29 setembro, 2010

Dilma, o aborto e o boato.

Que a candidata a presidente pelo PT, Dilma Roussef, era, até abril de 2009, claramente favorável ao aborto, só os cínicos negam. Que a mesma candidata deu um recuo tático na sua opinião sobre a legalização do aborto depois de perceber que isso lhe poderia custar votos decisivos, também é notório. O que me causa espécie é ver gente que se diz cristão, defender a candidatura de Dilma como se essa candidatura não representasse um risco para aqueles que lutam contra a legalização do aborto no Brasil.

A fim de diminuir os efeitos negativos que sua opinião sobre o aborto causou no meio cristão, sobretudo evangélico, a candidata do PT reuniu-se com diversas lideranças evangélicas a fim de sustentar que é, segunda ela, "pessoalmente" contra o aborto, e que acredita que nenhuma mulher é, em sã consciência, favorável à interrupção da gravidez.

Mas, todavia, porém, contudo, crê que o Estado deve proteger e cuidar das mulheres que se submetem a práticas, segundo ela, bárbaras, de cometer aborto. A candidata finge que isso já não acontece. Quando uma mulher apresenta complicações depois de um aborto provocado e vai até um hospital público, é atendida pela equipe médica sem qualquer discriminação. O que a candidata quer, com esse discurso ambíguo, é esconder o real propósito do seu partido, revelado no PNDH 3, nos Congressos do PT e em tantos outros fóruns onde petistas mandam e desmandam, é legalizar a prática do aborto no Brasil. Eles têm o direito de fazer isso? É claro que tem! Mas eles não têm o direito de esconder do eleitor esse propósito. Eles não têm o direito de mentir, de enganar, de dizer que são contra a legalização do aborto quando há várias provas de que eles são favoráveis.

Abaixo, um trecho da entrevista que a candidata Dilma concedeu à Marie Claire em abril de 2009 onde afirma com todas a letras que é, sim, favorável ao aborto. A íntegra da entrevista você pode conferir aqui.

MC Uma das bandeiras da Marie Claire é defender a legalização do aborto. Fizemos uma pesquisa com leitoras e 60% delas se posicionaram favoravelmente, mesmo o aborto não sendo uma escolha fácil. O que a senhora pensa sobre isso?

DR
Abortar não é fácil pra mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morre porque tenta abortar em condições precárias. Se a gente tratar o assunto de forma séria e respeitosa, evitará toda sorte de preconceitos. Essa é uma questão grave que causa muitos mal-entendidos.

Em outubro de 2007, numa sabatina promovida pela Folha, a então ministra da Casa Civil respondeu de forma inequívoca a uma pegunta sobre a legalização do aborto no Brasil. Logo, tratar como boato o fato de que a candidata Dilma é favorável ao aborto é desonestidade. Assistam, volto em seguida.



Voltei

Em seguida, assista a um outro vídeo do insuspeito e ilibado autoproclamado bispo Edir Macedo que decidiu defender a ministra Dilma contra o que certa imprensa simpática ao PT chama de boatos da internet. Edir Macedo apóia Dilma e também, como fica provado no vídeo, aprova o aborto. É isso!




Perguntada no dabate promovido pela CNBB, que ocorreu no auditório da Universidade Católica em Brasília, em 23 de setembro de 2010, a ministra respondeu desse jeito.



Compare a resposta de 23 de setembro de 2010 com aquela que ela deu à revista Marie Claire em abril de 2009 e com a outra, concedida à Folha, numa sabatina em outubro de 2007.

Dilma, não!!!!

26 setembro, 2010

Alberto Caeiro em pedaços






O que penso eu do mundo?

Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.
(...)

O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
(...)
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.

Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?

"Constituição íntima das cousas"...
"Sentido íntimo do Universo"...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
(...)

Pensar no sentido íntimo das cousas

É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.

O único sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.

Há Metafísica bastante em não pensar em nada


22 setembro, 2010

O PT quase como ele é!

No dia 22 de agosto escrevi um post que foi bastante elogiado por algumas pessoas que prezo e por quem eu tenho um grande respeito intelectual. No referido post fiz algumas cobranças, como essas que seguem abaixo:

Existem várias formas de se perder uma eleição. Nenhuma, porém, é mais desonrosa do que a derrota causada pela falta de convicção naquilo em que se acredita.

Por outro lado, perder, defendendo e expondo com clareza e contundência as ideias, os programas, educando o eleitor a entender porque deve votar em tal candidato, e se não votar, deixar claro para o eleitor o que ele está escolhendo, advertindo-o para os perigos... perder assim é uma honra!

(...)

les mentem quando dizem defender a liberdade de imprensa, mas organizam conferências que desejam o "controle social da mídia". Eles mentem quando negam vínculos com as FARC. Eles mentem quando tentam se afastar do MST, mas financia o movimento e, na ponta, as invasões de terra. Eles mentem quando negam que prepararam dossiês fajutos contra os inimigos (eles, pela natureza fascista, não têm adversários, mas inimigos). Eles mentem quando inflam número de programas de governo.

A natureza mitômana do governo e do PT só prospera porque conta com a leniência de jornalistas simpáticos, com a colaboração de jornalistas financiados, com despolitização de boa parte do eleitorado, e com uma máquina de propaganda que faria inveja aos nazistas.

Na internet, alguns comerciais mostram a natureza do PT e, embora poupem em demasia o presidente Lula, deixa inequívoco o cacoete autoritário do partido dos trabalhadores. Assistam! Não há como contestar uma só das informações contidas nos comerciais.


21 setembro, 2010

A Reação Democrática!!!!

Há uma efeito salutar nessa escancarada escalada autoritária promovida pelo PT e pelo governo Lula, traduzida no ataque à liberdade de imprensa. Os defensores da democracia, do estado de direito e das liberdades individuais resolveram se manifestar e, o que é melhor: denunciar os riscos do autoritarismo que rondam o nosso país. Abaixo, leiam o Manifesto que intelectuais, artistas, juristas, advogados, jornalistas apoiam; e compare, termo a termo, com o panfleto fascista divulgado no site do PT.

RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA - Personalidades lançam manifesto em defesa da democracia, do estado de direito e da liberdade de imprensa

Brasileiros das mais diversas áreas lançam nesta quarta, às 12h, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, um manifesto em defesa da democracia, do estado de direito, da liberdade de imprensa e dos direitos individuais. Trata-se de um movimento apartidário. Entre os signatários iniciais do documento estão o jurista Helio Bicudo, o historiador Marco Antonio Villa, o poeta Ferreira Gullar, os atores Carlos Vereza e Mauro Mendonça, os professores José Arthur Gianotti e Leôncio Martins Rodrigues e o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso.

Abaixo, segue a íntegra do documento. Um bom exercício é confrontar o seu conteúdo com o manifesto que o PT e sindicalistas estão divulgando contra a liberdade de imprensa. De um lado, a civilização democrática; de outro, o flerte com a barbárie ditatorial.

Leiam e divulgue. Creio que o documento será tornado público para receber adesões:

MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano.

Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.

Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, os inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.

É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.

É inaceitável que a militância partidária tenha convertido os órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.

É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.

É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.

É constrangedor que o Presidente da República não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há “depois do expediente” para um Chefe de Estado. É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura. Ele não vê no “outro” um adversário que deve ser vencido segundo regras da Democracia , mas um inimigo que tem de ser eliminado.

É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.

É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.

É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É um escárnio que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.

Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para rasgar a Constituição e as leis. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.

Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.

Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos.

Eles já começaram!!!

No último sábado escrevi o que segue abaixo:

Em textos anteriores, encontrados neste blog, alertei contra o perigo que a vitória do PT e de seu projeto pode representar para os valores democráticos. Eles já não escondem suas intenções de cercear a liberdade de imprensa (José Dirceu declarou isso). Eles não escondem que querem extirpar do país, a oposição - o próprio presidente falou isso. São autoritários por princípio. Veem a democracia como uma etapa tática de consolidação da hegemonia do partido, e estão convictos de que a possível, quase provável, vitória da candidata deles, dará a oportunidade de solapar de uma vez por todas os valores e as instituições democráticas. Já violaram o sigilo fiscal e bancário de inimigos políticos a caseiros. Já ridicularizaram o TSE e o TCU. Já convocaram os seus militantes fascitóides para reagirem com violência contra aqueles que discordarem ou que insistirem em criticar o governo. Agora, diante de uma farta gama de provas da corrupção que acontecia na Casa Civil, próxima do gabinete presidencial, o futuro se revela ainda mais aterrador. Além da tirania, a roubalheira!!!

Agora, leiam o que segue abaixo:

Fonte aqui.

Centrais, movimentos e partidos realizam Ato contra o Golpismo Midiático

As centrais sindicais, movimentos sociais, partidos políticos e lideranças de vários setores, com apoio do movimento de blogueiros progressistas, convocam para a realização de um Ato Público contra a baixaria nas eleições e contra o golpe midiático que têm como objetivo forçar a ida do candidato do PSDB ao segundo turno.

E essa ofensiva dos setores da direita e da mídia conservadora tende a crescer nos próximos dias com a proximidade das eleições.

Confira abaixo o texto do convite para o ato :

COMPAREÇA AO ATO EM DEFESA DA DEMOCRACIA!


CONTRA A BAIXARIA NAS ELEIÇÕES!


CONTRA O GOLPISMO MIDIÁTICO!

Na reta final da eleição, a campanha presidencial no Brasil enveredou por um caminho perigoso. Não se discutem mais os reais problemas do Brasil, nem os programas dos candidatos para desenvolver o país e para garantir maior justiça social. Incitada pela velha mídia, o que se nota é uma onda de baixarias, de denúncias sem provas, que insiste na “presunção da culpa”, numa afronta à Constituição que fixa a “presunção da inocência”.



Como num jogo combinado, as manchetes da velha mídia viram peças de campanha no programa de TV do candidato das forças conservadoras.

Essa manipulação grosseira objetiva castrar o voto popular e tem como objetivo secundário deslegitimar as instituições democráticas a duras penas construídas no Brasil.

A onda de baixarias, que visa forçar a ida de José Serra ao segundo turno, tende a crescer nos últimos dias da campanha. Os boatos que circulam nas redações e nos bastidores das campanhas são preocupantes e indicam que o jogo sujo vai ganhar ainda mais peso.

Conduzida pela velha mídia, que nos últimos anos se transformou em autêntico partido político conservador, essa ofensiva antidemocrática precisa ser barrada. No comando da ofensiva estão grupos de comunicação que – pelo apoio ao golpe de 64 e à ditadura militar – já mostraram seu desapreço pela democracia.

É por isso que centrais sindicais, movimentos sociais, partidos políticos e personalidades das mais variadas origens realizarão – com apoio do movimento de blogueiros progressistas - um ato em defesa da democracia.

Participe! Vamos dar um basta às baixarias da direita!

Abaixo o golpismo midiático!

Viva a Democracia!

Data: 23 de setembro, 19 horas


Local: Auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo


(Rua Rego Freitas, 530, próximo ao Metrô República, centro da capital paulista).


Presenças confirmadas de dirigentes do PT, PCdoB, PSB, PDT, de representantes da CUT, FS, CTB, CGTB, MST e UNE e de blogueiros progressistas.






19 setembro, 2010

Alberto Caeiro em pedaços









Esta tarde a trovoada caiu
Pelas encostas do céu abaixo
Como um pedregulho enorme...

(...)

A chuva chovia do céu
E enegreceu os caminhos ...

Quando os relâmpagos sacudiam o ar
E abanavam o espaço
Como uma grande cabeça que diz que não,
Não sei porquê — eu não tinha medo —

(...)

Eu sentia-me ainda mais simples
Do que julgo que sou...
Sentia-me familiar e caseiro
E tendo passado a vida
Tranqüilamente, como o muro do quintal;
Tendo idéias e sentimentos por os ter
Como uma flor tem perfume e cor...

Se pensasse, nunca podia
Construir santos nem anjos...
Poderia julgar que o sol
É Deus, e que a trovoada
É uma quantidade de gente
Zangada por cima de nós ...

(...)

E eu, pensando em tudo isto,
Fiquei outra vez menos feliz...
Fiquei sombrio e adoecido e soturno
Como um dia em que todo o dia a trovoada ameaça
E nem sequer de noite chega.

Esta tarde a trovoada caiu, Alberto Caeiro.

Gostou do desenho? Descobri aqui.

18 setembro, 2010

Às pessoas de bem

Além da bolsa, os corações!



" - Nem mais um passo, cobardes!
Nem mais um passo! Ladrões!
Se os outros roubam as bolsas,
Vós roubais os corações!..."
Castro Alve; Tragédia no Lar









A reportagem de Veja que chega às bancas neste sábado é de embrulhar o estômago. Os fatos narrados se sustentam em documentos obtidos pela reportagem e em relatos gravados por pessoas diretamente envolvidas no descalabro em que se tornou a Casa Civil no governo Lula. O cidadão honesto, que trabalha para sustentar a sua família, que paga impostos, que corta gastos para fazer uma viagem, reformar a casa, pagar a escola dos filhos; esse cidadão, quando, e, se ler a matéria, não poderá ficar indiferente. A desfaçatez chegou a um nível dificil de mensurar.

Os fanáticos, os cínicos e os oportunistas, certamente, tentarão desqualificar a revista Veja; atacando-a de "imprensa marrom", chamando-a de oposicionista, tucana, parcial, partidária, inimiga do Brasil e do povo. Há muitos anos, essa gente torpe e canalha repete exuastivamente suas catilinárias contra a revista. Aliás, para essa malta, a revista Veja, a Rede Globo e os Estados Unidos são a representação do mal. "eles", e, somente "eles", claro, só querem o bem.

Tão certo quanto a campanha de desqualificação da revista, "eles", todos "eles", negarão com impoluta indignação as denúncias. Dessa forma, ficará estabelecida a clássica linha de defesa dos ladrões que compõem o governo Lula. Atacam a imprensa, negam as denúncias, acorbetam os amigos, e, no final, ninguém é preso! Pior: aos poucos, voltam para os braços do partido. Foi assim com José Dirceu. Foi assim com Antônio Palocci. Foi assim com os "aloprados" de 2006. Foi assim com todos os petistas flagrados em crimes contra a Constituição e contra a administração pública. Tudo leva a crer que vai ai ser assim com Erenice Guerra, e sua máfia.

Em textos anteriores, encontrados neste blog, alertei contra o perigo que a vitória do PT e de seu projeto pode representar para os valores democráticos. Eles já não escondem suas intenções de cercear a liberdade de imprensa (José Dirceu declarou isso). Eles não escondem que querem extirpar do país, a oposição - o próprio presidente falou isso. São autoritários por princípio. Veem a democracia como uma etapa tática de consolidação da hegemonia do partido, e estão convictos de que a possível, quase provável, vitória da candidata deles, dará a oportunidade de solapar de uma vez por todas os valores e as instituições democráticas. Já violaram o sigilo fiscal e bancário de inimigos políticos a caseiros. Já ridicularizaram o TSE e o TCU. Já convocaram os seus militantes fascitóides para reagirem com violência contra aqueles que discordarem ou que insistirem em criticar o governo. Agora, diante de uma farta gama de provas de corrupção que acontecia na Casa Civil, próxima do gabinete presidencial, o futuro se revela ainda mais aterrador. Além da tirania, a roubalheira!!!

Não há escapatória. Os eleitores de Dilma, seus defensores ferrenhos desde sempre, e, sobretudo, a partir de agora, tornam-se cúmplices desse projeto que ameaça a liberdade e que rouba o cidadão honesto e trabalhador.

Esse texto vai para as pessoas de bem. Para as pessoas que, a despeito do crescimento econômico, do aumento do consumo, e dos índices recordes de aprovação do governo, têm valores mais altos! Gente que não coonesta com a indecência! Que se indigna com o assalto aos cofres públicos! Que não se rende à desfaçatez!


14 setembro, 2010

A Imprensa se deu conta?

Os eleitores brasileiros, a se confirmar os números indicados pelos institutos de pesquisa, estão prestes a eleger uma senhora que nunca sequer foi eleita para o cargo de vereador. Uma senhora que até 2005 era uma figura desconhecida no governo. Uma senhora que só ostenta os índices de itenção de voto porque promete ser uma espécie de sombra de Lula no Planalto. O país, que já assiste estarrecido a uma série de escândalos que o governo esconde ou desdenha, vai ter que conviver com essa malta por mais 4 anos.

Editorial do Estadão.

Não é por acaso que o Gabinete Civil da Presidência da República tem estado envolvido em quase todos os grandes escândalos do governo Lula. A começar pelo mensalão, operado por José Dirceu, até a recentíssima denúncia de descarado tráfico de influência por parte da ministra Erenice Guerra e seus familiares, boa parte de todo o malfeito, do ilegal, da pura e simples corrupção que eclode no governo federal tem o dedo do Palácio do Planalto. O dedo de Luiz Inácio Lula da Silva, o grande responsável pelo desenvolvimento econômico dos últimos oito anos; pela incorporação de milhões de cidadãos antes marginalizados ao mercado de consumo; pela ascensão do País à condição de, vá lá, player importante na diplomacia mundial. Se tudo de bom que se faz no governo é de responsabilidade do “cara”, por que apenas o que de errado se faz no governo não tem dono?

Por muito menos do que se tem revelado ultimamente de lambanças com as instituições do Estado e com o dinheiro público um presidente da República foi forçado a renunciar há menos de 20 anos.

Mas com Lula é diferente. Embriagado por índices de popularidade sem precedentes na história republicana, inebriado pela vassalagem despudorada que lhe prestam áulicos, aderentes e aduladores das mais insuspeitadas origens e dos mais suspeitosos interesses, Sua Excelência se imagina pairando acima do bem e do mal, sem a menor preocupação de manter um mínimo de coerência com sua própria história política e um mínimo de respeito pelo decoro exigido pelo cargo para o qual foi eleito.

Sempre que os desmandos flagrados pela Imprensa ameaçam colocar em risco seus interesses políticos e eleitorais, Lula recorre sem a menor cerimônia à mesma “explicação” esfarrapada: culpa da oposição - na qual inclui a própria Imprensa. A propósito das violações de sigilo comprovadamente cometidas recentemente pela Receita Federal - não importa contra quem - não passou pela cabeça de Sua Excelência, nem que fosse apenas para tranquilizar os contribuintes, a ideia de admitir a gravidade do ocorrido e se comprometer com a correção desses desvios. Preferiu a habitual encenação palanqueira: “Nosso adversário, candidato da turma do contra, que torce o nariz contra tudo o que o povo brasileiro conquistou nos últimos anos, resolveu partir para ataques pessoais e para a baixaria.” Não há maior baixaria do que um chefe de Estado usar o horário eleitoral de seu partido político para atacar, em termos pouco republicanos, aqueles que lhe fazem oposição. E faltou alguém lembrar ao indignado defensor dos indefesos que entre “tudo que o povo brasileiro conquistou nos últimos anos” estão a Constituição de 1988, o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, entre outras iniciativas fundamentais para a promoção social e o desenvolvimento econômico do País, contra as quais os então oposicionistas Lula e PT fizeram campanha e também votaram no Congresso.

Enquanto os aliados de Lula e de Sarney - a quadrilha que dilapidou o patrimônio público do Amapá - vão para a cadeia por conta das evidências contra eles levantadas pela Polícia Federal; enquanto os aliados de Lula - toda a cúpula executiva e legislativa, prefeito e vereadores, do município sul-mato-grossense de Dourados - pelo mesmo motivo vão para o mesmo lugar; enquanto na Receita Federal - não importa se por motivos políticos ou apenas (!) por corrupção - se viola o sigilo fiscal de cidadãos e as autoridades responsáveis tentam jogar a sujeira para debaixo do tapete; enquanto mais uma maracutaia petista é flagrada no Gabinete Civil da Presidência; enquanto, enfim, a mamata se generaliza e o presidente da República continua fingindo não ter nada a ver com a banda podre de seu governo, a população brasileira, pelo menos quase 80% dela, aplaude e reverencia a imagem que comprou do primeiro mandatário, o “cara” responsável, em última instância, pela republiquetização do País.

Está errado o povo? A resposta a essa pergunta será dada em algum momento, no futuro. De pronto, a explicação que ocorre é a de que, talvez, o povo de Lula seja constituído de consumidores, não de cidadãos.

12 setembro, 2010

Alberto Caeiro em pedaços





Ao entardecer, debruçado pela janela,
E sabendo de soslaio que há campos em frente,
Leio até me arderem os olhos
O livro de Cesário Verde.

Que pena que tenho dele! Ele era um camponês
Que andava preso em liberdade pela cidade.
(...)

Por isso ele tinha aquela grande tristeza
Que ele nunca disse bem que tinha,
Mas andava na cidade como quem anda no campo
E triste como esmagar flores em livros
E pôr plantas em jarros...

Ao Entardecer, Alberto Caeiro.

04 setembro, 2010

Alberto Caeiro em pedaços






O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
(...)

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

(...)

Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914


03 setembro, 2010

"Cala a boca, Zé Paulo!" Ou: Contra o oposto da verdade, só mesmo o oposto da mentira!






O tema desse post é muito delicado. Peço desculpas antecipadas se o texto ficar muito longo. Pela primeira vez, desde o ano 2000, quando comecei a dar aula para adolescentes no nível fundamental e médio da escola básica, fui advertido por conta das minhas opiniões em sala de aula.


A advertência veio revestida com um ar bonachão, de quem procurava dar um conselho, não um pito. Mas se as palavras eram polidas, se as considerações sobre o meu trabalho em sala, elogiosas; se a afirmação de que para a escola eu era uma peça chave, as intenções subterrâneas de toda aquela atenção e todo aquele discurso eram inequívocas: "Cala a boca, Zé!" "Evite, em ano eleitoral, posicionar-se politicamente."

Quem me conhece sabe que tenho ojeriza de transformar a sala de aula em palanque. Quem me conhece sabe que tenho um compromisso sagrado com a informação correta, fundamentada e verificável. Quem me conhece sabe que não recorro à mistificação nem a deturpação de números ou de fatos. Quem me conhece sabe que diante do erro, da falsidade, do engano, eu estou e sempre estarei pronto para corrigir os enganos, os erros, e combater, com o oposto da mentira e sem meias palavras, o oposto da verdade.

Nunca exigi dos meus alunos, nas avaliações, que reproduzissem aquilo que eu penso. Minhas avaliações são públicas e estão à disposição de quem quer que seja, e desafio qualquer um a encontrar nelas o menor indício de doutrinação ideológica. Jogaram na minha cara uma acusação que cairia como uma luva nas mãos deles.

Jamais reuni alunos para protestar contra qualquer governo. Jamais dei nota a alunos que reproduzissem exatamente as minhas crenças. Jamais constrangi, fingindo estar brincando, um aluno, porque ele não votaria no candidato de minha preferência. Jamais me utilizei do ludíbrio, da informação truncada, inexata, para dar ares de seriedade a argumentos que eram apenas empulhação.

Fui acusado, vejam só, de em sala de aula mostrar apenas o lado negativo do governo Lula. Não estou em sala de aula para mostrar o lado negativo ou positivo de qualquer governo. Acaso pensam eles que, eventualmente, os alunos possam ser influenciados por mim, e assim sendo, decidirem a eleição? Acaso pensam eles que o meu discurso em sala seja assim tão irresistível?

Meu compromisso com os alunos é com a verdade. Se as privatizações ocorridas na década de 1990 foram boas para o país, se a diminuição do tamanho do Estado brasileiro na economia trouxe uma série de ganhos, os números provam, vou dizer o contrário? Se em 1994 o Brasil debelou a inflação criando as condições para o crescimento econômico da década seguinte e implantando no país práticas fiscais responsáveis que se tornaram o sustentáculo da estabilidade, hoje tão decantada, e eu afirmo que aqueles que na época estavam na oposição criticaram o Plano Real e entraram na Justiça contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, vou dizer o contrário ou que isso não aconteceu?

Se o proer, programa que reestruturou o sistema financeiro brasileiro carcomido nas suas bases por uma cultura hiper-inflacionária, foi na época tachado por aqueles que estão hoje no poder de “programa para socorrer banqueiros”, provou-se um programa eficaz e que trouxe solidez ao nosso sistema financeiro, elogiado em 2009, pelo próprio presidente Lula, convencido, agora, de que o programa não era ruim, como ele e os petistas afirmavam, eu estaria sendo parcial ao trazer para os alunos essas informações? É ser parcial não deturpar números? É parcial ser preciso? Afinal, é parcial dizer a verdade?

O que incomoda nas minhas palavras é que elas são irrefutáveis! Do contrário, não me pediriam para que eu me calasse. Claro que o pedido não foi feito assim, na lata. Foi um pedido sinuoso, escorregadio, mas bastante claro nas suas intenções. Fui "avisado", "alertado" que alguns alunos e alguns pais questionaram a escola porque, segundo eles, eu sou muito contundente na crítica que faço ao governo Lula. Que não falo das coisas positivas do governo que, afinal, tem 12.587 % de aprovação popular. Fui alertado que esses pais zelosos enviaram matérias de jornal dizendo do perigo que é a doutrinação ideológica em sala de aula. Pedi, então, uma reunião com os alunos que se sentiam incomodados e com os pais desses alunos. Queria debater com eles de forma franca e provar que tais acusações se dirigidas a mim eram de uma injustiça atroz. Não fui atendido.

Percebam, leitores, que se eu exaltasse o Governo Lula e desancasse o Governo Fernando Henrique Cardoso eu não estaria doutrinando ninguém, mas expondo minhas opiniões. Percebam, leitores, que se de forma cínica eu, para provar minha isenção, falasse mal do governo Lula, mas também falasse bem, eu não estaria doutrinando ninguém. Mas, como ousei, em sala de aula, corrigir informações que são fruto da picaretagem, como argumentei com provas e desmascarei as mentiras contadas pelo governo, exaltadas nas propagandas oficiais e divulgada pela militância que se disfarça de professores gente boa, fui advertido do perigo desta minha postura. Desafio que qualquer um desminta o conteúdo das minhas informações. Aceito ser advertido porque menti ou enganei meus alunos, mas repilo qualquer advertência ou ameaça porque cumpri o meu papel de professor que é o de levar a informação correta, precisa e, acima de tudo, verdadeira para os alunos.

Eu sei que incomodo algumas pessoas. Eu sei que tem muita gente que não gosta de mim. Eu sei que sou visto como o chato, o presunçoso, o arrogante. Mas tudo isso é administrável para eles. O que eles não toleram em mim, o que para eles é inaceitável, é que eu pense por mim mesmo. Que eu não siga a manada. Que eu tenha a ousadia de confrontar os mitos e os consensos ocos. Tivessem o espírito democrático que julgam ter deveriam aplaudir a minha postura, afinal, os alunos teriam a chance do contraditório, mas não! Querem que suas crenças e seus discursos não sejam contestados, confrontados com números e fatos! Querem ouvir no final da missa de mistificações, o amém da assembleia!

O que vem incomodando é que o discurso deles em sala começa a ser confrontado por alguns alunos. Quando eles vêm dizer que as privatizações foram uma negociata, que a Vale do Rio Doce foi vendida a preço de banana, os alunos perguntam se a Vale, hoje, é uma empresa mais pujante do que era quando estatal. Quando eles dizem que o Governo FHC tentou privatizar a Petrobrás, os alunos perguntam se na PEC de 1997, o projeto não era acabar com o monopólio na exploração do petróleo e abrir o capital da empresa, permitindo, por exemplo, que dez anos depois o país alcançasse a autossuficência na produção de petróleo.

Ao sub-reptício, “cala a boca, Zé Paulo!” Reajo: “Não, não vou calar! Vou sempre combater o oposto da verdade com o oposto da mentira!”

02 setembro, 2010

Enfim, a oposição se levanta!

Cobrei há quase duas semanas uma postura mais altiva do candidato José Serra na campanha presidencial. Não estava sozinho nessa cobrança, eu sei; mas, de qualquer forma, sinto-me satisfeito em poder publicar o discurso que segue abaixo. Leiam!

do blog do Reinaldo Azevedo.

O tucano José Serra discursou há pouco num encontro de prefeitos em São Paulo que apóiam a sua candidatura à Presidência e a de Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo de São Paulo. Foi uma fala bastante clara em defesa da democracia. O presidenciável procurou marcar as suas diferenças com a adversária Dilma Rousseff.

Imprensa
Serra exaltou a liberdade de expressão e afirmou:
“Dia sim, outro também, alguém deste governo fala em controlar a imprensa. O partido do governo sonha com o dia em que vai poder censurar a imprensa. A expressão, bonita, é ‘controle social’, como se a palavra ’social’ pudesse legitimar o conteúdo horroroso. maquiar as más intenções. Em palavras diretas, querem estabelecer comitês partidários para decidir o que os jornais e as revistas poderão ou não publicar, as rádios, TVs e a internet poderão ou não veicular. Querem sufocar economicamente quem ousa discordar.”

Somos todos Francenildos
O presidenciável tucano fez referência ao aparelhamento de Estado e à violação do sigilo fiscal de tucanos e de sua própria filha, Verônica. Lembrou uma personagem tristemente célebre da penúria em que se encontra o estado de direito: o caseiro Francenildo, que teve quebrado o seu sigilo bancário:
“Os brasileiros e brasileiras precisam ser livres para não temer que o Estado, financiado com o dinheiro de todos nós, seja ocupado por uma máquina partidária que ameaça e persegue as pessoas, que viola nossos direitos fundamentais. Como, por exemplo, o direito ao sigilo bancário e fiscal. As notícias estão aí: o segredo fiscal de pessoas que o governo identifica como adversárias foi quebrado por gente na Receita Federal evidentemente a serviço de uma operação político-partidária.

Quando se viola o sigilo bancário de um caseiro, viola-se a Constituição. Quando se viola o sigilo fiscal de representantes da oposição, viola-se a Constituição. Quando se viola o sigilo telefônico e de correspondência de adversários, viola-se a Constituição. Não perguntem jamais quem é Francenildo Pereira. Francenildo são vocês. Francenildo somos nós. Não passo a mão na cabeça de malfeitores. Exijo é que se respeitem os Francenildos e as Marias, os Josés e as Anas.”

“Vamos derrotá-los”
Serra criticou o comportamento dos petistas no episódio da quebra de sigilos da Receita. Não se deram ao trabalho, afirmou, nem mesmo de “fingir ou simular indignação”:
“Dão de ombros, emitem notas protocolares, ameaçam até processar as vítimas” E acrescentou: “Mas o Brasil é maior do que eles. Com muito trabalho, luta e fé, vamos derrotá-los.”

Obras paradas e propaganda
O tucano atacou os impostos e os juros altos e a ineficiência do governo:
“Na economia, somos o país campeão dos altos impostos, campeão dos juros, campeão do atraso na infraestrutura. Você vê o horário eleitoral deles, você vê a propaganda do governo, paga com o dinheiro do povo, e parece que todos os problemas do Brasil foram resolvidos. Obras que não existem, que andam mais devagar que tartaruga, são divulgadas dia e noite como se já estivessem prontas. Eles seguem a receita repugnante, repudiada pela História, de que a mentira repetida mil vezes se transforma em verdade. Só que eles não sabem que a receita está errada. O povo não é bobo.”

“Falta de caráter”
O candidato do PSDB reconheceu que há avanços no Brasil, mas acusou o PT de tentar destruir a obra dos que o antecederam e apontou a “mais escancarada exibição de falta de caráter de que se tem notícia”:
“Claro que há avanços, pois este governo teve a felicidade de colher o que os outros plantaram. Talvez estejamos assistindo à mais escancarada exibição de falta de caráter de que se tem notícia na história da política brasileira. A ingratidão é um defeito de caráter, a ingratidão é a cicatriz que revela uma alma complicada. O que é o PT? Um partido que tenta destruir os que o antecederam no governo, enquanto governa sobre as bases construídas com muito esforço e suor por quem veio antes. Governa e estraga essas bases.”

Problemas e competência
Serra lembrou que o Brasil ainda tem grandes problemas: “metade dos adolescentes fora das escolas, a necessidade de uma completa reforma do sistema de saúde, organizar o combate ao crime e às drogas, a construção e recuperação da infraestrutura, o déficit habitacional que chega a milhões de moradias”. E incitou a que se faça a comparação para saber quem reúne as melhores condições de manter a estabilidade da economia para poder resolvê-los:
“‘Quem tem mais condições de manter a estabilidade?’ Nesse terreno, um passo em falso que seja pode trazer prejuízos irremediáveis para os brasileiros. Quem tem mais condições de brigar lá fora para defender a economia do Brasil? Quem tem mais condições de defender os ganhos da estabilidade que chegaram ao bolso dos brasileiros na forma de salário, crédito e benefícios? Somos nós! É de nós que o Brasil Novo precisa.”

Nada a esconder
Cutucando a um só tempo Dilma e Lula, afirmou que não tem nada a esconder de seu passado e que não é candidato a “dono do Brasil”. E mandou ver:
- Não tenho nada a esconder do meu passado;
- não preciso que reescrevam a minha vida excluindo passagens nada abonadoras;
- não preciso que tentem me vender, como se eu fosse um sabonete;
- Não preciso de marqueteiro que mude a minha cara, o meu pensamento, a minha trajetória de vida. Ninguém precisa dizer à população quem sou eu. Inventar coisas que não fiz e esconder coisas que fiz. É a minha vida pública que diz quem sou. Posso fazer cara feia às vezes. Mas é uma cara só. Não digo uma coisa hoje para desdizer amanhã. E ninguém me diz o que tenho de falar ou não. Respondo pelas minhas palavras e pelas minhas escolhas. Não fui inventado por ninguém! Foi a luta democrática que me fez. Foram as minhas escolhas de vida que me trouxeram até aqui.

O presidenciável encerrou o discurso expressando convicção na vitória. Afirmou saber que a luta é difícil e concluiu a fala com trecho de um texto que todo brasileiro conhece: “Verás que um filho teu não foge à luta”.

íntegra aqui.