28 agosto, 2008

Ei, seu branquelo! Perdeu, perdeu....

O Senador Paim, do PT gaúcho, continua sua cruzada em favor do racialismo. O que é isso? É dividir a sociedade brasileira em raças. Que a estupidez chegue às universidades públicas, já é um absurdo, mas se criar cotas para negros nas empresas privadas é uma intromissão descabida do poder público num ente privado.

A proposta prevê que as empresas reservem 46% das vagas para negros! Isso mesmo, cor da pele se transformou em critério para a contratação. Isso é uma violência! Uma estupidez! Querem, com afinco, criar o ódio racial no Brasil.

Da AE - "A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH) aprovou hoje o projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS) que estabelece cotas para negros nas empresas públicas e privadas. O texto reserva 20% dos cargos em comissão do grupo de Direção e Assessoramento Superiores (DAS) da administração pública, "que será ampliada gradativamente até que a ocupação desses cargos por afro-brasileiros seja equivalente à proporção dessas pessoas na população brasileira". Quanto às empresas privadas, as que tiverem mais de 200 empregados, deverão reservar 46% delas para negros.

O projeto estabelece ainda que os empregadores não poderão pedir fotografia ou declaração de raça ou cor dos candidatos a emprego. A tramitação do projeto está apenas começando. Terá ainda de ser examinado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, antes de ser encaminhada à Câmara dos Deputados.

No seu parecer, Paim afirma que a discriminação por motivo de raça, cor, ascendência ou origem racial ou étnica ainda persiste no mercado de trabalho brasileiro. Ele diz que a sua intenção é a de promover a inclusão nos setores público e privado. Para o senador, seria ingênuo, em boa fé, ou cínicos, em má-fé, se não reconhecesse o preconceito na sociedade brasileira. Daí porque entende que contra "essas regras não escritas, a Constituição de 1988 oferece remédios das ações afirmativas".

Reproduzo, abaixo, um pequeno poema de Manuel Bandeira, chamado Irene no Céu.

Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor


Imagino Irene entrando no céu:
- Licença, meu branco!

E São Pedro, bonachão:

- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.

Irene no céu pelos próprios méritos!


PS: Nos arquivos, mês de maio 2008, há três posts em que trato do mesmo tema.

2 comentários:

Thiago disse...

Kant ficaria orgulhoso do Brasil.

É o único país que eu conheço em que a ética kantiana universal é imposta por lei.

Claro que aqui, nossos digníssimos estão longe de serem tão sensatos quanto Kant.

Vergonha...

Lelec disse...

Olá Zé,

Desculpe-me, andei meio sumido... O trabalho não tem deixado que eu fique muito tempo na blogosfera...

Esse projeto do Paim é imoral, acintoso. Não bastam os problemas sociais que temos: querem criar mais um, o racismo oficial.

Dá medo.

Abraço,

Lelec