04 outubro, 2010

Marina decide? Não! Quem decide é o eleitor.


"Marina, morena, Marina
você se pintou
Marina você faça tudo mas
faça o Favor ..."

Dorival Caymmi.


Além das novas estratégias que as candidaturas do PT e do PSDB deverão adotar para vencer o pleito no segundo turno, o que vem tirando o sono dos estrategistas e especialistas políticos é saber para quem vai o apoio da candidata Marina Silva, considerada o fiel da balança no segundo turno. Os analistas continuam insistindo na tese de que o eleitor segue o cacique. A eleição para presidente provou que isso não aconteceu. Eu não sou especialista, mas vou me arriscar a fazer uma análise com o consolo de que, errando, farei companhia aos aclamados e afamados especialistas.

Em primeiro lugar, me deixem fazer uma graça. O apoio de Marina no segundo turno vem sendo considerado tão decisivo e polêmico que chego a imaginar que a candidata do PV, fiel a seu estilo, deverá propor um plebiscito, um dabate com toda a sociedade, a fim de decidir para quem vai o seu apoio.

Sendo um pouco menos engraçado, imagino que a Marina Silva, petista que sempre foi, dificilmente virará às costas para Lula. É certo que ela tem muita mágoa e ressentimento do presidente e da própria Dilma, mas na alma de um petista convicto esses sentimentos são sufocados em nome do que eles chamam de projeto. O problema é que o PV tende a apoiar José Serra, e aí, a Marina, que é maior do que o PV, ficará numa tremenda saia justa. Pessoalmente ela estaria disposta a entrar na campanha de Dilma, mas para manter a coerência com o seu partido, deverá adotar a neutralidade, sugerindo aos seus quase 20 milhões de eleitores que analisem e decidam qual dos dois candidatos deverão merecer o voto deles. Alguns afirmam que a neutralidade de Marina ajuda mais Dilma do que Serra. Não sei... Estou aqui com as minhas dúvidas. O fato é que o mais provável é que Marina se mantenha neutra no segundo turno.

O apoio de Marina é irrelevante? Não, não é. Mas é decisivo? É aqui que a coisa se complica. O eleitor de Marina deu um recado ao governo Lula: a candidata oficial não o agradou. A tarefa de convencer o eleitor de Marina a votar em Dilma, ao contrário do que pensam os torcedores disfarçados de especialistas e analistas, não será simples e muito menos, fácil. "Ah, mas e se Marina decidir subir no palanque de Dilma?" Questionam alguns. Eu respondo que mesmo assim essa transferência de votos não será automática. E a razão é simples. O eleitor de Marina não tende a seguir a ordem dos chefes. Vota livremente, sem cabresto. Ganhará os votos da candidata do PV os candidatos que se mostrarem mais comprometidos com a causa do meio ambiente, mas também com os valores democráticos e das liberdades civis. Outro dado importante: o voto religioso que migrou para Marina não vai migrar para Dilma. É provável que essa parcela do eleitorado aposte no tucano. "Ah, Zé Paulo, você escreve isso porque torce para o José Serra. " Diria o meu leitor que torce para Dilma. Pode ser. Mas estou fazendo uma análise baseada nos dados de que disponho. Posso errar? É claro! Mas tenho cá comigo que não estou muito longe da verdade.

Serra vencerá a disputa? Não sei. O que sei é que a Dilma deixou de ser favorita. Continua competitiva, mas já não pode esnobar debates, não pode fugir das denúncias que rondam sua campanha, nem pode esgrimir números que não se sustentam na realidade, porque agora a disputa exigirá clareza, objetividade e, principalmente, verdade. E, convenhamos, quando se precisa da verdade, Dilma não leva vantagem.


PS: Muitos petistas, inclusive o presidente Lula e sua candidata, talvez estejam agora ensaiando a famosa música para atrair Marina para o seu lado. Escutem!


2 comentários:

Anônimo disse...

Eu comfiei meu voto a Candidata marina.caso ela ciga o seu pT ela vai junto com seus familires apoiar a dilma.eu tambem faço parte quase 20 mlhoes de votos e nao vou ceguir os seu passos e acho que pelo menos 18.800.00nao seguira seus passos

Anônimo disse...

Ai meu Deus! Que pessoa q escreve errado. Isso faz com q não prestemos atenção no texto e sim na escrita.