12 abril, 2009

Política de cotas ou A marcha da insensatez


Ela diz que é parda, mas a Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, diz que não. E aí?
............................................................................................

O movimento começou nas universidades federais, vem ganhando espaço no mercado de trabalho, e agora, fashion que é, pretende conquistar as passarelas de São Paulo, quiçá as do mundo! Querem ver? Clique aqui.


A despeito da primeira notícia, não custa lembrar um trecho do livro Não Somos Racistas, de Ali Kamel.

A funcionária do IBGE que me ajuda com os números se disse parda ao censo, ‘parda como a Glória Pires'. Mas, para muitos, a Glória Pires é branca. Digo isso com real preocupação: quem é pardo? O pardo é um branco meio negro ou um negro meio branco? Chamar um pardo de afro-descendente é mais do que inapropriado, é errado. (...)

A despeito da segunda notícia, é oportuno conferir mais esse trecho do livro supracitado.

" O livro é uma pesquisa sobre o efeito das ações afirmativas e da adoção das cotas na Índia, na Malásia, no Sri Lanka, na Nigéria, nos Estados Unidos e em outros países. As conslusões, calcadas em fatos e números, são demolidoras. Quando as cotas surgiram na Índia, seus defensores diziam que elas durariam dez anos. Isso foi em 1949, e até hoje elas estão em vigor, ampliadas. O mesmo aconteceu em toda parte, em todos os países do mundo que adotaram a experiência. (...) O Brasil não será uma exceção no futuro: livrar-se das cotas será uma tarefa praticamente impossível numa democracia de massas como a nossa, em que a pressão de grupos organizados é decisiva na eleição de um parlamentar ou mesmo de um presidente."

Caminhamos para a segregação baseada na cor da pele. Uma lástima!

Nenhum comentário: