antidemocrática que os ambientalistas chamam os críticos de pessoas sem consciência ambiental. É claro que para ser consciente ou ter consciência é preciso pensar como eles.

Outro dia na escola, uma moça com mais coração do que cérebro falou aos alunos sobre a importância de se tratar o lixo que se produz todos os dias. Até aí, é só platitude. Quem seria contra a construção de aterros sanitários? Quem seria contra a políticas públicas que visam tratar dos resíduos sólidos? O problema é que a moça atribui o excesso de lixo a uma prática consumista que deve ser abolida. Na essência, essa gente que se disfarça de ambientalista é, quase que majoritariamente, socialista. Deplora as práticas capitalistas e a liberdade econômica - na verdade deploram qualquer tipo de liberdade - "Zé Paulo, por que eles não se dizem socialistas?" Porque acreditam, penso eu, que é mais fácil convencer os incautos usando a fantasia do ambientalismo que a mortalha do socialismo. Podem conferir: sempre que alguém cheio de amor pelo planeta vem nos ensinar a tratar bem o meio ambiente, o seu discurso é uma mistura de profecias apocalípticas, teses marxistas e ambientalismo bocó. tudo isso, claro, com um imenso amor e carinho pelo "planetinha".

Quando de fato alguém parar para analisar as propostas daqueles que querem um "mundo melhor", constatará que tudo não passa de marketing. Estão mais interessados em conseguir fundos para as suas ONG'S do que proteger o meio ambiente. Até aí, tudo bem, cada um consiga grana do jeito que lhe aprouver, o problema é quando a grana é pública, ou quando a proposta traz como consequência problemas muito mais concretos e próximos.

O que aconteceria, por exemplo, se todo mundo adotasse a solução do consumo consciente? Aliás, quem tem o direito de definir o que é consumo consciente? Quem tem o direito de se intrometer no meu consumo? O ingênuo responderia: "Mas isso salvaria o planeta!" Tolo! Seria uma catástrofe econômica e como consequência um desastre social.

Lembram daquela campanha boçal chamada "HORA DO PLANETA?" Será mesmo que ninguém percebe a demagogia de uma campanha dessa? Não seria oportuno questionar se o uso da energia elétrica não melhorou a vida das pessoas? Por que, então, criar uma campanha que induz os incautos a imaginar que o uso dessa energia ameaça a vida na Terra? A HORA DO PLANETA É SÓ UMA TOLICE, mas, repito: nos dias de hoje não é preciso ser inteligente, basta ter bom coração.

O motivo desse post é uma placa que vi no WAL MART esta manhã. O supermercado estava um pandemônio, gente pelo ladrão, filas enormes, caixas lentíssimos, a paciência na reserva e, com tudo isso, ainda essas placas que vocês veem abaixo.



Eu fiquei pensando o que aconteceria naquelas condições se alguém, mesmo bem intencionado, passasse na frente de todos para pagar suas compras porque trouxera suas sacolas ecológicas.

Que se tenha caixas preferenciais para idosos, gestantes e deficientes é bastante compreensível, afinal, essas pessoas, por razões diversas, merecem um tratamento especial por parte do estabelecimento, e gentileza por parte dos demais clientes. Mas conferir esses privilégios a quem possui sacolas ecológicas, aí é demais! Ninguém se dá conta que privilégios dessa natureza só transformam as pessoas que não comungam dessa metafísica em seres abjetos e maus? Aliás, no WAL MART há vagas especiais para quem tem carro flex, sabiam?

Atitudes como essa salvam o planeta? Claro que não! Servem apenas para promover empresas e órgãos públicos que assim ficam de bem com os movimentos ambientalistas e ainda ganham o título de "verdes".

Até onde isso vai nos levar? Não sei. Eu só sei que já estamos bem próximos de um tempo em que os que discordarem dos ambientalistas merecerão o achincalhe público.

Um comentário:

Carlos A. Barbosa disse...

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