14 setembro, 2009

Comentário que vale um post.

O leitor ou leitora que comentou no post abaixo foi bastante feliz nas palavras. Por isso, decidi transformar o seu comentário num post. Leiam o comentário.

"É muito difícil morar longe de casa. Tudo aqui é diferente. O que mais sinto falta é de peixe fresco e de tucupi".

É difícil morar longe de casa pra todos os estudantes. Chega desse argumento de que os índios e os negros são coitadinhos! Eles são seres humanos, e por serem, passam por problemas e são capazes de resolvê-los. E o branco que passou para uma universidade longe de casa por mérito próprio, ou seja, sem ser pelas cotas? Será que ele não sente falta de casa? Só pelo fato de ser branco?


"Como tive um ensino básico fraco, se comparado ao conteúdo exigido pela UnB, fica difícil acompanhar as disciplinas".

Mais uma prova de como o sistema de cotas é falho para a universidade. Temos que entender que estamos tratando do ensino superior. Se é superior, significa que os melhores estarão lá. Só dessa forma a universidade cumprirá seu objetivo de formar profissionais de qualidade e aptos a realizarem pesquisas de qualidade.

"Esse grande esforço vai valer a pena, pois quero ajudar o meu povo".

Ajudar o povo dela de que forma? 12,5% do território brasileiro pertencem ao povo dela. Agora, o povo dela tem direito a cotas e ela ainda recebe 1200 pra cursar a universidade. Fora as diversas políticas sociais do tipo “bolsa índio”. “Ajudar meu povo”? Essa foi a melhor desculpa que ela conseguiu pra entrar na UnB no lugar de uma pessoa mais capaz que ela?

"Não é suficiente para pagar aluguel, transporte e alimentação. Ainda bem que meus pais me ajudam".

É o cúmulo do absurdo ouvir isso de uma pessoa que se diz indígena. Quantos cidadãos que moram no DF recebem somente um salário mínimo? Coitado do estudante branco e pobre que cursou escola pública. Se ele conseguir entrar na UnB por mérito próprio, ou seja, sem cotas, nem ao menos ajuda financeira esse receberá dos pais.

"Povo que, após a colonização, não se identificam com o povo que os coloniza." Essa é a definição de índio. A partir do momento que o índio mistura a cultura dele com a nossa, ele deixa de ser índio. Essa estudante nada mais é do que uma brasileira que, com seu típico "jeitinho à brasileira", entrou na universidade se passando de coitadinha, se chamando de indígena. E o pai dessa garota, de onde ele tira o dinheiro pra ajudá-la? O pai dela é outro que se aproveita do título de índio coitadinho por ter antepassados, realmente indígenas próximos e das suas terras isoladas pra dizer que é índio. Todos nós temos antepassados indígenas, africanos e europeus. Essa é a beleza do nosso povo. Nós somos brasileiros, não somos nem brancos, nem negros, nem indígenas.



Nenhum comentário: