06 fevereiro, 2009

Último post...




 CHOPIN - TRISTESSE

A Morte absoluta (Manuel Bandeira)

Morrer.
Morrer de corpo e de alma.
Completamente.

Morrer sem deixar o triste despojo da carne,
A exangue máscara de cera,
Cercada de flores,
Que apodrecerão - felizes! - num dia,
Banhada de lágrimas
Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.

Morrer sem deixar porventura uma alma errante...
A caminho do céu?
Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?

Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra,
A lembrança de uma sombra
Em nenhum coração, em nenhum pensamento,
Em nenhuma epiderme.

Morrer tão completamente
Que um dia ao lerem o teu nome num papel
Perguntem: "Quem foi?..."

Morrer mais completamente ainda,
- Sem deixar sequer esse nome.

4 comentários:

Lelec disse...

Como assim "último post", Zé?!

Assim você me assusta, mon ami!

Por mais lindo que seja o poema de Bandeira, por mais tocante que seja a melodia de Chopin, por mais terna que seja a foto que ilustra o texto, não fiquei com uma sensação boa ao imaginar o porquê deste post.

Espero que esteja tudo bem com você e com todos os seus.

E, se precisar de alguma coisa e se eu puder ajudá-lo dessa lonjura toda, pode contar comigo!

Grande abraço,

Lelec

PS: Muito obrigado pelas suas palavras lá no Terceira Margem. Já as respondi com um agradecimento lá mesmo no blog.

Anônimo disse...

Como assim, meu ex professor?
Vai parar de escrever?

Larissa

Anônimo disse...

Ué,que acontece,é alguma jogada de marketing blogueiro,Zé?
Espero que continue escrevendo,e esteja tudo bem com a saúde.Você faz bem em delatar as mentiras que a esquerda teima em produzir.Não desanime.Precisamos de seu espírito combativo.

Abraços,

Flávia.

Fernando Sampaio disse...

Vai nos abandonar Zé?