31 outubro, 2008

Elisabeth, monstro ou vítima?

Em muitas situações, mas sobretudo na vida profissional, incidentes costumam provocar constrangimentos. Em todas essas situações, a versão vale mais do que a verdade. Vejam o caso da professora de educação infantil da escola classe 54, na Ceilândia, Elisabeth Barros. Num primeiro momento, o Correio Braziliense noticiou que ela teria segurado um aluno de 5 anos para ser agredido pelos coleguinhas como uma forma de castigá-lo, afinal, esse garoto costumava se envolver em brigas com os colegas de turma.

A história, por si só, é tão absurda que ainda me custa acreditar nela. Na matéria, o Correio ouviu a mãe do garoto agredido, a diretora da escola, os outros pais da turminha, mas nada de ouvir a professora. O jornal alega que Elisabeth Barros não quis falar com a imprensa,pois estaria abalada com a repercussão do fato.

Na edição de hoje, o Correio põe em manchete de primeira página a versão da professora. E sua versão deixa a história mais verossímil, é verdade. Mas...adianta? acho que não.

O menino de 5 anos - pivô da confusão - tem um histórico de brigas na escola. A própria mãe do garoto, a funcionária pública Rejane Vieira Urani, 36 anos, admite que o filho envolveu-se em dois incidentes que acabaram provocando ferimentos em seus colegas. Segundo a professora acusada, havia um risco iminente do menino ser expulso da escola - na verdade transferido - caso mais um incidente acontecesse. Por isso, decidiu não comunicar a confusão à direção. A diretora da escola confirmou que o risco de "expulsar" o aluno existia.


Alarmada com a repercussão do caso, a professora buscou ajuda no sindicato dos professores. Precisou, antes, filiar-se e só assim o sindicato assumiu a defesa dela.

A professora cometeu muitos erros nesse caso. Mas o que pesa contra ela é a acusação - contada pela mãe do menino de 5 anos e, segundo o jornal, confirmada pelos alunos, de ter segurado a criança e permitido que os coleguinhas batessem no rosto dele como uma forma de puni-lo. por ele ter batido neles antes. O jornal assegura que a professora chorou, arrependida da atitude que tomou, chegando a pedir desculpas aos pais da criança.

A professora errou quando deixou sem supervisão um aluno com histórico de agressividade, sozinho, simulando uma briga com outros colegas. Ela também errou quando não comunicou o incidente à direção - e aqui a estória que ela conta faz sentido, mas revela uma ingenuidade sem tamanho e certamente enfraquece sua defesa. Porém, o erro mais sério foi o de ter segurado o aluno para apartá-lo da briga. O manual diz que o professor deve, sempre, evitar tocar o aluno. O ECA poderá ser usado contra o professor. Por isso, D Elisabeth, sua situação está feia. Em casos assim, não interessa se o professor é inocente, ele nunca estará com a razão.

De todo esse imbroglio, fica uma lição para nós professores: em qualquer incidente em sala de aula, o profissional precisa, sempre, estar vigilante para que algo que diga ou faça não possa ser mal interpretado e acabe virando notícia de jornal, maculando de maneira irreversível a imagem de um profissional.


30 outubro, 2008

Os ratos voltaram

Os ratos voltaram! Vejam o que um deles escreveu sobre um post publicado em julho deste ano:

Não sei se vomito pelo que foi dito ao final do post (a matéria sobre o a teoria de Malthus está perfeita)ou pela quantidade e péssima qualidade dos comentários.
Difícil tarefa...
Acho que estão necessitando exercitar seu lado humano e não se esquecerem de que o mercado é inflexível com TODOS, inclusive vocês.
Ah! Muito me admira um professor de História ter um pensamento tão mercadológico assim.

Escola liberal é a melhor? Mas nós só temos escolas liberais, meu caro. Veja o exemplo do autor do post. Por isso mesmo a burrice impera no mundo.
Fui!

Das sandices que ele ou ela escreveu acima, quero destacar uma frase que revela seu pensamento totalitário: "Ah! Muito me admira um professor de História ter um pensamento tão mercadológico assim."

Você só descobriu agora que eu não sou da patota? Entendo sua surpresa. Ainda bem que existem professores de história como eu, assim, sempre haverá o "outro lado", não? A minha existência e a de tantos outros que não se deixam enganar pela boçalidade de gente como você, são como uma vacina contra a esquerdofrenia.

diz o sujeito epiceno que só existem escolas liberais. Beldroegas! Nas salas de aula desses país o que mais se vê é professor boçal a demonizar o liberalismo.

Pensamento mercadológico? O que é isso? Tá certo, anônimo, agora me oferece uma saída melhor do que a do mercado, por favor!


Querem uma prova que a idiotia dessa gente é uma marca da esquerda? Leiam com atenção o comentário acima e percebam a gramática perturbada! Lembrem-se: erquerdista odeia a gramática!

29 outubro, 2008

"As digitais"


Na imagem acima, a dedicatória carinhosa que o jornalista Reinaldo Azevedo deixou no meu exemplar de O País dos Petralhas!

"Zé Costa, Ensinar é a mais nobre das missões. E, você sabe, hoje é preciso atravessar as brumas da mistificação. Mas venceremos!"

Reinaldo. Out/2008

Para quê mais?

28 outubro, 2008

Eu estive lá!



Acima, fotos da noite. Os créditos das fotos são de D. Costa, que mesmo cansada - havia dado um plantão de 12 horas - fez o sacrifício e esperou mais de duas horas para registrar o momento.

Meus caros leitores.

Cheguei, há pouco, do lançamento de O País dos Petralhas, aqui em Brasília. Para variar, atrasei-me um pouco, mas o suficiente para não ganhar o chapéu. Não faz mal! Ganhei muito mais! Também perdi a chance de encontrar um lugar mais confortável para ouvir o bate papo de meia hora com o autor, mas mesmo assim, tive a chance de ouvir e intervir na conversa agradabilíssima com a qual o jornalista Reinaldo Azevedo nos brindou nesta noite.

Observei com atenção as pessoas que lá estavam, e, todas, como eu, estavam extasiadas com as palavras de Reinaldo Azevedo. advogados, professores, intelectuais, políticos, jornalistas, assessores parlamentares, uma penca de gente foi lá prestigiar o lançamento do livro. Não arrisco um palpite sobre quantas pessoas por lá passaram, mas asseguro que foram muitas!

Reinaldo Azevedo com uma gentileza que quem lê os seus textos não imagina que ele possa ter, franqueou a palavra aos presentes. O cientista político da Unb, professor Kramer, foi o primeiro a se manifestar. Outros o fizeram.

Eu, muito nervoso, hesitante, também falei. Estava emocionado. Iniciei fazendo um agradecimento público. Disse que a revista Primeira Leitura e os textos que ele publicou e publica no blog fizeram mais pela minha formação intelectual que os quatro anos de graduação em História na UFPE. Pedi, então, que ele comentasse sobre a doutrinação ideológica a que os alunos estão submetidos nas escolas e nas universidades. Foi uma interevenção simples, acanhada, sem nenhum brilho, mas que para mim será inesquecível!

Depois de quase duas horas na fila, finalmente, pude receber a dedicatória do autor. Uma dedicatória gentil. Em breve, vou repoduzi-la aqui.





26 outubro, 2008

Gilberto, o derrotado!

(Leia primeiro o post abaixo)

O jornalista Reinaldo Azevedo comenta o textinho de Dimenstein. Leiam, vale a pena!



Discordo de Dimenstein do título ao pé biográfico

Gilberto Dimenstein escreveu um texto intrigante na Folha Online. Não conseguiu superar, certamente, a, digamos assim, análise feita por Nelson de Sá na Folha de sábado: ele viu uma vitória avassaladora de Marta Suplicy (PT) no debate com Gilberto Kassab (DEM) ocorrido na sexta, na Globo. Ninguém mais viu. Eu estava lá. Percebia-se ao vivo a vitória de Marta estampada no rosto dos petistas... Mas volto ao texto de Dimenstein, cujo título é “A culpa da derrota não é de Marta”. Segue em vermelho, com comentários meus, em azul.

O debate da TV Globo precisaria ter sido devastador contra Gilberto Kassab para evitar a derrota nas urnas de Marta Suplicy, agora centro de acusações dentro do PT.
Pois é. Não só não foi devastador como o candidato do DEM venceu. É o que indicam todos os levantamentos. De Sá ficou — e talvez Dimenstein também —fascinado com a insistência da petista em ligar Kassab a Pitta, o que Alckmin e a própria Marta tentaram, sem sucesso, durante o primeiro turno. O comentarista de TV da Folha chegou a chamar isso de tática “bate-estaca”. Sei. Kassab fulminou a iniciativa com o que é fato, não gosto: ele se afastou de Pitta e rompeu com o ex-prefeito. Marta continua em companhia dos mensaleiros. Verdade ou mentira? A propósito: o texto de De Sá estava tão bom, que foi muito elogiado no blog de Felipe Belisário Wermus, o auto-intitulado Luís Favre... Sigamos com Dimenstein.
Nem ela nem seus marqueteiros são culpados pela derrota na disputa municipal.
Ele tem razão. A "culpa" é mesmo do eleitor, não é?, que insiste em não votar em Marta.

Ela não vai perder por causa de sua taxa de rejeição nem pelo fato de seu discurso não priorizar a classe média.
Em primeiro lugar, o discurso de Marta “priorizou”, sim, a classe média, quem disse que não? Tanto assim, que passou boa parte do tempo fazendo mea-culpa por causa das taxas que criou. O factóide “Internet Grátis” também tinha esse apelo — ela só se esqueceu de que 60% dos lares paulistanos ainda não têm computador. E aquele locutor de óculos modernos, barbicha estilo Vila Madalena e um jeito muito severo e sensível de encarar a câmera e falar entre suspiros? É classe média que leva o poodle pra passear... Mas não deu certo. Tanto não deu, que, na reta final e no desespero, ela decidiu cair nos braços do povo, como reconhece Wermus. Segundo o maridão, ela voltou a vestir vermelho e foi pra guerra. De fato, ao longo da campanha, Marta só vestia azul.
REJEIÇÃO – Dimenstein também revoluciona toda a teoria sobre pesquisas eleitorais. Alô, Mauro Paulino, diretor do Datafolha. Seu emprego está ameaçado. Dimenstein descobriu — e gostaria de saber onde colheu os fundamentos teóricos de tal descoberta — que uma taxa de rejeição de 40% (segundo o Ibope; não lembro a medida pelo Datafolha) é só fator lateral numa disputa. Ele poderia provar o que diz citando casos de pessoas que tenham sido eleitas exibindo tal índice.

Esses fatores contribuíram, claro, explicam até a larga distância nas pesquisas em relação ao prefeito — mas não são a causa principal da derrota.

Então vamos ver a causa principal.
Há um fato essencial, o resto me parece detalhe. O eleitor estava de olho nas realizações locais e, até porque teve mais dinheiro e pegou obras e licitações em andamento (nisso Marta tem razão), Kassab pôde apresentar mais realizações do que sua oponente.
Huuummm... Ainda bem que ele diz que “Marta tem razão” porque, de fato, ele repete os argumentos de campanha do PT. A questão é saber se Kassab apresentou mais realizações só porque teve mais dinheiro ou se porque empregou direito esse dinheiro, não é mesmo? Veja só, Dimenstein: um prefeito pode pegar R$ 400 milhões e enterrar em dois túneis que enchem d’água quando chove, porque malfeitos, e que terminam num sinal de trânsito, de sorte que este administrador genial transfere o engarrafamento que está sobre o solo para o subsolo.
Quanto às licitações, o argumento beira a puerilidade: nenhum cidadão usufrui de licitações. Ele usa é a obra pronta. Ou bastaria a um administrador sair licitando coisa por aí e deixar o pepino para o sucessor. Tenha dó! De resto, o argumento é falso.

Marta corretamente tentou buscar o passado e melhorar as comparações, trazendo as ligações do prefeito com Celso Pitta; Kassab fez tudo para trazer o debate para o presente, ajudado por uma propaganda eficaz.
Como é? A palavra “ligações” (de Kassab com Celso Pitta) faz supor que se tinha naquele caso algo além de coligações partidárias, o que é normal na democracia. De resto, quem disse que Kassab discutiu só o presente — onde, com efeito, ele tem muito a mostrar? Discutiu também o passado: o PT mensaleiro, as obras paradas que a ex-prefeita deixou, a dívida de quase R$ 2 bilhões... Ou nada disso faz parte do passado — e do presente — de Marta?

Seria absolutamente anormal que qualquer candidato, por melhor que fosse, derrotasse um governante com 60% de ótimo e bom. Se Kassab merece essa avaliação é outra coisa — mas a tendência do eleitor é querer manter o que considera que vai bem.
Huuummm, parece que Dimenstein não acha a avaliação justa. Talvez seja um daqueles casos clássicos em que a gente percebe que o povo, coitado!, não sabe julgar.

Por isso, Lula não teve o efeito que se imaginou. Nem acredito que Serra tenha sido decisivo para o desempenho do prefeito.
Os tucanos e democratas não usaram Serra na campanha. Os petistas é que insistiram em Lula.

Acusar Marta e seus assessores e marqueteiros pela derrota é não conhecer como, neste momento, funciona a cabeça do eleitor paulistano.
O jornalista conhece. Sendo como ele diz, Marta nem deveria ter-se candidatado, não é mesmo?

Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha.
É a primeira vez na vida que discordo de um pé biográfico. Pô, tá na hora de a Folha Online atualizá-lo. Gilberto Dimenstein nasceu no dia 28 de agosto de 1956 — e está com 52. Se bem que ele poderia ter escrito esta coluna aos 48, há quatro anos, quando Marta perdeu para Serra. A Folha popularizou essa conquista do jornalismo: sempre informar a idade. Sejamos rigorosos.

Duas notas.

Li, ontem, um textinho do embusteiro-mor da Folha, o jornalista Gilberto Dimenstein. A capacidade que Dimesntein tem de ser engraçado pretendendo ser sério e analítico, é insuperável! Será que o Faustão não poderia convidá-lo para participar do quadro de piadas do programa? Mas aí, para dar certo, tem que dizer para o Dimenstein que ele fará uma análise da eleição municipal de São Paulo, do contrário, ele não tem graça. Mas já tergiversei demais. Voltando.

Gilberto Dimenstein afirmou, naquilo que a Folha de São Paulo chama de coluna, que a vexatória derrota de Marta Suplicy nas eleições deste domingo não será por culpa dela nem dos seus marqueteiros. Mais: Para Gilberto, o Dimenstein, a derrota do PT na cidade de São Paulo não será a derrota de Marta. O PT que já inventou o crime sem crimonoso (lembram do mensalão sem mensaleiro? Do dossiê sem autor? Do dinheiro sem dono?), foi premiado por Gilberto Dimenstein com mais uma desculpa cínica: a derrota sem derrotado. Esses petralhas são mesmo muito óbvios.



Henrique Meirelles

Em Miami, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, aconselhou que as piadas e as observações levianas sobre a crise devem ser evitadas. Segundo ele, a atual crise financeira que abalou os mercados mundiais e que, ao que parece, ainda não mostrou sua face mais terrível, é séria demais para se fazer gracejos. A advertência de Meirelles bem que poderia servir para o presidente Lula, que começou dizendo que a crise não "atravessaria o atlântico" - sei lá onde ele pensa que ficam os Estados Unidos - depois que, no Brasil, a crise chegaria apenas como uma "marolinha", e, finalmente, que a crise é mesmo séria, mas que estamos sólidos para enfrentá-la. Será? Espero que sim.

Essa glossolalia histriônica de Lula já foi identificada outras vezes. Lembro que em julho, quando as commodities externas pressionavam os preços, Lula andou falando as bobagens de sempre, como se ainda fosse o peão de São Bernardo e estivesse metido num "pega bebo", com os olhos esbugalhados e as bochehas vermelhas por causa do terceiro quartinho de cana. Quando lembraram a ele que ele é o presidente da república, aí com a mesma denvoltura, ele reviu suas opiniões irresponsáveis. Na ocasião, escrevi:

Sobre certos assuntos, um político com cargo executivo deveria adotar aquela atitude blasé de diplomatas que costumam falar muito e não dizer nada. Em assuntos espinhosos, onde uma declaração atabalhoada ou frívola pode ameaçar esforços da área técnica do governo, um político com cargo executivo deveria limitar-se a prestigiar sua equipe, dando provas inequívocas de que confia no trabalho que está sendo feito.

Acho que Meirelles concordaria com essa minha opinião. Hehehehe.

22 outubro, 2008

De Paula a Paulo ou foi mal aí, santa Paula!

Um dos traços marcantes da religião católica é a crença nos santos. Mais: é a crença na intercessão dos santos junto ao Deus Pai, Todo Poderoso. A Igreja, atualmente, é bem mais cautelosa quando eleva um católico à condição de santo. Na verdade, os trâmites exigidos pelo Vaticano para conceder tal honraria a um católico passa pela comprovação do milagre e, mesmo assim, primeiro beatifica-se e só depois, com mais dois ou três milagres comprovados, dá-se o título de santo.

Quem disse, todavia, que para as pessoas simples, de pouca instrução escolar e com uma fé fervorosa no coração, os trâmites do Vaticano são importantes? Para elas, basta a convicção de que um padre, uma freira ou um frei levaram uma vida santa, que já são tidos como tais e merecedores de devoção como se santos fossem. Assim, temos aos montes religiosos e religiosas que nem sequer foram beatificados, mas que são venerados como se santos fossem.

Dois exemplos clássicos no Brasil, e, em particular, no nordeste, são o Padre Cícero e o Frei Damião. Para o povo simples, sobretudo do semi-árido nordestino, Padre Cícero e, em menor medida, mas com igual fervor, Frei Damião, foram homens santos, portanto, merecedores de devoção. Chegam aos milhares os romeiros que todos os anos visitam os locais onde estão enterrados esses dois religiosos. O Vaticano não precisa beatificá-los e santificá-los, os católicos do semi-árido já o fizeram e para eles isso basta.

Pode-se com racionalidade questionar essa atitude devocional dessa gente simples, sofrida e de fé fervorosa. Pode-se, inclusive, chamá-los de fanáticos, ignorantes, legítimos representantes do catolicismo popular. O que não se pode é acusá-los de incoerentes na sua fé. Afinal, beatificaram e santificarm católicos que para eles levaram uma vida de dedicação aos mais pobres e ao evangelho. A devoção a esses dois religiosos em particular está bem restrita ao nordeste e mais especificamente aos católicos do semi-árido.

O que me espanta é a devoção que algumas pessoas têm sobre certos indivíduos que nem cristãos eram. Gente que nos livros - pessimamente escritos, diga-se de passagem - fingindo falar de solidariedade, enxergava o mundo como os maniqueístas e pregava abertamente que os bons deveriam derrotar, ou melhor, eliminar os maus. Gente que defendia e era entusiasta da ideologia da morte, da intolerância, mas que revestia seu discurso com um futuro promissor onde todos seriam iguais, felizes e livres. Lorota, engodo, mistificação.

No encontro do qual participei, vejam só, chegaram a comparar a pedagogia picareta de Paulo Freire com os conselhos pedagógicos de Santa Paula Frassineti, religiosa italiana do século XIX e que foi canonizada pelo Papa João Paulo II em 1984. A coitada só não se revirou e rogou uma praga porque é santa e como santa nunca terá o desprazer de encontrar Paulo Freire no céu, se é que me entendem.(hehehehe)

Paulo Freire foi transformado em um santo. Não só no nordeste e não só pelos católicos. Está no altar dos pedagogos, sobretudo os de esquerda e daqueles que por preguiça e para seguir a manada, acham seu trabalho o máximo!, embora pouco tenham lido sobre ele. A verdade é que , à exceção dos pedagogos, os estudantes de licenciatura lêem uma xerox de um capítulo de Pedagogia da autonomia ou do Oprimido e dizem que leram Paulo Freire. Leram nada e fizeram muito bem! Eu, caxias, li e não me tornei melhor do que os meus colegas que não leram ou que só leram um trechinho. Chego a pensar que mais do que perder tempo, essa leitura criteriosa me tornou um professor pior. Ainda bem que fui curado! Criticá-lo equivale a chutar a imagem da santa, a cuspir na cruz, a blasfemar! Lixo!

Quando, meu Deus, o curso de formação de Professores rejeitará a influência perniciosa e pernóstica de Paulo Freire? Quando essa bobagem de "educador" sairá da nomenclatura dos pedagogos progressistas? Quando essa idéia utópica e falsa de que o professor deve tornar os alunos cidadãos éticos, morais, respnsáveis será rechaçada como uma ambição desmedida.? Não se ensina ética, moral e responsabilidade com discursos enlatados, politicamente corretos e supostamente humanistas; Com metáforas pobres ou com narrativas piegas, mas com exemplo. A ética e a moral preconizada por Paulo Freire, segundo ele ensina em seu horroroso livro A Pedagogia do Oprimido é "pensar certo" que na visão dele é pensar como um esquerdista bocó, cheio de boas intenções, mas com um viés totalitário escondido.

Se minha ética for a da individualidade que premia o esforço de cada um, para Paulo Freire eu estaria sendo um "educador" bancário, conservador e na sua visão maniqueísta, um educador do mal. Se eu, na minha prática pedagógica, impuser regras, objetivos e conduzir a aula de maneira a chegar no melhor resultado possível ainda que desagrade o aluno preguiçoso e indisciplanado; para Paulo Freire eu estaria sendo autoritário. Um educador que escraviza, não que liberta. Minha única ambição com meus alunos é lbertá-los da ignorância. O resto eles aprendem em casa, na rua, talvez na escola.

A partir da próxima semana vou publicar trechos dos livros de Paulo Freire e comentá-los.

PS: Eu sei que muitos dos poucos que lêem este blog não concordam comigo sobre esse assunto. Há aqueles que desculpam Paulo Freire porque afinal foi alguém que tentou fazer alguma coisa para mudar a educação. Sua pedagogia, dizem, pode ser utópica, mas ele tinha boas intenções. Respondo com a gentileza possível: Uma ova! Ele mudou sim, mas para pior. E de resto, o inferno está cheio de gente com boas intenções.

20 outubro, 2008

Eu estive na TV Câmara e foi um saco!

Minha expressão de satisfação com o programa

Valentes leitores que ainda suportam este blog, vocês não vão acreditar no que eu tenho para contar. No último dia 17, à tarde, levei, com mais dois colegas, alguns alunos da escola para participarem de um programa produzido pela TV Câmara. O tema do programa era: Proteção ao adolescente – Direitos e Deveres. Segundo soube, o programa faz parte das festividades pelos 18 anos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).


Ao chegar ao estúdio, alunos de outras instituições de ensino já estavam acomodados, prontos, assim como os nossos, para serem platéia. Quando vi os convidados que discutiriam o assunto, confirmei a suspeita: esquerdopatia em estado puro.


Os convidados


Um dos convidados, coitado, era o vocalista de uma banda alagoana chamada Wado. O camarada mal conseguia articular uma frase inteira. Não era petista porque mesmo com dificuldade sabia colocar o s nos plurais e conjugava corretamente os verbos. Porém, como boa parte dos petistas, não escondia sua ignorância. Lá pelas tantas, ele, falando línguas estranhas para explicar a dificuldade que bandas nacionais têm para mostrar o trabalho às massas, desenterra o imperialismo da... Grã Bretanha


Uma menina de 22 anos, militante da juventude, cheia de idéias revolucionárias na cabeça – com certeza uma pobre vítima de professores progressistas que devem ter ensinado para ela que lutar e reclamar são mais importantes que estudar - vez por outra soltava uma dessas frases de efeito que eu dizia quando tinha 15 anos e participava dessa bobagem chamada Movimento Estudantil. Perdi muito tempo da minha vida e aumentei minha burrice quando participei desses movimentos. Graças a Deus fui curado e procuro prevenir os meninos e as meninas dessas drogas esquerdistas.


A terceira convidada era uma representante do Unicef no Brasil. Bem articulada, era a única de todos os debatedores, talvez, que conseguia ser um pouco mais clara. Como uma militante experiente, ela estava ali a defender os direitos da criança e do adolescente procurando esquivar-se de qualquer termo que denunciasse sua opção ideológica. Apertada, porém, por uma pergunta da platéia, entregou o ouro e revelou-se uma porta-voz do esquerdismo bocó. Ela declarou que os pais ou familiares que expõe seus filhos ao risco da prostituição infantil não deveriam ser punidos devido a situação de extrema miséria em que geralmente vivem. Para ela os maiores culpados são os aliciadores e os clientes. Penso diferente. Para mim os pais ou os responsáveis são tão ou até mais culpados que os aliciadores e os clientes. Punição para todos! Talvez assim, essas famílias carentes pensassem antes de vender ou negociar seus filhos no comércio do sexo.


Num outro momento do programa, ela declarou que baixar a maioridade penal não resolve o problema da delinqüência juvenil e usou uma comparação curiosa: segundo ela, o número de adolescentes e crianças que são vítimas da violência é muito superior ao número de adolescentes que são protagonistas de crimes violentos. Seguindo essa aritmética perturbada, a ongueira defendeu a manutenção da idade de 18 anos para efeito penal. Pergunto: o que uma coisa tem a ver com a outra? Em quê a redução da idade penal poria em mais risco a integridade de um adolescente? Essa redução evitaria, isso sim, que o marginal abaixo de 18 anos não pagasse com penas brandas e ridículas por um crime bárbaro!


Apostei com um colega que o deputado, anunciado momentos antes de iniciar o programa, mas sem dizer qual seria o partido, era do PT. Ganhei a aposta, claro. Luiz Couto, deputado federal pelo PT da Paraíba, como bom representante do Partido da Tramóia, esquecia do s nos plurais e nunca flexionava os verbos quando estes se apresentavam na 3ª pessoa do plural. Mas o seu DNA petista e petralha revelou-se mesmo foi na defesa sub-reptícia do controle do Estado sobre dados sigilosos eletrônicos. Para tanto, argumentou que os crimes de pedofilia na internet são acobertados e, portanto, tornam-se difíceis de combater porque as operadorea se negam a fornecer dados à polícia. Falando assim, até parece que as operadoras são coniventes com o crime, como deixou no ar o ilustre deputado. A verdade, porém, é outra. As operadoras não podem, sem autorização da justiça, fornecer dados sigilosos dos seus clientes. O que o petista quer e escondeu por trás de um discurso cheio de preocupação com os adolescentes, é que o sigilo eletrônico e telefônico – direitos individuais fundamentais num Estado Democrático e de Direito pois protege a privacidade da pessoa – sejam controlados pelo governo. É totalitarismo em estado puro.


O cineasta italiano Bernardo Bertolucci declarou certa vez que os fascistas começam caçando tarados. Apoiar essa medida ao arrepio da lei pode levar muitos tarados para a cadeia, mas no fim, nosso direito também acaba ameaçado. Num filme de 1966, O Homem que não vendeu a sua alma, há um diálogo revelador: sabendo que o professor Bruce era um espião do bispo de Canterbury, Thomas More permite que ele parta em paz, sob protesto de todos em sua casa. Na discussão, o seu genro diz que Bruce era um diabo e deveria ser contido. Thomas argumenta que nada o professor fizera contra a lei da Inglaterra que justificasse a sua prisão. Seu genro insiste e pergunta a More se ele daria ao diabo o benefício da lei. Thomas arremata brilhantemente ao dizer que sim. Se o diabo nada tivesse feito contra lei não poderia ser punido. O humanista inglês continua dizendo que não fazia isso para proteger o diabo, mas a si mesmo. Num país em que a lei é desrespeitada mesmo que seja para punir um tarado ou o próprio diabo, são os cidadãos de bem que correm mais riscos. Assim, o deputado do PT insinua que as operadoras dificultam o trabalho da polícia porque querem ou porque acoitam o pedófilo. Não é verdade. Elas estão apenas seguindo a lei. Aliás, justiça seja feita, quem tem um projeto de lei que ameaça o sigilo na internet é o senador tucano Eduardo Azeredo. Eles querem caçar os tarados passando por cima de nossos direitos fundamentais.


Enfim, foi um festival de esquerdocinismo com sintomas de esquerdopatia. Uma perda de tempo atroz. Os meninos, pelo menos, tiveram a oportunidade de conhecer como é produzido um programa de TV gravado. Uma aluna, Natasha, confidenciou que os programas quando vistos na TV têm um quê de espontaneidade que ela comprovou ser falso.

16 outubro, 2008

Cuidado com o neoliberalismo que ele te pega!

Estive ausente todos estes dias por causa de negócios. Não, meus leitores apressados, não estava negociando ações. O meu negócio é educação, dar aula, essas coisas que com crise ou sem crise, nunca se ganha dinheiro.

Acabei de chegar de um encontro promovido por uma das duas escolas católicas que leciono aqui em Brasília. Nesse encontro, que, por questões óbvias, não darei muitos detalhes, duas coisas chamaram minha atenção: a comparação de uma santa com Paulo Freire e o discurso beócio contra o neoliberalismo. Sobre o primeiro ponto, prometo, escreverei um texto mais longo. Quero, contudo, neste post destacar o que a metafísica apedeuta anda ensinando por aí aos pobres alunos.

Depois de ouvir uma série de propostas de como melhorar a situação financeira de escolas em dificuldades - foi proposto por vários grupos de trabalho um marketing mais eficaz dessas escolas e a divulgação de resultados positivos dos alunos de tais colégios - duas vozes se levantaram cheias de boas intenções como a nos precaver contra o diabo que, sorrateiro, poderia nos pôr a perder. Que diabo é esse? o neoliberalismo, ora!

Pois é, meus caros! Uma dessas vozes enxergou nas propostas - o marketing e a divulgação dos resultados elogiáveis dessas escolas - uma política neoliberal, e, se é neoliberal, não serve. Eu tenho absoluta certeza de que essas vozes ao vociferarem os termos neoliberal e neoliberalismo não têm a menor idéia do que dizem. Aposto o mindinho que a maioria dos professores quando demonizam o neoliberalismo em sala de aula contaminando a moçada com o veneno ideológico do marxismo, eles não sabem o que dizem. Vejam o caso em questão: qual a relação das propostas apresentadas com o dito cujo?, o neoliberalismo, lembram? Nenhuma, ora!

A segunda voz foi ainda mais histriônica. Afirmou que a sociedade neoliberal é repugnante. Eu , hein! Que troço é esse? Talvez essa voz esteja sonhando com uma sociedade socialista, daquelas que existiram na URSS, China e existe em Cuba ou no Camboja. Vejam como foi a implantação desse regime nesses países e depois me digam onde está a sociedade repugnante.

O termo neoliberalismo virou um insulto na boca dos esquerdistas. Ser neoliberal é ser do mal. O bom, o legal, é ser progressista e bater no neoliberalismo. Eita gente tola, meu Deus!

Mas para o desencanto dos néscios, o neoliberalismo é uma invenção. Uma mentira! Não existe nem uma sociedade neoliberal, nem uma política econômica neoliberal. Continuem a leitura e vocês terão a prova disso. Ora, se o neoliberalismo não existe, ele é apenas um moinho de vento que os Don Quixotes marxistas inventaram para justificar suas alucinações ideológicas.

Abaixo, um trecho de um artigo do professor Demétrio Magnolli com link para a íntegra.

"Quando o Lehman Brothers entrou em bancarrota, provocando a implosão de Wall Street, os filhos órfãos de Karl Marx começaram a disseminar uma narrativa ideológica da crise que é tão desonesta quanto reacionária. Essencialmente, eles dizem que o neoliberalismo faliu e que a causa da catástrofe é a desregulamentação do mercado financeiro. Neste mantra, convertido em senso comum, uma mentira factual fica protegida atrás da paliçada conceitual de uma fraude.

O neoliberalismo não faliu porque não existe. A fraude conceitual ampara-se no ocultamento dos dados empíricos. Nos anos 20, tempos do liberalismo, os gastos públicos sociais nos EUA (pensões, educação, saúde e welfare) não alcançavam 5% do PIB. Depois, com o New Deal e os "30 anos gloriosos" do pós-guerra, criou-se o Estado de Bem-Estar e os gastos sociais cresceram até perto da linha de 20% do PIB. Segundo o teorema histórico que emoldura a noção de neoliberalismo, o Estado de Bem-Estar ruiu sob os golpes hayekianos de Ronald Reagan. Mas - surpresa! - os números contam outra história. A "era Reagan" não provocou contração dos gastos sociais, conseguindo apenas estabilizá-los temporariamente. Hoje, eles ultrapassam os 20% do PIB (veja o gráfico no blog http://www.terra.com.br/economia/blog/iconomia/index.htm, de Gilson Schwartz)."

Veja, abaixo, os gastos do governo americano desde 1902, em saúde, educação, pensões... e me digam se está correto chamar os Estados Unidos da pátria do neoliberalismo.




10 outubro, 2008

Contra a mentira, a verdade. Bem aventurados os que aprendem com Zé Paulo

Um aluno de ensino fundamental ou médio muitas vezes esbarra em algumas dificuldades na disciplina de História que não são propriamente do conteúdo em si. Seja porque o vocabulário dele é ainda parco, seja porque sua concatenação de idéias é ainda frouxa, esse aluno não compreende certos conteúdos porque lhe falta essas filigranas. A tarefa do professor, portanto, é fornecer-lhe bagagem intelectual e definições precisas de conceitos.

Todavia, faz-se mister acrescentar mais uma dificuldade que um aluno precisa enfrentar para compreender certos processos históricos: a ideologização da disciplina. Acho que sei ou pelo menos desconfio porque os alunos preferem professores que se alinham à esquerda na sua prática pedagógica. Quase sempre eles – os professores de esquerda – optam pelo discurso simples, genérico e sempre equivocado, e nos casos mais graves, mentiroso.

Eu, por exemplo, não me incomodo que um colega de profissão ensine em sala de aula que o socialismo é um modelo mais humano e socialmente mais justo que o capitalismo. O que ele não pode é distorcer e esconder dados e fatos que, se bem analisados, inevitavelmente vão levar os alunos a outra conclusão.

E daí se o professor é antiamericano? E daí que ele creia que os Estados Unidos representam o Grande Satã? Mas na sala de aula, no momento de explicar os processos históricos, se ele for honesto, terá que reconhecer que foram os Estados Unidos – mais do que a URSS – que salvaram a Europa do pesadelo nazista. Foram os Estados Unidos que recuperaram a economia da Europa e do Japão. Isso não é ideologia ou questão de gosto, é história.

Outro dia, na sala de aula, mostrei a capa vexatória de uma edição do Correio Braziliense. A capa, de uma edição de terça-feira, dia 30 de setembro, trazia a foto de George W. Bush com a seguinte manchete: “O homem que derreteu o mundo”. A culpa, segundo a manchete, pela crise econômica, claro, só podia ser do presidente americano. A esquerdopatia deve ter gasto suas economias para comprar o jornal. Aposto que disseram: “é, dessa vez o Correio não foi parcial”. Entendam que tudo o que for contra o que a esquerda acredita ser o certo, é parcial. O pior, porém, estava nas informações que vinham abaixo da foto. Vou reproduzir abaixo:

“George W Bush é o presidente mais impopular da história dos Estados Unidos. Truculento na política extern, despertou o ódio dos inimigos a ponto de instigá-los a praticar o mais cruel ato terrorista da história. Despreparado, jogou fora o crédito moral dos americanos depois dos atentados de 11 de setembro, ao levá-los a guerras ilegítimas, como a do Iraque. Imprudente, gerou déficits fiscais enormes para financiar campanhas bélicas, desequilibrando as finanças públicas da superpotência. Ontem, a falta de liderança do comandante afetou todo o Globo: em meio a disputas políticas paroquiais, e com votos de parlamentares de seu próprio partido, o Congresso rejeitou o pacote de socorro de 700 bilhões de dólares aos falidos bancos locais. Assim, o sistema financeiro passou a correr o risco de quebradeira. Como reflexo, o valor da empresas derreteu em todos os continentes. O índice da Bolsa de Nova York caiu 6,9 %, maior perda de pontos desde sempre. Em São Paulo, O PREGÃO PRECISOU ser interrompido no meio da tarde, quando o Ibovespa perdia 10% de seu valor – ao fim a queda ficou em 9,3%. Ainda no Brasil, a taxa de câmbio subiu 6% e fechou cotada a R$ 1,96 por dólar. O presidente Lula acusou os Estados Unidos de transformarem a mais pujante economia do planeta num cassino.”

Correio Braziliense, dia 30 de setembro de 2008.

Olhem que curioso: Bush é o presidente mais impopular da história, certo? Bem, vamos com calma. Os índices de impopularidade do governo Bush, sobretudo no segundo mandato são, de fato, muito altos. Mas ao contrário do que está na informação do jornal, não é a Guerra contra o terror – chamada de “política externa truculenta” - a causa dessa impopularidade; mas a crise econômica que se abate sobre o país desde 2006 e que, agora, ganha um aspecto bem mais dramático. A Guerra contra o Terror, ao contrário, foi responsável pelos altos índices de popularidade do presidente Bush durante o primeiro mandato (2001 -2004). Tanto, que ele se reelegeu em 2004 com o argumento de que era mais preparado para enfrentar os grupos terroristas do que o adversário Democrata, John Kerry. Finalmente, apesar dos expressivos índices de insatisfação do eleitor americano com o segundo mandato de George W Bush, o candidato republicano, John MaCcain, segundo pesquisas recentes, está, no máximo, apenas 10% atrás do seu rival Democrata, Barack Obama. Do jeito que as coisas são noticiadas por aqui ou ensinadas em sala de aula, esperava-se uma vantagem bem mais folgada do candidato democrata, não acham?

Mais o que me deixou chateado na “informação” que o Correio noticiou foi o trecho em que levava o leitor a concluir que os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 foram uma conseqüência da política externa “truculenta” do presidente Bush. Primeiro vamos nos ater a um detalhe: George Bush venceu a polêmica eleição de 2000, em novembro. Foram semanas de contagem e recontagem de votos até a Suprema Corte decretar o republicano vencedor das eleições. Bush assumiu o governo em 20 de janeiro de 2001. Ora, acreditando no que o jornal informou, teríamos que admitir que os ataques da Al Qaeda levaram 8 meses do planejamento até a execução. Uma mentira escandalosa! Todos sabem que foram necessários pelo menos 4 anos de planejamento para executar o pior ataque terrorista da história. Foi, portanto, no governo do democrata Bill Clinton que os terroristas planejaram o ataque. A informação do correio foi apenas antiamericanismo bocó, atendendo a uma metafísica influente que diz que, à falta de um culpado, culpem o presidente Bush.

O segundo dado refere-se a tese esquerdocínica, defendida por aí com afinco, de que a culpa pelos ataques é da política externa – truculenta, lembram? - americana. Se os Estados Unidos não fossem o que são, não adotassem as políticas que adotam, esses ataques - dizem os humanistas politizados - não ocorreriam. São, na visão dessa gente, contra-ataques. Coisa mais atrasada, sô! Eles não dizem abertamente, acho que por pudor, mas no fundo crêem que os terroristas são uns pobres coitados que não podendo reagir de outro modo, acabam matando milhares de vítimas inocentes para atingir o império. Mais um pouco deveríamos lamentar, chorar mesmo, pela morte dos terroristas e não pela morte de suas vítimas inocentes.

Eu sei que sou um professor de história que caminha na contramão da metafísica influente. Não me importo. Não me incomodo de não ter companhia. Se preferirem podem ir para o diabo ou me deixem ir para o diabo sozinho. O que nunca permitirei, não enquanto me deixarem dar aula para os jovens é deixar prevalecer a mentira, a falsidade, a distorção dos fatos e da realidade.

Sejam antiamericanos. Sejam socialistas. Condenem o capitalismo ou o liberalismo, mas não mintam, meus caros. Não mintam!

03 outubro, 2008

Uma parada mais necessária que merecida.


Quem sou eu na foto? hehehehehhe.

Até segunda...



I'll follow the sun

One day you'll look to see I've gone
For tomorrow may rain,
so I'll follow the sun

Some day you'll know I was the one
But tomorrow may rain,
so I'll follow the sun

And now the time has come
and so, my love, I must go
And though I lose a friend
In the end you will know, oh

One day you'll find that I have gone
But tomorrow may rain,
so I'll follow the sun
But tomorrow may rain,
so I'll follow the sun

And now the time has come
and so, my love, I must go
And though I lose a friend
In the end you will know, oh

One day you'll find that I have gone
But tomorrow may rain,
so I'll follow the sun