28 agosto, 2010

Alberto Caeiro em pedaços.






Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol

(...)

Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa.

(...)

Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.

Eu Nunca Guardei Rebanhos, Alberto Caeiro

Nenhum comentário: