26 maio, 2009

Quem tem orgulho da raça, racista é.

Se os parlamentares se acovardam diante do barulho da militância estridente. Se a sociedade civil organizada parece se render aos argumentos falaciosos dos racialistas, o artigo 5° da Constituição Federal é eloqüente: todos os brasileiros são iguais perante a lei, sem distinção de raça, credo, gênero ou opção sexual.

Duas decisões judiciais, ambas no Rio de Janeiro, vêm colocar as coisas no seu devido lugar. Leiam:

O TRF-Rio concedeu liminar a 15 candidatos a vagas na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que foram reprovados no vestibular por causa do sistema de cotas sociais.

É que a Ufes reserva 40% das carteiras a alunos oriundos de escolas públicas, que tenham renda familiar de até sete salários mínimos. A decisão foi da 5 Turma Especializada e suspende o ato de reprovação dos vestibulandos.

Segundo a desembargadora Vera Lúcia Lima , "é melhor criar bolsas de estudo para que os alunos carentes possam se preparar para o vestibular do que instituir cotas sociais nas universidades públicas, prejudicando estudantes que, por circunstâncias da vida, tiveram oportunidade de estudar em uma instituição de ensino particular

Fonte: aqui


O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro suspendeu, nesta segunda-feira (25), a lei que prevê o sistema de cotas para o ingresso de estudantes carentes nas universidades estaduais. A decisão é do Órgão Especial do TJ do Rio, que concedeu uma liminar ao deputado estadual Flávio Nantes Bolsonaro (PP). Bolsonaro propôs ação direta de inconstitucionalidade contra a lei de autoria da Assembléia Legislativa do Rio.

A Lei estadual 5.346, do ano de 2008, pretende garantir vagas a negros, indígenas, alunos da rede pública de ensino, pessoas portadoras de deficiência, filhos de policiais civis e militares, bombeiros militares e inspetores de segurança e administração penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço. Segundo Bolsonaro, no entanto, a lei é discriminatória e não atinge seus objetivos.

O relator do processo, o desembargador Sérgio Cavalieri Filho, votou contra a liminar. O Órgão Especial, no entanto, decidiu, por maioria dos votos, conceder a liminar, suspendendo os efeitos da lei. O mérito da ação ainda será julgado.

Fonte: aqui

Leiam aqui apenas uma mostra do que esse racialismo provocou e deduzam até onde ele pode nos levar.

Um comentário:

Fernando Sampaio disse...

Bela e corajosa iniciativa do Bolsonaro. Deveria se espalhar por aí.