30 janeiro, 2011

As aventuras chatas de Sammy

Ontem fui ao Pátio Brasil assistir a um filme com o meu filho mais velho, o bravo Estêvão. O filme era As aventuras de Sammy, ou algo assim. A história de uma tartaruguinha que se depara na sua busca por alguma coisa que o espectador não sabe exatamente o que é, com as agressões ao meio-ambiente feitas, é claro, por nós, os humanos. Aliás, os poucos humanos do bem no filme são os militantes verdes, aqueles que querem proteger o planeta e criticam o nosso consumismo. Eles disfarçam, mas a crítica que eles fazem é mesmo contra o capitalismo.

No filme há uma pesquisadora de bom coração, que salva animais marinhos do risco de extinção, e que na sua juventude foi uma hippie cheia de substâncias lisérgicas na cabeça, defensora de um mundo mais... pacífico, feliz, livre, legal, humano, essas coisas que todo mundo quer, entenderam?

O filme é tão politicamente correto que chega a ser chato. Não há uma piada que valha o ingresso. É tudo muito tchucotchuco, bonzinho e certinho; quem não presta somos nós, os humanos, com exceção dos militantes ecológicos que, na boa, não parecem ser muito humanos, não é?

As crianças, meu filho inclusive, perderam o interesse pelo filme rapidamente. No caso de Estêvão, ele pegou o meu celular e começou a tirar fotos, fazer vídeos, jogar e me perguntava a todo momento: "o filme acabou?" Prestei atenção nas outras crianças e a maioria depois de 15 minutos de iniciada a sessão já estavam entediadas.

Saímos da sala um pouco antes de acabar o filme e fomos numa loja - é assim que se chama? - próxima ao cinema e que tem vários brinquedos e vídeo-games. Foi muito mais divertido lá.

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