21 dezembro, 2008

As Testemunhas de Jeová, eu e o Blogildo.

Foi pelo tempo do Natal... como escreveu Cecília Meireles em seu livro Romanceiro da Inconfidência, que tive um - mais um nessa minha atividade de blogueiro - estranhamento com o Blogildo. Naqueles idos, revelei aqui que eu não entendia suas opiniões sobre o natal, a alma, o inferno, a trindade, a repulsa pela comemoração de aniversários até pesquisar e descobrir que o autor do blog pertencia a uma seita nascida nos Estados Unidos no século XIX, conhecida por Testemunhas de Jeová. Também na ocasião, afirmei que o autor do blog escondia de seus leitores que ele pertencia a essa seita e que isso não era uma atitude honesta. Foi nesse ponto que Blogildo se indispôs comigo. Provou-me que no próprio blog dele havia inúmeros - não tanto assim, diga-se - posts onde ele declarava a sua fé, portanto não era um desonesto. O fato de vários de seus leitores - eu me incluía nesse rol - desconhecer a sua religião era prova de que não eram seus leitores, argumentou.

O assunto ficou conhecido como a Polêmica e, coincidência ou não, hoje muita gente, mesmo leitores recentes, sabem que o Blogildo segue os ensinamentos dessa seita cristã. Volto a esse tema não para reavivar a polêmica, mas para deixar aqui um registro sobre a seita que foi publicada na revista Veja em 8 de janeiro de... 1969. A matéria aborda as profecias que a seita fez e que se confirmaram e chama a atenção para algumas novas profecias. É preciso conferir.

A matéria faz um resumo, acanhado, diga-se, das crenças básicas da seita, mas no conjunto, entendo, bastante positivo sobre a fé dos jeovitas. Para acessar a matéria clique aqui

PS: clique aqui e conheça um blog especializado em combater as doutrinas jeovitas e os anciãos de a Torre da Vigia

Um comentário:

Lelec disse...

Olá Zé,

Certa vez, quando ainda era médico residente, a equipe em que eu trabalhava se deparou com uma situação difícil: fazer ou não a transfusão de sangue em uma criança filha de jeovitas. Optamos por fazer, porque, no Código de Ética Médica, há um precedente para que o médico tome as atitudes necessárias para salvar a vida de uma pessoa, sem comunicar antes à família, caso não haja tempo disponível para a discussão. Era mesmo urgente e fizemos a transfusão, sem a qual a menina morreria.

Conhecer bem as diferentes fés é fundamental para saber lidar com as pessoas. Valeu pela dica do artigo.

Abraço,

Lelec