27 setembro, 2008

A canalhice de e em Recife.

A corja vermelha e Armando Monteiro neto, em pé, mas bem que poderia está em outra posição.

Fuja. Sinta asco. Não dê um minuto de conversa para quem adora exercer o discurso da vitimização. São, antes de tudo, canalhas! Quantas vezes escuto a acusação de que porque não comungo da metafísica influente e cometo a heresia de criticar Lula, estou do lado dos ricos, da elite branca, das pessoas que apoiaram a ditadura, enfim, daqueles que desde Cabral governam o Brasil. Muitos, apressados, me vêem como um riquinho, alguém que sempre teve boa vida. Sinto nojo dessa gente!


Essa gente torpe conta com a preguiça das pessoas. Essa gente nefasta conta com a ignorância das pessoas. Essa malta conta com a desfaçatez, com o cinismo, com a falta de valores democráticos e liberais. Essa súcia conta com o fanatismo para fazer prosperar suas bobagens. E o pior é que vem dando certo.


Hoje, no Recife, o politburo petista – mesmo com a ausência de Lulóvski Apedeutakoba – foi em peso prestigiar a candidatura do petista João da Costa, cassado por uso da máquina pública. Além da corja vermelha, havia outros patifes da mesma espécie e mais alguns por quem eu passei a ter vergonha. É impossível olhar para José Múcio ou para Armando Monteiro Neto, que fizeram carreira política em outros palanques, tecerem, sem constrangimento, loas a um governo corrupto e a um candidato impugnado pela justiça, sem sentir ânsia de vômito. A Força do petismo e do lulismo vem desse adesismo oportunista. Vem da pachorra de homens públicos que maculam sua herança liberal e democrática por causa de alguns caraminguás e rapapés, porque não duvidem, no politburo petista eles nunca serão admitidos como iguais. Serão como os judeus da corte de Stálin, sempre olhados pelos russos e georgianos com desconfiança ou tentando a todo custo, e sem sucesso, esconder suas origens judaicas.


Hoje, o que digo, desde a chegada de Lula ao poder; a Lei, as instituições democráticas vêm sendo, dia sim, dia sim, solapadas. Houve, em 2005, uma chance das instituições vencerem o cinismo e o roubo, mas pela covardia da oposição, Lula derrotou as instituições. O exemplo frutificou. Ninguém mais se acanha de compactuar com a mentira, com o crime provado. Tudo, mesmo o crime evidente, passou a ser encarado como uma questão de gosto ou opinião ou por outra, como algo comum ao processo. Nos três casos, a hombridade cedeu lugar ao cinismo. A seriedade perdeu espaço para a desfaçatez. A legalidade foi derrotada pela ilegalidade.


Imaginem que um governador, um prefeito, ministros, deputados, todos sem pejo, apoiaram vivamente um candidato que teve sua candidatura impugnada por ter cometido um crime. A Lei não existe para eles.

O fenômeno Lula de 2006, temo, deve se repetir em Recife. O povo de minha cidade, ao que parece, vai eleger o cinismo, o crime, a desonra. O povo do Recife vai colocar na prefeitura os canalhas. Quem elege canalhas de algum modo compactua com a canalhice. De algum modo, é também canalha!


Um comentário:

Lelec disse...

Zé, é simplesmente impressionante a força que o petismo tem no Brasil, não só no Recife. Veja a força que a Marta tem em SP.

E creio que o Brasil continuará a conviver com o lulismo muito depois do Lula já ter morrido, assim como a Argentina é marcada pelo Peronismo e a França pela Gaullismo. Teremos que fazer muita força para impedir que isso aconteça.

Seu texto está excelente, parabéns!

Abraço,

Lelec