26 outubro, 2008

Duas notas.

Li, ontem, um textinho do embusteiro-mor da Folha, o jornalista Gilberto Dimenstein. A capacidade que Dimesntein tem de ser engraçado pretendendo ser sério e analítico, é insuperável! Será que o Faustão não poderia convidá-lo para participar do quadro de piadas do programa? Mas aí, para dar certo, tem que dizer para o Dimenstein que ele fará uma análise da eleição municipal de São Paulo, do contrário, ele não tem graça. Mas já tergiversei demais. Voltando.

Gilberto Dimenstein afirmou, naquilo que a Folha de São Paulo chama de coluna, que a vexatória derrota de Marta Suplicy nas eleições deste domingo não será por culpa dela nem dos seus marqueteiros. Mais: Para Gilberto, o Dimenstein, a derrota do PT na cidade de São Paulo não será a derrota de Marta. O PT que já inventou o crime sem crimonoso (lembram do mensalão sem mensaleiro? Do dossiê sem autor? Do dinheiro sem dono?), foi premiado por Gilberto Dimenstein com mais uma desculpa cínica: a derrota sem derrotado. Esses petralhas são mesmo muito óbvios.



Henrique Meirelles

Em Miami, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, aconselhou que as piadas e as observações levianas sobre a crise devem ser evitadas. Segundo ele, a atual crise financeira que abalou os mercados mundiais e que, ao que parece, ainda não mostrou sua face mais terrível, é séria demais para se fazer gracejos. A advertência de Meirelles bem que poderia servir para o presidente Lula, que começou dizendo que a crise não "atravessaria o atlântico" - sei lá onde ele pensa que ficam os Estados Unidos - depois que, no Brasil, a crise chegaria apenas como uma "marolinha", e, finalmente, que a crise é mesmo séria, mas que estamos sólidos para enfrentá-la. Será? Espero que sim.

Essa glossolalia histriônica de Lula já foi identificada outras vezes. Lembro que em julho, quando as commodities externas pressionavam os preços, Lula andou falando as bobagens de sempre, como se ainda fosse o peão de São Bernardo e estivesse metido num "pega bebo", com os olhos esbugalhados e as bochehas vermelhas por causa do terceiro quartinho de cana. Quando lembraram a ele que ele é o presidente da república, aí com a mesma denvoltura, ele reviu suas opiniões irresponsáveis. Na ocasião, escrevi:

Sobre certos assuntos, um político com cargo executivo deveria adotar aquela atitude blasé de diplomatas que costumam falar muito e não dizer nada. Em assuntos espinhosos, onde uma declaração atabalhoada ou frívola pode ameaçar esforços da área técnica do governo, um político com cargo executivo deveria limitar-se a prestigiar sua equipe, dando provas inequívocas de que confia no trabalho que está sendo feito.

Acho que Meirelles concordaria com essa minha opinião. Hehehehe.

Um comentário:

Thiago Henrique Santos disse...

O que me mata é ter passado minha vida inteira morando em São Bernardo.

A presença do PT lá é tão repugnante que, até onde fui informado, o candidato petista "virou" na contagem das urnas.

Ok que em SBC a coisa é feia, é a típica situação do se correr o bicho pega e se ficar o bicho come.

Em todo caso, alguém dê aulas de geografia pro Lula com urgência...