28 setembro, 2008

João, o anão ou a lei, a lei, a lei!


O candidato que dança e que festeja com a sua militância é João da Costa, o anão. Em carta aberta à população do Recife, ele tenta explicar o imbróglio em que se meteu nos últimos dias. Como um bom petista ele usa a retórica dos cínicos. Mente sobre os fatos e diz que não tinha controle sobre os funcionários da prefeitura que estavam sob às suas ordens. Abaixo, um vermelho e azul com ele.

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO DO RECIFE

''Continuo candidato e serei o prefeito do Recife''

Neste momento decisivo da campanha eleitoral, gostaria de alertar o eleitorado do Recife para não se deixar levar por ondas de boatos e pelo jogo sujo da oposição. Minha candidatura segue normalmente e continuamos nas ruas – agora com mais disposição do que nunca para vencer a eleição no dia 5 de outubro.

Uma decisão judicial, João da Costa, não é um boato. O Estado de Direito dá ao senhor e a todos os cidadãos, o direito de recorrer de qualquer decisão judicial em primeira instância. Contudo, é inegável que as acusações feitas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal - não houve, por exemplo, participação de qualquer partido da oposição nas acusações de uso da máquina - são tão graves, que bastaram para que o juiz eleitoral Nilson Nery as considerasse suficientes para decidir sobre a impugnação de sua candidatura. Você pode até vencer as eleições e isso apenas confirmará a degenerescência das instituições e dos valores que regem uma sociedade livre e democrática.

Na verdade, nossos adversários exploraram, de forma criminosa, uma decisão de primeira instância baseada em dois e-mails enviados por funcionários da Prefeitura por seus endereços eletrônicos particulares e na publicação de uma revista do Orçamento Participativo. No primeiro caso, eu não tinha como controlar o que fazia cada um dos 30 mil funcionários da Prefeitura. Já a revista foi publicada em março, quando eu nem era oficialmente candidato.

Eis aqui a argumentação de um petralha típico. Quem comete crime são os adversários. Apesar do Ministério Público denunciá-los, das provas os incriminar e da Justiça puni-los, os criminosos são os outros.

João, o anão, cria uma variante do "eu não sabia". Afirma que não podia controlar o que fizeram seus subalternos. Na prática, equivale a dizer que não sabia de nada. Quando João, o anão, diz que em março deste ano, quando foi lançada a revista do Orçamento Participativo enaltecendo as ações da secretaria que chefiava, ele sequer era candidato; João, o anão, está apenas sendo cínico e conta com a desídia e com a ignorância de boa parte dos eleitores para fazer prosperar mais essa desculpa fajuta. Quem não sabe que o prefeito João Paulo, desde o ano passado, como um trator, impôs ao petista Humberto Costa e ao próprio partido,o nome de João, o anão, com candidato do partido? A revista foi sim - não adianta desviar o foco - uma peça de campanha feita com o dinheiro público dos recifenses. Isso é crime! Criminoso, portanto, foi o senhor e o seu partido.

Mas a partir daí os adversários apelaram para todo tipo de propaganda mentirosa, por meio de panfletos, anúncios em carros som e até telemarketing. Mesmo depois de o TRE ter assegurado, em despacho, que permaneço regularmente como candidato e posso realizar todos os atos inerentes à campanha eleitoral.

É comovente vendo um petista pedindo moderação e civilidade numa campanha eleitoral. Logo o PT que se especializou em demolir reputações e fez toda a sua história partidária na denúncia vazia, achincalhando e demonizando os adversários. O que João, o anão, pede, é que os adversários escondessem da população o FATO de que a candidatura dele havia sido impugnada pela justiça. Muito fofo esse João.

Mentem, portanto, quando dizem que não sou candidato, que fui cassado, que estou fora da campanha. Nada disso é verdadeiro. Trata-se de um expediente terrorista de quem quer ganhar no tapetão e às custas da boataria.

Seguimos em frente rumo à vitória. Agora, a palavra de ordem é aquela que os militantes gritam nos quatro cantos do Recife: "É rua, é rua, é rua".

João da Costa

Um mentiroso contumaz é também um cínico incorrigível. Os adversários não mentem quando afirmam que sua candidatura foi impugnada. Porque ela foi. Esse tom de perseguição política, de vítima, é típico dos canalhas. A rua, meu caro, não está acima da lei. A rua, na maioria das vezes, opta por criminosos, não pelos decentes. O caso emblemático aconteceu na Palestina há dois mil anos. Chamado para decidir sobre a vida de um criminoso e de um salvador, a rua, optou pelo criminoso. Infelizmente, vivemos uma espécie de letargia da moral. As instituições estão catalépticas.

O grito que deveria ecoar - não só pelos quatro cantos do Recife, mas do país - deveria ser: "É a lei, a lei, a lei"!




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