05 dezembro, 2008

"O homem do Sífu"

É por causa de um texto como o que segue abaixo que não deixo de ler o Reinaldo Azevedo.

Do blog do Reinaldo Azevedo

Lula só pode ter voltado a abusar da água mineral. Não há outra explicação. No discurso em que, na prática, ficou tentando encontrar culpados para as dificuldades que a economia brasileira já enfrenta, ele começou dizendo que é um Dom Quixote. Tá. Inteligente ele é, já afirmei aqui umas 500 vezes. Mas é de uma ignorância oceânica. A único traço de caráter apreciável da personagem de Cervantes era a inocência. No mais, bem..., era um desastre. E Lula não tem a metade da inocência daquele. Ademais, o que, naquele, era loucura, neste, é puro método. Se ele é mesmo um Dom Quixote, o desfecho será o pior possível. Adiante.

Encantado com o som da própria voz — um dos males que amiúde o acometem —, disse que o mercado financeiro é como um filho adolescente rebelde, que não quer saber do pai e da mãe... E foi adiante, vermelho, falando alto: “Quando o mercado tem uma dor de barriga, e, nesse caso, foi uma diarréia braba, quem é chamado? O Estado, que eles negaram por 20 anos". Entenderam? O Estado é o pai e a mãe da sociedade. Santo Deus!

Era pouco? Era pouco! Explicando por que prega tanto otimismo, Lula aí se comparou a um médico que estivesse atendendo a um doente. E indagou: “O que você fala? Dos avanços da medicina ou olha pra ele e diz ‘SÍFU’?” Sim, Lula empregou a palavra “SÍFU” num discurso oficial.

Bem: “SÍFU”, vocês devem saber, é uma forma sincopada da versão vulgar do verbo “copular”, mas numa estranha e improvável forma reflexiva. O “si” vem do “SE”, e o “FU”, da primeira sílaba do sinônimo de “copular”, mas trocando o “O” pelo “U”, entendem? E, na forma reflexiva, aquele sinônimo perde toda a carga positiva. Quem "sífu" está estrepado.

Isso é Lula, é normal. O seu gosto pelo tabuísmo é notório e conhecido. Mas o mais interessante é outra coisa. Recuperando-se o contexto da sua fala, fica claro que, para o “médico” Lula, o paciente Brasil “sífu”.

O país, muito melhor do que seus políticos, vai resistir. Ainda bem! Mas, sob muitos pontos de vista, o que se vê aí é o fundo do poço. Vamos torcer para que a economia mundial se recupere logo.

2 comentários:

Anônimo disse...

Sempre que alguém dá sua visão crítica de Lulla, seu governo, do PT, a recorrente atitude dos criticados é chamar quem criticou de : "preconceituoso, colonizado, membro da detestável elite branca"!


Pois bem, é claro que pregar uma etiqueta, ou várias na testa de quem quer que seja é mais fácil do que produzir uma resposta um pouco mais inteligente, com algum conteúdo, do que a simples desqualificação do tipo : "ah...ele critica Lulla porque é preconceituoso". É difícil contrapor-se a essa simplificação reducionista e burra.
Já deve estar claro e escancarado, que não gosto de Lulla, do PT, e de tudo que a eles esteja relacionado!
Não gosto do elogio à ignorância, da simplificação estúpida de todos os fatos da vida, da vulgaridade, do despreparo amador, da dissimulação, dos baixos valores, da ausência de moral, da decadência dos costumes, do vale-tudo da política, da "ética" degenerada e criminosa dos "fins que justificam os meios", e "last but not least" a ideologia torta que serve de biombo para todos os mal-feitos, que estão entranhados na alma, no comportamento, na ação, de Lulla, do PT, de seu "entorno" putrefato!
Se isso é ter preconceito, não se pode deixar de caracterizar quem pensa dessa forma, de preconceituoso.
Tome-se o discurso de Lulla, ontem (O parêntese é para observar, o tanto de discurso que esse inimigo da língua produz, várias vezes ao dia. Será que esse cara pensa que governar é discursar?) em que visivelmente alterado (Não deve ter tomado apenas água no almoço), distribuiu sua vulgaridade, seu complexo de inferioridade, sua xenofobia provinciana, a uma claque de áulicos sempre dispostos a gargalhar diante de piadas de mau gosto, metáforas forçadas, e a exibição pública da ignorância orgulhosa do discursante.
E falou bobagem mais uma vez : "aqui a crise é pequena, quem inventa a crise é a oposição, não se deve falar a verdade ao povo, tem mais é que consumir, se endividar", e na apoteose da falação descoordenada, "não se diz ao doente que ele SIFÚ" !
Espero, ardentemente, que ele, Lulla, estivesse mesmo sob os eflúvios de águas químicas, destiladas ou fermentadas.
Se não for o caso (o que duvido) nós é que NOSFÚ....
Frodo Balseiro

Lelec disse...

Não sou muito fã do Reinaldo, você sabe bem, caro Zé Costa. Mas reconheço: ninguém melhor do que ele para apontar e criticar as fanfarronices e besteiras lulo-petistas!
Abraço,
Lelec