31 outubro, 2010

Mais uma vez outra vez





Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez eu sei
Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.

Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez eu sei
Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.

Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!

Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!

30 outubro, 2010

A verdade e a mentira como questão de opinião?

Antes de começar o meu texto quero fazer uma distinção que considero pertinente para evitar confusão. Enxergo uma diferença entre um petista e um eleitor do PT. O primeiro, filiado ou não, adere sem constrangimentos aos métodos do partido. É cínico, mentiroso e quando confrontado com a verdade, abespinha-se, fica rude, e, não raro, recorre à violência verbal, podendo descambar para a agressão física. Esse é o petista clássico.

Um eleitor do PT, que não é exatamente um petista, ainda acredita nos valores democráticos que o partido dizia ter quando foi fundado em 1980. Esse eleitor, que fica indignado com políticos venais, que lastima a situação de penúria de brasileiros que vivem em condição abjeta, sem acesso a um sistema de saúde eficiente e a uma escola de qualidade e que sonha com um país "socialmente mais justo"; crê, fortemente, que o PT é um partido comprometido com essas demandas, ou por outra: acredita, de verdade, que nenhum outro partido tenha mais condições de melhorar a vida do povo do que o partido dos trabalhadores.

Os petistas, é claro, também dizem acreditar nisso, mas sabem que é só parte do que eu chamaria de "valores míticos do PT". A eles pouco importa se o partido vai ou não resolver os problemas que promete resolver. O que importa, a verdadeira missão deles é preservar o mito de que só eles podem fazer isso.

Concluindo: um petista usa a mentira como método, e mente com tanta convicção que, diante da verdade, usa a tática orwelliana de chamar a verdade de mentira e a mentira de verdade. Já o eleitor do PT, por desconfiar dos outros partidos e dos outros políticos, por falta de informação consistente e aturdido com as mentiras e as mistificações que o PT e seus reverberadores não se cansam de produzir, se agarra naquela certeza ingênua de que o PT tem compromisso com os pobres. Os petistas enganam. Os eleitores do PT se deixam enganar.

"Ah, Zé Paulo, então os políticos de outros partidos não mentem?", perguntaria o eleitor petista. Sim. Mas nenhum outro partido usa a mentira como método. Nenhum outro partido tem tanta desenvoltura na arte de mentir e enganar. Dificilmente um político não-petista mentiria com tanta frieza e convicção.

E de onde vem essa propensão do petista à mentira? Não é natural, é claro, porque ninguém nasce petista. Conhecer essa origem é o que pretendo responder nesse post.

Protágoras de Abdera, famoso sofista que parece ter feito fortuna na Atenas clássica, cunhou a sentença que será retomada muitos séculos depois pelo filósofo norte-americano, William James. Para o sofista grego, "o homem é a medida de todas coisas". Ou seja, o que torna algo real ou verdadeiro não é a coisa em si, suas premissas, mas a apreensão ou a sensação do que os homens fazem desse algo. Como cada ser humano tem uma percepção particular, a verdade não pode ser única, absoluta, uma vez que a verdade é o que cada ser humano percebe, sente, e, diria James, aceita como verdadeiro. O relativismo foi sem dúvida uma das principais contribuições dos sofistas para a filosofia.

No século XIX, C.S Peirce, filósofo americano, vai exercer sobre um médico e piscólogo compatriota, William Jamens, uma influência decisiva. É verdade que essa influência de Peirce sobre James é fruto do que o segundo achou que o primeiro dissera. Vejam como Russel analisa essa influência:

"A doutrina do pragmatismo é estabelecida em alguns dos primeiros trabalhos de Peirce, numa forma que permite, à primeira vista, a inferência que James extraiu deles. Peirce vincula a sua definição da verdade a uma discussão geral da investigação e dos motivos que a estimulam. A investigação surge de algum tipo de insatisfação ou desconforto e diz-se que o seu objetivo é alcançar um estado de repouso do qual tenham sido eliminadas as influências perturbadoras. O critério que se aceita em qualquer desses estágios intermediários de equilíbrio é, até onde se possa saber, a verdade. Mas nunca se pode saber se novas evidências não venham a exigir uma mudança de opinião. (...) Em relação a isso, afirma que a verdade é a opinião à qual, afinal, a comunidade adere. Superficialmente, isto é um absurdo.

Quanto à influência de qualquer verdade particular, Peirce insiste em que qualquer declaração que pretenda ser verdadeira precisa ter consequências práticas. (...) Diz-se que o significado de uma declaração consiste nessas consequências práticas. Foi sob esta forma que James adotou o pragmatismo."¹

Ainda segundo Russel, James, apoiando-se em Peirce (na verdade, naquilo em que acreditou que Peirce dissera), definirá o seu conceito de verdade como aquilo que produz consequências frutíferas.²

O trecho abaixo foi retirado da obra a História da Filosofia, de Will Durant e reproduz o conceito de verdade, segundo William Jamens

"O verdadeiro (...) é apenas o conveniente no caminho de nosso pensamento assim como o "direito" é apenas o conveniente no caminho do nosso comportamento. Conveniente é quase qualquer moda; e conveniente a longo prazo, e de modo geral, é claro; porque aquilo que satisfaz convenientemente a todas as experiências à vista não irá necessariamente atender a todas as experiências seguintes de forma igualmente satisfatória(...) A verdade é uma das espécies de bem, e não, como em geral se supõe, uma categoria distinta do bem e coordenada com ele. Verdadeiro é o nome de tudo aquilo que se mostra bom no caminho da crença"³

Vemos nesse trecho que William James não acredita, como os sofistas não acreditavam, na verdade objetiva. Mais: para ele a verdade varia com o tempo, como se ele pudesse ter dito que cada época tem a sua verdade. James crê também que o verdadeiro depende das consequências práticas ou frutíferas daquilo que se crê.

Comentando as idéias de Willian James, Will Durant na mesma obra supracitada, analisa:

"Se (...) a verdade foi aquilo testado pela experiência e pelo experimento, a resposta só pode ser: "É claro." Se significa que a utilidade pessoal é um teste da verdade, a resposta não pode ser outra: "É claro que não"; utilidade pessoal é apenas utilidade pessoal; só a utilidade permanente universal constituiria a verdade. Quando alguns pragmatistas falam de uma crença que foi verdadeira em determinada época porque então era útil (embora agora invalidada), estão dizendo bobagem com termos eruditos; tratava-se de um engano útil, não de uma verdade."4

Para mentirosos contumazes, como são os petistas, a definição que James dá do significado da verdade é um prato cheio. Para estes, se uma declaração mostra-se frutífera, se ela funciona de acordo com os objetivos pré-estabelecidos, ela se torna, pelo pragmatismo de James, verdadeira. Daí a insistência dos petistas em reproduzir à exaustão as mentiras com a certeza, infelizmente corroborada pelos fatos, de que estas mentiras úteis serão aceitas, terão a adesão da comunidade, como diria Peirce, e por isso, passarão como verdade.

Para o petista uma declaração tem quem ser antes de tudo pragmática. Se ela funciona para os objetivos do partido deve ser usada sem pudor ou limites, ainda que seja, como geralmente é, uma enorme enganação.

Nem Peirce, nem James eram cínicos. Estavam errados, apenas isso. Mas Goerges Sorel, sociólogo francês influenciado por James, este sim, com sua Teoria do Mito, era um cínico de marca maior. Um petista autêntico deve ao pragmatismo sua insistência em mentir com desenvoltura, mas é inegável que o seu cinismo escatológico deita raízes em Georges Sorel. Mais isso ficará para outro post.


NOTAS:

1 -Russel, Bertrand; História do Pensamento Ocidental, páginas 445 e 446.
2 - Idem; página 450.
3 - Duran, Will; A História da Filosofia. pág 464
4 - Idem; página 470

27 outubro, 2010

Por que voto em Serra? Ora, ouçam, leiam e tentem contestar!




Acima, entenda, mais uma vez, por que os petistas têm pavor à verdade.

No tal manifesto de artistas e intelectuais que num evento no Rio de Janeiro declararam apoio à Dilma Roussef, havia nomes de pessoas que nunca assinaram tal documento ou mesmo apoiam a candidatura governista. O primeiro a denunciar a falcatrua foi o diretor de cinema José Padilha e agora a escritora Ruth Rocha afirma com todas as letras que ela não apóia Dilma.

Petistas são assim... mentirosos!!!

Abaixo, um manifesto de intelectuais e artistas que apoiam Serra.

Sandra de Sá, Ivan Lins e Afonso Romano Sant'anna disseram que seus nomes foram colocados de forma indevida no manifesto e por isso tiveram seus nomes excluídos.

O PSDB afirma que o manifesto não foi uma iniciativa da Campanha.
18:27.

MANIFESTO DE ARTISTAS E INTELECTUAIS



Votamos em Serra! Ele tem história. Serra está na origem de obras fundamentais nas áreas da Cultura, da Educação, da Saúde, da Infraestrutura, da Economia, da Assistência Social, da Proteção ao Trabalho.

Apoiamos Serra, porque ele tem um passado de compromisso com a democracia, com a verdade e com o uso correto dos recursos públicos, dando bons exemplos de comportamento ético e moral, de respeito à vida e à dignidade das pessoas.

Votamos em Serra, porque o País está, sim, diante de dois projetos: um reconhece a democracia como um valor universal e inegociável, que deve pautar o convívio entre as várias correntes de opinião existentes no Brasil; o outro transforma adversários em inimigos, conspira contra a liberdade e a democracia. Precisamos de um Presidente que nos una e reúna, não de quem nos divida.

Apoiamos Serra, porque repudiamos o dirigismo cultural, a censura explícita ou velada, as patrulhas ideológicas, as restrições à liberdade de imprensa, o compadrio, o aparelhamento do Estado em todas as suas esferas e a truculência dos que se pretendem donos do Brasil. Estamos com Serra porque não aceitamos que um partido tome o lugar da sociedade.

Votamos em Serra, porque o grande título da cidadania dos brasileiros é a Constituição, não a carteirinha de filiação a um partido. A democracia é fruto da dedicação e do trabalho de gerações de brasileiros, que lutaram e lutam cotidianamente para consolidá-la e aperfeiçoá-la. O país não tem donos. O Brasil é dos brasileiros.

Apoiamos Serra, porque precisamos ampliar verdadeiramente as conquistas sociais, econômicas e culturais, sobretudo as que ocorreram no Brasil desde o Plano Real e que nos habilitam a ocupar um lugar de destaque no mundo. Estamos com Serra, porque as outras nações precisam ouvir o Brasil em defesa dos direitos humanos, da autodeterminação dos povos e da paz. O nosso lugar é ao lado das grandes democracias do mundo, não de braços dados com ditadores, a justificar tiranias.

Votamos em Serra, porque ele pautou toda sua vida pública com coerência na luta pela justiça social e pela preservação dos valores universais da democracia e das liberdades individuais.

Apoiamos Serra, porque é preciso, sim, comparar os candidatos e identificar quem está mais preparado para enfrentar os desafios que o Brasil tem pela frente, com autonomia, sem ser refém de grupos partidários ou econômicos. Homens e mulheres, em qualquer atividade, se dão a conhecer por sua obra, que é o testemunho de sua vida. A Presidência da República exige alguém com experiência e competência comprovadas. Não basta querer mudar o Brasil, é preciso saber mudar o Brasil. E a vida pública de Serra demonstra que ele sabe como fazer, sem escândalos e desvios éticos.

Serra é a nossa escolha, porque queremos desfrutar, com coragem e confiança, da liberdade e da igualdade de direitos, como exercício de dignidade e consciência.. Vamos juntos eleger Serra para o bem do Brasil e dos brasileiros - sua maior riqueza!

Por um Brasil de verdades e de bons exemplos.

Vote e peça votos para Serra Presidente 45!

As pessoas abaixo já assinaram. Mostre seu apoio: assine também enviando seu nome pelo formulário de comentários ao final desta página.

Adélia Borges

Alda Ruth Vidigal
Almino Monteiro Álvares Affonso
Amaury de Souzo
Amílcar Baiardi
Ana Luisa Escorel
Ana Luiza Machado
Ana Maria Diniz
Ana Maria Ramalho
Ana Maria Tornaghi
André Franco Montoro Filho
André Sturm
Andrea Calabi
Angela Brant
Angela Maria
Angélica M. de Queiroz
Angelo Luiz Cortelazzo
Antonio Bueno
Antonio J. Barbosa
Antônio Márcio Buainain
Antônio Márcio Fernandes da Costa
Antonio Octávio Cintra
Antonio Peticov
Aristides Junqueira
Armando Castelar Pinheiro
Armando Gurgel
Arnaldo Jabor
Beatriz Perez
Beatriz Segall
Bolívar Lamounier
Boris Fausto
Calos Augusto Calil
Carlos Alberto Torres
Carlos Henrique de Brito Cruz
Carlos Henrique Ferreira de Araujo
Carlos Velloso
Carlos Vereza
Carlos Vogt
Cecília Briquet
Célia Melhem
Celso Lafer
Céu D'Ellia
Charles Gavin
Chitãozinho & Xororó
Cibele Yahn Andrade
Claudia Camara
Claudio Botelho
Cláudio Conde
Claudio Salm
Cléo De Páris
Cristina Motta
Davi Araújo
Davi Brandão
Denise Gomes
Dominguinhos
Dora Kaufman
Dori Caymmi
Dulce C C Pirajá Martins
Edison Paes de Melo
Edu Lobo
Eduardo A.Secco
Eduardo Graeff
Efrem de Aguiar Maranhão
Elena Landau
Eleonora Smith
Elizabeth Lima da Rocha Barros
Elza Berquó
Emanoel Araújo
Ernst W. Hamburger
Everardo Maciel
Fabio Magalhães
Fabio Penna
Fafá de Belém
Fátima Duarte
Fátima Fernandes Rodrigues de Sousa
Felipe Gomes
Fernando Durão
Fernando Gabeira
Fernando Galembeck
Fernando Henrique Cardoso
Ferreira Gullar
Francisco Coutinho
Francisco Weffort
Gabriela Duarte
Geraldo Biasoto
Gilda Gouvea
Giulia Gam
Glória Menezes
Gloria Pérez
Guilherme Coelho
Guilherme Jardim Jurksaitis
Guilherme Lustosa
Guiomar Namo de Mello
Gustavo Franco
Gustavo Luiz de Almeida Ozolins
Gutemberg Guarabira
Hamilton Dias de Souza
Haroldo Costa
Helena Severo
Helena Solberg
Hélio Bicudo
Henrique Bloch
Henrique Theodore Bloc
Hernan Chaimovich
Hubert Alquéres
Ilana Novinsky
Inês Carvalho
Irene Ravache
Ivald Granato
Ivam Cabral
Ivan Cardoso
Ives Gandra Martins
Iza Locatelli
Izabelita dos Patins
Jacob Kligerman
Joana B. Carneiro
João Afonso
João Batista de Andrade
João Sayad
Joelma
Jonas Vieira
Jorge Espírito Santo
Jorge Forbes
Jorge Guilherme Francisconi
José Aranda Gabilan
José Arthur Gianotti
José Augusto Guilhon de Albuquerque
José Carlos Costa Netto
José Carlos Dias
José Fernando Diniz Chubaci
José Ferreira de Carvalho
José Goldemberg
José Gregori
José Henrique Reis Lobo
José Julio Senna
José Maria F.J, da Silveira
Jose Pastore
José Roberto Afonso
José Salles dos Santos Cruz
Josier Vilar
Juca de Oliveira
Junior
Leiloca
Leonardo Medeiros
Leonardo Monteiro de Barros
Leôncio Martins Rodrigues
Leonel Kaz
Lidia Goldenstein
Ligia A. Piola
Linda Conde
Lu Medeiros
Luciano Benévolo de Andrade
Luciano Huck
Luis Carlos Miele
Luiz Alberto Py
Luiz Cezar Fernandes
Luiz Felipe d'Avila
Luiz Fernando Gomes
Luiz Meyer
Luiz Sérgio Henriques
Luiza Carolina Nabuco
Lulu Librandi
Luzia Herrmann de Oliveira
Lya Luft
Maílson da Nóbrega
Maitê Proença
Malak Poppovic
Marcelo Araújo
Marcelo Barbosa Martins
Marcelo del Cima
Marcelo Knobel
Marcelo Madureira
Marcelo Marques de Magalhães
Marco Antonio Villa
Marco Aurélio Nogueira
Marcos Mendonça
Marcos Moraes
Marcus Vinicus Andrade
Maria Adelaide Amaral
Maria Delith Balaban
Maria do Alívio G. S. Rapoport
Maria Helena Carneiro da Cunha
Maria Helena Gregori
Maria Helena Guimarães de Castro
Maria Inês Fini
Maria Inês Laranjeira
Maria Laura Cavalcanti
Maria Teresa Sadek
Marie-Anne Van Sluys
Marielza Pinto de Carvalho Milani
Marilda Solon Teixiera Bottesi
Marilene Talarico Martins Rodrigues
Marília Toledo
Mario Brockmann Machado
Mário Chamie
Mário Miranda Filho
Mario Saad
Mário Vedovello Filho
Maristela Kubistchek
Marly Peres
Marta Grostein
Maurício Paroni de Castro
Mauro Mendonça
Mayana Zatz
Michelangelo Trigueiro
Miguel Reale Jr.
Milton Toshio Uenaka
Moacir de Oliveira
Moacir Japiassu
Moacyr Goes
Mona Dorf
Monica Nassif
Nana Caymmi
Narjara Tureta
Neide Cruz
Nilma Fontanive
Ophelia Amorim Reinecke
Patrizia Suzzi
Paulinho Vilhena
Paulo Henrique Cardoso
Paulo Renato Souza
Pedro Hertz
Pedro Malan e Catarina
Peter Fry
Ramiro Wahrhaftig
Regina Duarte
Regina Maria Prosperi Meyer
Rejane Maria de Freitas Xavier
Renato Atilio Jorge
Ricardo Anido
Ricardo Azevedo
Ricardo Montoro
Rick & Renner
Roberto Feith
Roberto Mello
Roberto Menescal
Roberto Riff
Rodolfo Garcia Vázquez
Rodrigo Lopes
Ronaldo Bastos
Rosamaria Murtinho
Ruben Klein
Rubens Barbosa
Rui Campos
Sandy
Sérgio Amaral
Sérgio Besserman
Sergio Bianchi
Sérgio Famá Dantino
Sérgio Fausto
Sérgio Queiroz
Sérgio Reis
Sergio Xavier Fortes
Silvia Velho
Simon Schwartzman
Sônia Miriam Draibe
Stephan Nercessian
Suely Grisanti
Sylvio Fraga
Tânia Brandão e David
Tarcisio Meira
Teresa Dib Zambon Atvars
Teresa Maria Mascarenhas
Teresinha Costa
Tereza Mascarenhas
Terezinha Zerbini
Thaila Ayala
Therezinha Sodré
Tonia Carreiro
Trovadores Urbanos
Vania Toledo
Vera Bardela
Vera Brant
Vera de Paula
Vera Gimenez
Vera Vedovelo de Britto
Veridiana Toledo
Virgínia Heine
Vitor Martins
Wagner C Amaral
Walter Franco
Walter Rocha
Zelito Viana
Zuza Homem de Mello

Ajude a multiplicar este manifesto utilizando os botões de divulgação abaixo.

Os ímpios vencerão de novo?

Recebi por e-mail o texto que segue publicado abaixo. Fiz uma rápida consulta na rede e descobri que o texto é uma transcrição do comentário feito pelo Arnaldo Jabor na CBN nas eleições presidenciais de 2006. Por decisão do TSE, após representação da candidatua Lula, a CBN ficou proibida de veicular o comentário.

A parte que fala de Dilma, portanto, parece ser apócrifa. Um remendo no texto original. Por isso advirto o meu leitor de que o trecho em vermelho não tem a sua autoria confirmada, embora eu corrobore cada palavra desse trecho, assim como do trecho em azul.

No sábado tentarei explicar por que o que os petistas dizem está de um lado e a verdade está do outro.

A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE
IMPÕE.
(ARNALDO JABOR)

O que foi que nos aconteceu? No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor,'explicáveis' demais.

Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas. Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola. A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira!!!!!!!

Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada!!!!!!!!

Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos!!!! Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os
tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo !!!!!

Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente
nem remorso nem vergonha do que faz !!!!!

Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de 'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações 'falsas', sua condição de cúmplice e Comandante em 'vítima'!!!!!

E a população ignorante engole tudo..

Como é possível isso? Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF.

Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.

Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito... Está havendo uma desmoralização do pensamento.

Deprimo-me: Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?' A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.

A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos fatos!!!!! Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.

No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos
de nossa política. Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da república. São verdades cristalinas, com sol a Pino.
E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'.

Lulo-Petistas clamam: 'Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT ? Como ousaram ser honestos?' Sempre que a verdade eclode, reagem. Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista'. Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando....

Mas agora é diferente. As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte.

Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem , de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer oPopulismo e o simplismo.

Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em 'a favor' do povo e 'contra', recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual. Teremos o 'sim' e o 'não', teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois.

Alguns otimistas dizem: 'Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de Verdades'!

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Isso sem falar no poster inteiramente grátis dos líderes dos bandidos "Sem Terra", Pedro Stedile e José Rainha, além do Minc com uniforme de guerrilheiro e sequestrador.

Ganhe, ainda, sem concurso, uma leva de deputados especialistas em mensalinhos e mensalões.

E mais: ganhe curso intensivo de como esconder dinheiro na cueca, na meia, na bolsa ..., ministrado por Marcos Valério e José Adalberto Vieira da Silva e José Nobre Guimarães.

Tudo isto e muito mais..

24 outubro, 2010

Por que Lula se recusa a debater com FHC?

Estava lendo essa manhã alguns textos de onde pretendo me basear para escrever um post que analisará a mania dos petistas e de seus reverberadores na rede e nas ruas de mentir sem nenhum pudor. Vocês entenderão, imagino, que essa tática se assenta na teoria do Mito , de Georges Sorel, cuja influência vem da filosofia pragmática de William James, médico, psicólogo e filósofo americano, considerado o pai do pragmatismo. Sua teoria da verdade foi ampliada por Sorel e adotada com maior cinismo pelo PT.

Enquanto não escrevo, fiquem com o ótimo artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que retirei do excelente blog da Letícia.

Os que odeiam Fernando Henrique tentem refutá-lo com substância, com dados, do contrário, não passarrão de meros seguidores de Sorel, ainda que o não saibam.


Sem medo do passado – Carta aberta de Fernando Henrique Cardoso a Lula

Fernando Henrique Cardoso

O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse “o Estado sou eu”. Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.

Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?

A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês…). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.

Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados… O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal.

Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.

Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.

Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio.

Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte.

Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.

Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010.

“Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela”.
(José Eduardo Dutra)

O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.

Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.

É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa “Toda Criança na Escola” trouxe para o
Ensino Fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).

Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.