15 janeiro, 2009

Mãe e filho


O resultado do exame de DNA comprovou que o bebê Gabriel é mesmo filho de Alexandre Maciel e Alexsandra Santos de Oliveira. Qual a relevância da informação? Ora, os pais de Gabriel têm a pele preta e o bebezinho não só tem a pele branca como os olhos azuis. A mãe, de 25 anos, desconfiou de troca de bebês e exigiu que o hospital Azevedo Lima, em Niterói, fizesse um exame de DNA.

Em tempos de cotas, melhor sorte teria o pequeno Gabriel se tivesse nascido com bem mais melanina, não acham?

Eis mais uma prova cabal de que essa idéia racialista de dividir a população brasileira pela cor da pele é uma estupidez. "Ah, você fala isso porque tem a pele branca e nunca sofreu discriminação", atacam-me alguns bocós. Beócios! Minha mãe tem a pele preta e os meus beiços denunciam logo minha ascendência africana. Já fui discriminado por ser pobre, por não saber comer de garfo, por ser do nordeste e nunca me abati com isso. Eu canto e ando para quem me discrimina seja por qual motivo for. Ademais, racismo é crime. Encontre um racista e o denuncie.

Imaginem Gabriel com 18 anos prestando vestibular na Unb:

- Você tá louco, rapaz? Inscrever-se por cotas?

- Por que não? Meus pais são negros e aqui está meu exame de DNA para comprovar minha origem.

- Que é isso, rapá? Você branquinho do olho azul querendo cotas, cai fora!

- Maldita genética!

7 comentários:

Lelec disse...

É, Zé, a genética pregou uma peça nesse neném.

Só espero que, quando o menino for fazer vestibular, daqui a uns 18 anos, já não existam cotas raciais no Brasil.

Abraço,

Lelec

rosa disse...

Neste caso até se provar que focinho de porco não é tomada, imagine a cena, a primeira coisa que passou na cabeça do pai da criança?
E até lá adeus cotas, ou não como diria Caetano (hehehe)neste país quantidade e superior a qualidade.

Abraços Rosa

Fernando Sampaio disse...

Essa idéia de raça é ridícula, ainda mais nessa mistureira que é o Brasil, mistureira da qual nos orgulhávamos até um tempo atrás...

Anônimo disse...

Não que isso seja importante, mas só pra constar, faz um tempinho que tu já sabes comer de garfo zé.

Vinicius disse...

Realmente, uma prova de que cotas raciais são furadas, mostrando que isto não passa de um grande PRÉconceito daqueles que estão no poder, que criaram e continuram com isto. Por outro lado, as cotas ajudam, e muito, aqueles negros da favela que não tem condiçoes de conseguir uma vaga para a faculdade no vertiba tradicional, mas quando entram na faculdade, conseguem acompanhar os demais, porém, os negro pobres que entram pelas cotas são minoria, como todos sabem. As cotas hoje excluem uma grande parcela pobre da população, pois é branca, isto não é racismo?, preconceito para ambos os lados.
Vinicius Ribas

Nilton disse...

Até onde eu sei o sistema de cotas não é para negros e sim afrodescedente. Conheço muitas pessoas que entraram na UnB por cotas mesmo sendo caucassianas, pelo fato do pai ou mãe ser negro.

Problemas o garoto não terás, mas espero não ver cotas em 2027 na UnB.

Esperança e sogra são as últimas que morrem.

Zé Costa disse...

Nilton, meu caro, você está me zoando, é isso? Pessoas caucasianas, na Unb, pelo sistema de cotas? Vá tirar onda em outro lugar, mané!

Você nunca ouviu falar do escâdalo dos gêmeos univitelinos? Não? Vá pesquisar!