28 março, 2011

Os petistas e os eleitores do PT.

Um petista clássico jamais será convecido de que é um mentiroso contumaz. Um petista clássico não conhece limites para o cinismo. Um petista clássico, diante da verdade, abespinha-se e chama a verdade de mentira e a mentira de verdade. Um petista clássico, finalmente, chama a virtude dos adversários de pecado, e o pecado dos aliados, de virtude.

Os eleitores do PT, que não são exatamente petistas, relevam a mentira dos petistas, fazem vista grossa para o cinismo dos petistas e não estão interessados nas incoerências do partido desde que continuem comprando ou se beneficiando de alguma forma.

Mas há quem insista em revelar aos eleitores do PT quem são de verdade os petistas. Pode ser inútil. Quer dizer: é inútil, sim. Mas e daí? Fica o registro:

Pode estar fora de moda cobrar coerência deles, mas não estou nem aí. Eu tenho aspectos inatuais mesmo… Umas das campanhas terroristas que os petistas fizeram contra o então candidato tucano à Presidência, José Serra, foi espalhar que ele era contra concursos públicos e que, se eleito, iria suspendê-los.

Pois é… Informa a Folha Online:
O “Diário Oficial” da União traz hoje uma portaria do Ministério do Planejamento que suspende, por tempo indeterminado, a nomeações de concursados no governo federal e a realização de novos concursos. A medida, anunciada pela ministra Miriam Belchior (Planejamento), faz parte dos cortes de R$ 50 bilhões no Orçamento estipulados pela presidente Dilma Rousseff no início do ano.

Somente a suspensão de concursos públicos deve representar uma economia de R$ 3,5 bilhões aos cofres federais. A ministra anunciou que o Planejamento está realizando um “levantamento completo” de todos os concursos realizados para avaliar se as nomeações são necessárias neste ano. Novas chamadas, segundo ela, estão suspensas. “Novas contratações vão ser olhadas com lupa”, avisou Belchior. Serão autorizadas apenas nomeações temporárias ou concursos autorizados por medida judicial. A medida afeta todo o funcionalismo público, incluindo ministérios, agências reguladoras, autarquias e fundações. O Projeto de Lei Orçamentária estipulava uma projeção entre criação e provimento de cargos um total de 40 mil vagas.

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Atenção! Não estou reclamando, não! Até porque estou convicto de que não fará a menor diferença. E ainda se economizam uns trocos. O que cobro é um tantinho de coerência. No dia 19 de outubro, numa entrevista em Uberlândia, Serra apontava:

JORNALISTA: Os cientistas políticos afirmam que essa campanha foi marcada por boatos e mentiras. Qual que é a sua opinião?
JOSÉ SERRA:
Sem dúvida. Tudo vindo do outro lado. Tudo vindo do outro lado. Eu sou um político ligado à verdade. O outro lado é um lado de profissionais da mentira, mentem o tempo inteiro. Eu vou te dar um exemplo, eu fiz concursos para 110 mil funcionários em São Paulo. Eles espalharam para o funcionalismo do Brasil que eu sou contra concurso. Não, eu sou contra cabide de emprego. O cargo de gente que tem sem fazer concurso para atender um amigo, um camarada, um companheiro, não para trabalhar. E coisas desse tipo, eu poderia dar mil exemplos a esse respeito.


Fonte aqui.



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