27 setembro, 2009

Alunos surdos ficam sem aula na Unb.

Aos meus alunos do ensino médio, especialmete os do 3° ano, aconselho que quando entrarem na universidade, em particular na Unb, evitem participar de ações truculentas e criminosas que os estudantes profissionais, que estão a serviço dos partidos mais do que da educação, lideram. Recomendo que, se querem mudar o mundo, estudem. Sejam os melhores na formação acadêmica que escolherem porque se não servir para mudar o mundo ao menos mudará a vida deles.

Vejam a última dessa vanguarda do atraso que vem se tornando a Universidade de Brasília.

A ocupação de alunos em quatro salas do ICC para transformá-las em centros acadêmicos vem causando transtornos na Universidade de Brasília. Um dos espaços foi ocupado na última quarta-feira, 23 de setembro. Os estudantes do curso de Serviço Social tomaram a sala BT-10, na ala Norte, usada para o ensino de Libras. Neste sábado, 26 de setembro, data em que se comemora o Dia Nacional do Surdo, cerca de 100 deficientes auditivos que estudam na UnB vão ficar sem aulas.

A sala equipada com aparelhos para vídeo-conferências e com captação de sinais de satélite para as aulas do Projeto Pró-Libras recebe duas turmas de surdos às quartas-feiras e nos finais de semana. O local virou espaço de convivência para os alunos de Serviço Social com sofás, frigobar, pôsteres e bandeiras. “O Instituto de Letras levou 10 anos para equipar essa sala. Jamais pensamos em ocupar o espaço de outras pessoas”, reclamou a professora Ana Adelina, do Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas. (íntegra aqui)

Não me espanta que essa invasão que desrespeita o direito dos alunos com deficiência auditiva de terem aulas numa sala adaptada às necessidades deles, tenha sido feita por esses militantes camuflados de estudantes do departamento de Serviço Social da Unb. Um departamento que tem Pedro Demo e Vicente Faleiros como professores e suas visões libertárias do mundo só poderia dar nisso.

Essa gente torpe que no discurso vive defendendo o direito das minorias e o respeito à diversidade provam com essa invasão que tudo isso é só discurso politicamente correto. Se suas demandas não são atendidas, não se costrangem de invadir uma sala de aula destinada a alunos surdos para, vejam só, fazer da sala o Centro Acadêmico do curso. Destaco um trecho:

O local virou espaço de convivência para os alunos de Serviço Social com sofás, frigobar, pôsteres e bandeiras

A Agência Unb, de onde veio a notícia, não entra em detalhes. No entanto, aposto o dedo mindinho que esses pôsteres, cartazes e bandeiras são todos de partidos de esquerda ou de assassinos que a ideologia bocó insiste em chamar de herói e revolucionário.

O que essa turminha de mafaldinhas e remelentos querem é um espaço para consumir seus psicotrópicos favoritos e promover suas festinhas animadas e bastante privadas, se é que me entendem.



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