31 dezembro, 2010

Lula, acabou, tá?

Muito se saúda - com indisfarçável tom apologista - os oitos anos do Governo Lula. Muito se enaltece um presidente que, vindo do povo, conseguiu governar para essa gente simples que "nunca antes na história desse país" teve tantas conquistas materiais. Muito se diz que nenhum outro presidente repetirá o fenômeno que foi Luiz Inácio Lula da Silva. E eu digo: "ainda bem".

No último dia de seu governo, o presidente, não sei se intencionalmente, oferece a todos nós um símbolo do pouco apreço às Leis e às instituições democráticas. O governo acabou de anunciar que o terrorista e o assassino Cesare Batisti, condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos, ficará no Brasil, livre, lépido e fagueiro. O governo italiano reagiu com indignação, mas isso é o que menos importa. O que importa é a decisão de um governo que viola um acordo de extradição, que ri da constituição e que faz pouco caso do regime democrático de um país aliado.

No último dia, Lula deixa como símbolo de seus oitos anos o apreço pelos assassinos e pelos corruptos.

Finalmente, muito se disse que a chegada de Lula ao poder em 2003, pela via democrática, era o derradeiro teste da nossa democracia. Não concordo. O verdadeiro teste para a democracia brasileira ocorrerá quando aqueles que se opõem ao PT vencerem as eleições presidenciais, e o PT tiver que passar o poder para os opositores. Se isso acontecer sem problemas ou crises, aí sim, nossa democracia se provará madura.

Se hoje o presidente que deixa o poder parece inconformado com isso, mesmo passando a faixa para a sua criatura eleitoral, o que não aconteceria caso o vencedor das eleições presidenciais fosse o candidato José Serra?

Do próximo governo não espero muita coisa. A única certeza é que os anos de bonança se foram. Não teremos mais um presidente inimputável que possa dizer as maiores tolices e grosserias e todo mundo achar engraçado.

Lula vai embora hoje, não tem jeito. Mas o seu legado de crimes contra a constituição, o decoro e à verdade ainda permancerá no mínimo por mais 4 anos.

24 dezembro, 2010

Feliz Natal





Timóteo, que pela graça de Deus nasceu forte como um touro e bravo como um soldado, tem o sorriso mais encantador do mundo. Mesmo sendo tão tenro, é capaz com um grito de contentamento e com um riso maroto desmontar sem dificuldade todo o sistema de defesa de um pai que se esforça para parecer bravo e forte...

Timóteo é branco como uma macaxeira. Tem os olhos escuros, vivos, e como quem tem pressa, já fala palavras como bola, alô e mamãe. Mas ele também é briguento e, como o irmão, resoluto naquilo que quer. Chora e se contorce caso se queira impedi-lo de pegar algo ou de ir para algum lugar perigoso da casa. Tenta-se, em vão, ludibriá-lo com alguma distração. Ele, esperto, finge ludibriar-se para baixarmos a guarda e assim, finalmente, ter o que desejava ou chegar aonde queria. Assim é Timóteo, expert na arte do ludíbrio...

Obrigado, meu Senhor, pelo sorriso de Timóteo e pelo abraço de Estêvão. Eu, que tão pouco mereço essas graças, agradeço-vos em oração.

Feliz Natal!!!

Em janeiro de 2008, escrevi:

Estêvão está, pela primeira vez, sob os meu exclusivos cuidados. Temo que ao fim, quem precise de cuidados seja eu. Já dei a papinha dele e nessa operação consegui sujar a cadeirinha, a roupa - minha e dele - o chão, até as cortinas! O que sobrou, ele comeu.

De reprente ele começou a querer braço e a choramingar de uma maneira irritante. Sem alternativa, aquiesci ao seu choramingado, e para minha surpresa, em pouco tempo ele desmaiava... de sono.


Dormiu 1 hora. Essa é a média dele, seja de dia, à tarde ou de madrugada.

Acordou meio chato, acho que todos acordam um tanto mal humorados. Passeei com ele. E ele ficou sério. Parecia não querer papo. E olhe que me esforcei: fiz besourinho, voz de imbecil, ajoelhei-me, mostrei gato, cachorro, passarinho... Nada o demovia da atitude solene de observar ao redor sem qualquer demonstração de satisfação.


Ao final do passeio ele começou a esboçar um protesto. Voltei para casa. Tentei dar maçã - sempre acho que quando ele chora ou fica chato só pode ser duas coisas: bumbum sujo ou fome. A primeira hipótese eu tinha descartado, pois acabara de trocar a fralda dele. A segunda, pensei resolver com a maçã RED, mas ela estava intragável e, claro, ele não comeu. Apelei para a ameixa vermelha, deu certo. Ele comeu duas.


Parou de chorar e começou a mexer nos meus livros. A prateleira mais baixa já foi dessarumada, todos os livros e revistas no chão.... "Não Estêvão! Não pode ras..."


preciso ir.

18 dezembro, 2010

Música do fim de semana com poesia e pintura

Uma noite em Paris, Vincent Van Gogh




Mal Secreto

Se a cólera que espuma, a dor que mora
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;

Se se pudesse o espírito que chora
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!

Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!

Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja a ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!

10 dezembro, 2010

música do fim de semana com poesia

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A música acima faz parte da trilha do filme A dupla vida de Verônica, do diretor Kieslowski. Ela foi composta por Zbigniew Preisner. Espero que apreciem.

Alberto Caeiro
XXVIII - Li Hoje
Li hoje quase duas páginas
Do livro dum poeta místico,
E ri como quem tem chorado muito.

Os poetas místicos são filósofos doentes,
E os filósofos são homens doidos.

Porque os poetas místicos dizem que as flores sentem
E dizem que as pedras têm alma
E que os rios têm êxtases ao luar.

Mas flores, se sentissem, não eram flores,
Eram gente;
E se as pedras tivessem alma, eram cousas vivas, não eram pedras;
E se os rios tivessem êxtases ao luar,
Os rios seriam homens doentes.

É preciso não saber o que são flores e pedras e rios
Para falar dos sentimentos deles.
Falar da alma das pedras, das flores, dos rios,
É falar de si próprio e dos seus falsos pensamentos.
Graças a Deus que as pedras são só pedras,
E que os rios não são senão rios,
E que as flores são apenas flores.

Por mim, escrevo a prosa dos meus versos
E fico contente,
Porque sei que compreendo a Natureza por fora;
E não a compreendo por dentro
Porque a Natureza não tem dentro;
Senão não era a Natureza.


30 novembro, 2010

A Canção de Maria

Que é de ti melancolia?...
Onde estais, cuidados meus?...
Sabei que a minha alegria
É toda vinda de Deus...
Deitei-me triste e sombria,
E amanheci como estou...
Tão contente! Todavia
Minha vida não mudou.
Acaso enquanto dormia
Esquecida dos meus ais,
Um sonho bom me envolvia?
Se foi, não me lembro mais...
Mas se foi sonho, devia
Ser bom demais para mim...
Senão, não me sentiria
Tão maravilhada assim.

Ó minha linda alegria,
Trégua dos cuidados meus,
Por que não vens todo dia,
Se és toda vinda de Deus?

Clavadel, Suíça, 1913.

Para quem não sabe, o que certamente não é muita gente, o poeta Manuel Bandeira passou cinco anos, de 1913 a 1918, internado no hospício de Clavadel, na Suiça, como parte de um tratamento contra a tuberculose, diagnosticada anos antes, quando o jovem Manuel era um estudante de engenharia no Rio de Janeiro.

Do período suíço, há produções poéticas belíssimas, na minha opinião, deixo claro. O poema Canção de Maria, lido agora com essas informações, tem ou não tem um sentido diferente? Dessa fase há também o encantador Alumbramento que você pode conferir aqui.

23 novembro, 2010

A rua dos cataventos...

Amanhã faço 34 anos.

Abaixo, deixo alguns versos de Quintana e uma música para eu mesmo ler e ouvir depois, e depois, e depois...

A Rua dos Cataventos (VIII) (Recordo Ainda)

Recordo ainda... E nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galhardia torta
Todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui... Mas, ai,
Embora idade e senso eu aparente,
Não vos iluda o velho que aqui vai:

Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai...
Que envelheceu, um dia, de repente!
(Mario Quintana)



20 novembro, 2010

Músicas do fim de semana
















Marina de La Riva é uma dessas cantoras que, seja pela voz, pelo repertório ou, como posso dizer... pela plástica, deveria ser muito mais apreciada do que é.

Quem porventura chegar a esta página e ignorar o talento dessa moça, não há mais desculpas. Escutem, vejam e me digam depois se não estou certo.




09 novembro, 2010

Editorial do Estadão

Vejam o título do editorial do Estadão e depois leiam o post abaixo.

“Novo fiasco do Enem”:

Se havia alguma dúvida sobre a capacidade do Ministério da Educação (MEC) de recuperar a imagem do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e evitar que sua desmoralização comprometesse todo o sistema de avaliação escolar, ela foi desfeita nesse fim de semana com a prova aplicada a cerca de 3,4 milhões de estudantes. Além de avaliar a qualidade do ensino médio, o Enem é usado como processo seletivo para muitas instituições públicas de ensino superior - principalmente as universidades federais.

Dessa vez os problemas decorreram de falhas de montagem de um dos cadernos da prova, o que levou os estudantes a se deparar com textos repetitivos e falta de questões. Além disso, os cartões de resposta foram impressos de forma invertida - fato que não foi comunicado à maioria dos candidatos. No sábado, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o mesmo que fracassou na organização do Enem de 2009, divulgou que quem foi induzido a erro, no preenchimento do cartão, poderá solicitar que a prova seja corrigida “ao contrário”. Isso dá a medida da inépcia administrativa do MEC.

Por um balanço extraoficial, os problemas ocorridos com o Enem envolveram 20 mil provas. Mas, segundo o reitor da Universidade de Brasília, José Geraldo de Souza Jr., o número de provas impressas com falhas seria de 30 mil. A instituição foi encarregada, juntamente com a Fundação Cesgranrio, de preparar as questões.

Embora as autoridades educacionais tenham afirmado que nenhum aluno será prejudicado, nem o Inep nem o MEC sabem ainda qual é a extensão das falhas ocorridas e de que modo elas poderão ser corrigidas. A aplicação da prova foi classificada como um “desastre” pela OAB. O Ministério Público Federal anunciou que poderá ingressar com ação judicial pedindo a anulação do exame. A Defensoria Pública da União anunciou que tomará iniciativa semelhante. No Ceará, a Justiça Federal concedeu liminar determinando a suspensão imediata do Enem. E a Associação Nacional das Instituições Federais de Ensino Superior reconheceu que a insegurança jurídica acarretará para as universidades problemas ainda mais graves do que os criados pelo Enem de 2009.

No ano passado, os problemas começaram quando se constatou que o MEC não dispunha de infraestrutura adequada para fazer inscrições pela internet. Em seguida, o Inep determinou que vários estudantes deveriam prestar o exame em colégios situados a mais de 300 quilômetros das escolas em que estavam matriculados. Depois, a prova vazou dois dias antes de sua realização, deixando claro que as autoridades educacionais não haviam tomado as medidas de segurança necessárias. Isso as obrigou a preparar um novo teste às pressas, a um custo superior a R$ 30 milhões, e aplicá-lo dois meses após a data prevista, o que desorganizou o calendário das universidades. Na sequência de confusões, constatou-se que várias questões da nova prova tinham viés ideológico. E, no dia em que ela foi aplicada, o MEC divulgou o gabarito errado.

Em 2010, as dificuldades começaram com falhas de logística e amadorismo no planejamento, o que levou à substituição do presidente do Inep. Em seguida, descobriu-se que os dados pessoais dos candidatos às três últimas edições do Enem tinham vazado. Com isso, informações que deveriam ser mantidas em sigilo foram expostas no site do Inep com acesso livre. Depois o MEC se atrapalhou na escolha dos órgãos responsáveis pela formulação das questões, o que acabou criando problemas para a licitação da gráfica e atrasando a contratação de cerca de 300 mil pessoas, entre coordenadores, aplicadores e profissionais encarregados da correção.

Esse é o quadro, descrito com o máximo de objetividade, da desmoralização do Enem. Mas o principal responsável por ele não parece preocupado. Muito pelo contrário. De fato, o presidente do Inep, José Joaquim Soares Neto, dizendo-se “orgulhoso” pela aplicação do Enem, considera que “não houve problemas graves”.

Apreciação sobre a qual os alunos prejudicados teriam muito a opinar…

07 novembro, 2010

O novo fiasco do ENEM

Desde que o MEC decidiu divulgar um ranking das escolas de acordo com o desempenho dos alunos nas provas do ENEM, esse ranking vem sendo utilizado como propaganda pelas escolas que obtém as melhores colocações.

Embora o próprio MEC e especialitas relativizem esse ranking, as escolas não se pejam de exibir seus resultados como um selo de qualidade das suas práticas pedagógicas.

Desde 2009, quando o ministro Fernando Hadad decidiu inovar e transformar o ENEM numa prova que poderia dar acesso às universidades sem a necessidade do vestibular, esse exame se tornou uma dor de cabeça para alunos e pais que vêm sendo desrespeitados pela incompetência do MEC e do INEP, responsáveis pelas provas.

Ano passado o exame precisou ser adiado porque as provas tiveram seus sigilos violados. No início desse ano informações pessoais dos candidatos que pleiteavam uma vaga nas universidades ficaram expostas na internet à mercê de golpistas e estelionatários. Ontem, no primeiro dia de prova, os cartões-resposta da prova de Ciências Humanas e Ciências da Natureza estavam invertidos, causando transtorno e confusão nos candidatos quando eles passavam as respostas da prova para o gabarito. O pior é que ninguém do MEC ou do INEP se deu conta do erro, e, quando perceberam, limitaram-se a dizer aos alunos que ignorassem o que estava escrito no cartão-resposta.

Hoje, o presidente do INEP, o professor Joaquim Jose Soares Neto, bastante nervoso, tentou minimizar os problemas dizendo que foram "incidentes" normais num exame de magnitude nacional. Chegou a dizer que a quantidade de problemas que ocorreram na prova de 2010 foi bem pequena se levarmos em conta a quantidade de inscrições.

Não quero, por enquanto, tratar da qualidade das questões, que foram, na média, sofríveis; mas apenas dizer o seguinte: como um exame com tantos problemas e tantas falhas, com questões que fariam muita gente rir, pode se tornar um parâmetro para a qualidade das escolas do ensino médio no Brasil?

Acabei de ler na internet que o MEC ameaçou pelo twiter estudantes que estão denegrindo o exame. É um acinte.

O ENEM, infelizmente, foi desmoralizado pelo ministro Hadad e pelo INEP.

04 novembro, 2010

Vida a retalho, é vida?


-Seu José, mestre carpina,
que lhe pergunte permita:
há muito no lamaçal
apodrece a sua vida?
e a vida que tem vivido
foi sempre comprada à vista?

- Severino, retirante,
sou de Nazaré da Mata,
mas tanto lá como aqui
jamais me fiaram nada:
a vida de cada dia
cada dia hei de comprá-la.

- Seu José, mestre carpina,
e que interesse, me diga,
há nessa vida a retalho
que é a cada dia adquirida?
espera poder um dia
comprá-la em grandes partidas?

- Severino, retirante,
não sei bem o que lhe diga:
não é que espere comprar
em grosso de tais partidas,
mas o que compro a retalho
é, de qualquer forma, vida.

- Seu José, mestre carpina,
que diferença faria
se em vez de continuar
tomasse a melhor saída:
a de saltar, numa noite:
fora da ponte e da vida

Morte e Vida Severina, João Cabral de Melo Neto.

01 novembro, 2010

Eleições aqui no DF

Aqui no DF as opções eram, para mim, impossíveis!!! Entre Roriz, na sua versão Dilma, e Agnelo Queiroz, do PT, o senso de decoro me impedia de escolher qualquer um dos dois. Tanto no primeiro quanto no segundo turno anulei meu voto.

Engana-se, penso, quem acredita que a política no DF ficará mais ética com o vitória do PT. E há duas razões simples para o meu pessimismo. Agnelo venceu cooptando líderes que até outro dia gravitavam na órbita do Roriz. Esse grupo está mais do que preparado para fazer no DF o que sempre fez, entendem? A outra razão é que o PT, em matéria de corrupção, é insuperável!!!!

Penso que o partido dos trabalhadores criou, a partir de 2003, um valor: se o PT rouba, pelo menos ajuda o povo, e assim o roubo é perdoado.

Pobre do DF!!! Pobre do Brasil!!!


Para o dia de amanhã...


DOÍDA ALEGRIA

Durante anos

foi a minha constante companhia

aonde eu estava

ele vinha

e ronronando

em meu colo se acolhia

Até que um dia...

Faz anos já que a casa está vazia

Mas eis que

inesperado

ele de novo chega

e se deita ao meu lado

Não me atrevo

a olhá-lo

pois é melhor não vê-lo

que não vê-lo.

Nada pergunto

apenas vivo

a doída ilusão

de tê-lo junto.


Ferreira Gullar; Em alguma parte alguma.



31 outubro, 2010

Mais uma vez outra vez





Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez eu sei
Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.

Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez eu sei
Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.

Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!

Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!

30 outubro, 2010

A verdade e a mentira como questão de opinião?

Antes de começar o meu texto quero fazer uma distinção que considero pertinente para evitar confusão. Enxergo uma diferença entre um petista e um eleitor do PT. O primeiro, filiado ou não, adere sem constrangimentos aos métodos do partido. É cínico, mentiroso e quando confrontado com a verdade, abespinha-se, fica rude, e, não raro, recorre à violência verbal, podendo descambar para a agressão física. Esse é o petista clássico.

Um eleitor do PT, que não é exatamente um petista, ainda acredita nos valores democráticos que o partido dizia ter quando foi fundado em 1980. Esse eleitor, que fica indignado com políticos venais, que lastima a situação de penúria de brasileiros que vivem em condição abjeta, sem acesso a um sistema de saúde eficiente e a uma escola de qualidade e que sonha com um país "socialmente mais justo"; crê, fortemente, que o PT é um partido comprometido com essas demandas, ou por outra: acredita, de verdade, que nenhum outro partido tenha mais condições de melhorar a vida do povo do que o partido dos trabalhadores.

Os petistas, é claro, também dizem acreditar nisso, mas sabem que é só parte do que eu chamaria de "valores míticos do PT". A eles pouco importa se o partido vai ou não resolver os problemas que promete resolver. O que importa, a verdadeira missão deles é preservar o mito de que só eles podem fazer isso.

Concluindo: um petista usa a mentira como método, e mente com tanta convicção que, diante da verdade, usa a tática orwelliana de chamar a verdade de mentira e a mentira de verdade. Já o eleitor do PT, por desconfiar dos outros partidos e dos outros políticos, por falta de informação consistente e aturdido com as mentiras e as mistificações que o PT e seus reverberadores não se cansam de produzir, se agarra naquela certeza ingênua de que o PT tem compromisso com os pobres. Os petistas enganam. Os eleitores do PT se deixam enganar.

"Ah, Zé Paulo, então os políticos de outros partidos não mentem?", perguntaria o eleitor petista. Sim. Mas nenhum outro partido usa a mentira como método. Nenhum outro partido tem tanta desenvoltura na arte de mentir e enganar. Dificilmente um político não-petista mentiria com tanta frieza e convicção.

E de onde vem essa propensão do petista à mentira? Não é natural, é claro, porque ninguém nasce petista. Conhecer essa origem é o que pretendo responder nesse post.

Protágoras de Abdera, famoso sofista que parece ter feito fortuna na Atenas clássica, cunhou a sentença que será retomada muitos séculos depois pelo filósofo norte-americano, William James. Para o sofista grego, "o homem é a medida de todas coisas". Ou seja, o que torna algo real ou verdadeiro não é a coisa em si, suas premissas, mas a apreensão ou a sensação do que os homens fazem desse algo. Como cada ser humano tem uma percepção particular, a verdade não pode ser única, absoluta, uma vez que a verdade é o que cada ser humano percebe, sente, e, diria James, aceita como verdadeiro. O relativismo foi sem dúvida uma das principais contribuições dos sofistas para a filosofia.

No século XIX, C.S Peirce, filósofo americano, vai exercer sobre um médico e piscólogo compatriota, William Jamens, uma influência decisiva. É verdade que essa influência de Peirce sobre James é fruto do que o segundo achou que o primeiro dissera. Vejam como Russel analisa essa influência:

"A doutrina do pragmatismo é estabelecida em alguns dos primeiros trabalhos de Peirce, numa forma que permite, à primeira vista, a inferência que James extraiu deles. Peirce vincula a sua definição da verdade a uma discussão geral da investigação e dos motivos que a estimulam. A investigação surge de algum tipo de insatisfação ou desconforto e diz-se que o seu objetivo é alcançar um estado de repouso do qual tenham sido eliminadas as influências perturbadoras. O critério que se aceita em qualquer desses estágios intermediários de equilíbrio é, até onde se possa saber, a verdade. Mas nunca se pode saber se novas evidências não venham a exigir uma mudança de opinião. (...) Em relação a isso, afirma que a verdade é a opinião à qual, afinal, a comunidade adere. Superficialmente, isto é um absurdo.

Quanto à influência de qualquer verdade particular, Peirce insiste em que qualquer declaração que pretenda ser verdadeira precisa ter consequências práticas. (...) Diz-se que o significado de uma declaração consiste nessas consequências práticas. Foi sob esta forma que James adotou o pragmatismo."¹

Ainda segundo Russel, James, apoiando-se em Peirce (na verdade, naquilo em que acreditou que Peirce dissera), definirá o seu conceito de verdade como aquilo que produz consequências frutíferas.²

O trecho abaixo foi retirado da obra a História da Filosofia, de Will Durant e reproduz o conceito de verdade, segundo William Jamens

"O verdadeiro (...) é apenas o conveniente no caminho de nosso pensamento assim como o "direito" é apenas o conveniente no caminho do nosso comportamento. Conveniente é quase qualquer moda; e conveniente a longo prazo, e de modo geral, é claro; porque aquilo que satisfaz convenientemente a todas as experiências à vista não irá necessariamente atender a todas as experiências seguintes de forma igualmente satisfatória(...) A verdade é uma das espécies de bem, e não, como em geral se supõe, uma categoria distinta do bem e coordenada com ele. Verdadeiro é o nome de tudo aquilo que se mostra bom no caminho da crença"³

Vemos nesse trecho que William James não acredita, como os sofistas não acreditavam, na verdade objetiva. Mais: para ele a verdade varia com o tempo, como se ele pudesse ter dito que cada época tem a sua verdade. James crê também que o verdadeiro depende das consequências práticas ou frutíferas daquilo que se crê.

Comentando as idéias de Willian James, Will Durant na mesma obra supracitada, analisa:

"Se (...) a verdade foi aquilo testado pela experiência e pelo experimento, a resposta só pode ser: "É claro." Se significa que a utilidade pessoal é um teste da verdade, a resposta não pode ser outra: "É claro que não"; utilidade pessoal é apenas utilidade pessoal; só a utilidade permanente universal constituiria a verdade. Quando alguns pragmatistas falam de uma crença que foi verdadeira em determinada época porque então era útil (embora agora invalidada), estão dizendo bobagem com termos eruditos; tratava-se de um engano útil, não de uma verdade."4

Para mentirosos contumazes, como são os petistas, a definição que James dá do significado da verdade é um prato cheio. Para estes, se uma declaração mostra-se frutífera, se ela funciona de acordo com os objetivos pré-estabelecidos, ela se torna, pelo pragmatismo de James, verdadeira. Daí a insistência dos petistas em reproduzir à exaustão as mentiras com a certeza, infelizmente corroborada pelos fatos, de que estas mentiras úteis serão aceitas, terão a adesão da comunidade, como diria Peirce, e por isso, passarão como verdade.

Para o petista uma declaração tem quem ser antes de tudo pragmática. Se ela funciona para os objetivos do partido deve ser usada sem pudor ou limites, ainda que seja, como geralmente é, uma enorme enganação.

Nem Peirce, nem James eram cínicos. Estavam errados, apenas isso. Mas Goerges Sorel, sociólogo francês influenciado por James, este sim, com sua Teoria do Mito, era um cínico de marca maior. Um petista autêntico deve ao pragmatismo sua insistência em mentir com desenvoltura, mas é inegável que o seu cinismo escatológico deita raízes em Georges Sorel. Mais isso ficará para outro post.


NOTAS:

1 -Russel, Bertrand; História do Pensamento Ocidental, páginas 445 e 446.
2 - Idem; página 450.
3 - Duran, Will; A História da Filosofia. pág 464
4 - Idem; página 470

27 outubro, 2010

Por que voto em Serra? Ora, ouçam, leiam e tentem contestar!




Acima, entenda, mais uma vez, por que os petistas têm pavor à verdade.

No tal manifesto de artistas e intelectuais que num evento no Rio de Janeiro declararam apoio à Dilma Roussef, havia nomes de pessoas que nunca assinaram tal documento ou mesmo apoiam a candidatura governista. O primeiro a denunciar a falcatrua foi o diretor de cinema José Padilha e agora a escritora Ruth Rocha afirma com todas as letras que ela não apóia Dilma.

Petistas são assim... mentirosos!!!

Abaixo, um manifesto de intelectuais e artistas que apoiam Serra.

Sandra de Sá, Ivan Lins e Afonso Romano Sant'anna disseram que seus nomes foram colocados de forma indevida no manifesto e por isso tiveram seus nomes excluídos.

O PSDB afirma que o manifesto não foi uma iniciativa da Campanha.
18:27.

MANIFESTO DE ARTISTAS E INTELECTUAIS



Votamos em Serra! Ele tem história. Serra está na origem de obras fundamentais nas áreas da Cultura, da Educação, da Saúde, da Infraestrutura, da Economia, da Assistência Social, da Proteção ao Trabalho.

Apoiamos Serra, porque ele tem um passado de compromisso com a democracia, com a verdade e com o uso correto dos recursos públicos, dando bons exemplos de comportamento ético e moral, de respeito à vida e à dignidade das pessoas.

Votamos em Serra, porque o País está, sim, diante de dois projetos: um reconhece a democracia como um valor universal e inegociável, que deve pautar o convívio entre as várias correntes de opinião existentes no Brasil; o outro transforma adversários em inimigos, conspira contra a liberdade e a democracia. Precisamos de um Presidente que nos una e reúna, não de quem nos divida.

Apoiamos Serra, porque repudiamos o dirigismo cultural, a censura explícita ou velada, as patrulhas ideológicas, as restrições à liberdade de imprensa, o compadrio, o aparelhamento do Estado em todas as suas esferas e a truculência dos que se pretendem donos do Brasil. Estamos com Serra porque não aceitamos que um partido tome o lugar da sociedade.

Votamos em Serra, porque o grande título da cidadania dos brasileiros é a Constituição, não a carteirinha de filiação a um partido. A democracia é fruto da dedicação e do trabalho de gerações de brasileiros, que lutaram e lutam cotidianamente para consolidá-la e aperfeiçoá-la. O país não tem donos. O Brasil é dos brasileiros.

Apoiamos Serra, porque precisamos ampliar verdadeiramente as conquistas sociais, econômicas e culturais, sobretudo as que ocorreram no Brasil desde o Plano Real e que nos habilitam a ocupar um lugar de destaque no mundo. Estamos com Serra, porque as outras nações precisam ouvir o Brasil em defesa dos direitos humanos, da autodeterminação dos povos e da paz. O nosso lugar é ao lado das grandes democracias do mundo, não de braços dados com ditadores, a justificar tiranias.

Votamos em Serra, porque ele pautou toda sua vida pública com coerência na luta pela justiça social e pela preservação dos valores universais da democracia e das liberdades individuais.

Apoiamos Serra, porque é preciso, sim, comparar os candidatos e identificar quem está mais preparado para enfrentar os desafios que o Brasil tem pela frente, com autonomia, sem ser refém de grupos partidários ou econômicos. Homens e mulheres, em qualquer atividade, se dão a conhecer por sua obra, que é o testemunho de sua vida. A Presidência da República exige alguém com experiência e competência comprovadas. Não basta querer mudar o Brasil, é preciso saber mudar o Brasil. E a vida pública de Serra demonstra que ele sabe como fazer, sem escândalos e desvios éticos.

Serra é a nossa escolha, porque queremos desfrutar, com coragem e confiança, da liberdade e da igualdade de direitos, como exercício de dignidade e consciência.. Vamos juntos eleger Serra para o bem do Brasil e dos brasileiros - sua maior riqueza!

Por um Brasil de verdades e de bons exemplos.

Vote e peça votos para Serra Presidente 45!

As pessoas abaixo já assinaram. Mostre seu apoio: assine também enviando seu nome pelo formulário de comentários ao final desta página.

Adélia Borges

Alda Ruth Vidigal
Almino Monteiro Álvares Affonso
Amaury de Souzo
Amílcar Baiardi
Ana Luisa Escorel
Ana Luiza Machado
Ana Maria Diniz
Ana Maria Ramalho
Ana Maria Tornaghi
André Franco Montoro Filho
André Sturm
Andrea Calabi
Angela Brant
Angela Maria
Angélica M. de Queiroz
Angelo Luiz Cortelazzo
Antonio Bueno
Antonio J. Barbosa
Antônio Márcio Buainain
Antônio Márcio Fernandes da Costa
Antonio Octávio Cintra
Antonio Peticov
Aristides Junqueira
Armando Castelar Pinheiro
Armando Gurgel
Arnaldo Jabor
Beatriz Perez
Beatriz Segall
Bolívar Lamounier
Boris Fausto
Calos Augusto Calil
Carlos Alberto Torres
Carlos Henrique de Brito Cruz
Carlos Henrique Ferreira de Araujo
Carlos Velloso
Carlos Vereza
Carlos Vogt
Cecília Briquet
Célia Melhem
Celso Lafer
Céu D'Ellia
Charles Gavin
Chitãozinho & Xororó
Cibele Yahn Andrade
Claudia Camara
Claudio Botelho
Cláudio Conde
Claudio Salm
Cléo De Páris
Cristina Motta
Davi Araújo
Davi Brandão
Denise Gomes
Dominguinhos
Dora Kaufman
Dori Caymmi
Dulce C C Pirajá Martins
Edison Paes de Melo
Edu Lobo
Eduardo A.Secco
Eduardo Graeff
Efrem de Aguiar Maranhão
Elena Landau
Eleonora Smith
Elizabeth Lima da Rocha Barros
Elza Berquó
Emanoel Araújo
Ernst W. Hamburger
Everardo Maciel
Fabio Magalhães
Fabio Penna
Fafá de Belém
Fátima Duarte
Fátima Fernandes Rodrigues de Sousa
Felipe Gomes
Fernando Durão
Fernando Gabeira
Fernando Galembeck
Fernando Henrique Cardoso
Ferreira Gullar
Francisco Coutinho
Francisco Weffort
Gabriela Duarte
Geraldo Biasoto
Gilda Gouvea
Giulia Gam
Glória Menezes
Gloria Pérez
Guilherme Coelho
Guilherme Jardim Jurksaitis
Guilherme Lustosa
Guiomar Namo de Mello
Gustavo Franco
Gustavo Luiz de Almeida Ozolins
Gutemberg Guarabira
Hamilton Dias de Souza
Haroldo Costa
Helena Severo
Helena Solberg
Hélio Bicudo
Henrique Bloch
Henrique Theodore Bloc
Hernan Chaimovich
Hubert Alquéres
Ilana Novinsky
Inês Carvalho
Irene Ravache
Ivald Granato
Ivam Cabral
Ivan Cardoso
Ives Gandra Martins
Iza Locatelli
Izabelita dos Patins
Jacob Kligerman
Joana B. Carneiro
João Afonso
João Batista de Andrade
João Sayad
Joelma
Jonas Vieira
Jorge Espírito Santo
Jorge Forbes
Jorge Guilherme Francisconi
José Aranda Gabilan
José Arthur Gianotti
José Augusto Guilhon de Albuquerque
José Carlos Costa Netto
José Carlos Dias
José Fernando Diniz Chubaci
José Ferreira de Carvalho
José Goldemberg
José Gregori
José Henrique Reis Lobo
José Julio Senna
José Maria F.J, da Silveira
Jose Pastore
José Roberto Afonso
José Salles dos Santos Cruz
Josier Vilar
Juca de Oliveira
Junior
Leiloca
Leonardo Medeiros
Leonardo Monteiro de Barros
Leôncio Martins Rodrigues
Leonel Kaz
Lidia Goldenstein
Ligia A. Piola
Linda Conde
Lu Medeiros
Luciano Benévolo de Andrade
Luciano Huck
Luis Carlos Miele
Luiz Alberto Py
Luiz Cezar Fernandes
Luiz Felipe d'Avila
Luiz Fernando Gomes
Luiz Meyer
Luiz Sérgio Henriques
Luiza Carolina Nabuco
Lulu Librandi
Luzia Herrmann de Oliveira
Lya Luft
Maílson da Nóbrega
Maitê Proença
Malak Poppovic
Marcelo Araújo
Marcelo Barbosa Martins
Marcelo del Cima
Marcelo Knobel
Marcelo Madureira
Marcelo Marques de Magalhães
Marco Antonio Villa
Marco Aurélio Nogueira
Marcos Mendonça
Marcos Moraes
Marcus Vinicus Andrade
Maria Adelaide Amaral
Maria Delith Balaban
Maria do Alívio G. S. Rapoport
Maria Helena Carneiro da Cunha
Maria Helena Gregori
Maria Helena Guimarães de Castro
Maria Inês Fini
Maria Inês Laranjeira
Maria Laura Cavalcanti
Maria Teresa Sadek
Marie-Anne Van Sluys
Marielza Pinto de Carvalho Milani
Marilda Solon Teixiera Bottesi
Marilene Talarico Martins Rodrigues
Marília Toledo
Mario Brockmann Machado
Mário Chamie
Mário Miranda Filho
Mario Saad
Mário Vedovello Filho
Maristela Kubistchek
Marly Peres
Marta Grostein
Maurício Paroni de Castro
Mauro Mendonça
Mayana Zatz
Michelangelo Trigueiro
Miguel Reale Jr.
Milton Toshio Uenaka
Moacir de Oliveira
Moacir Japiassu
Moacyr Goes
Mona Dorf
Monica Nassif
Nana Caymmi
Narjara Tureta
Neide Cruz
Nilma Fontanive
Ophelia Amorim Reinecke
Patrizia Suzzi
Paulinho Vilhena
Paulo Henrique Cardoso
Paulo Renato Souza
Pedro Hertz
Pedro Malan e Catarina
Peter Fry
Ramiro Wahrhaftig
Regina Duarte
Regina Maria Prosperi Meyer
Rejane Maria de Freitas Xavier
Renato Atilio Jorge
Ricardo Anido
Ricardo Azevedo
Ricardo Montoro
Rick & Renner
Roberto Feith
Roberto Mello
Roberto Menescal
Roberto Riff
Rodolfo Garcia Vázquez
Rodrigo Lopes
Ronaldo Bastos
Rosamaria Murtinho
Ruben Klein
Rubens Barbosa
Rui Campos
Sandy
Sérgio Amaral
Sérgio Besserman
Sergio Bianchi
Sérgio Famá Dantino
Sérgio Fausto
Sérgio Queiroz
Sérgio Reis
Sergio Xavier Fortes
Silvia Velho
Simon Schwartzman
Sônia Miriam Draibe
Stephan Nercessian
Suely Grisanti
Sylvio Fraga
Tânia Brandão e David
Tarcisio Meira
Teresa Dib Zambon Atvars
Teresa Maria Mascarenhas
Teresinha Costa
Tereza Mascarenhas
Terezinha Zerbini
Thaila Ayala
Therezinha Sodré
Tonia Carreiro
Trovadores Urbanos
Vania Toledo
Vera Bardela
Vera Brant
Vera de Paula
Vera Gimenez
Vera Vedovelo de Britto
Veridiana Toledo
Virgínia Heine
Vitor Martins
Wagner C Amaral
Walter Franco
Walter Rocha
Zelito Viana
Zuza Homem de Mello

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