14 julho, 2008

O Post 500

Nos meus planos, o Post de número 500 deveria ser publicado no dia 18 de julho, dia em que este blog faz 2 anos. Todavia, a frustração do adiamento das minhas férias me obrigou a escrever umas bobagens para passar o tempo. O post de número 500, portanto, é este!

Em março deste ano, o prolífico Ali Kamel fez uma dura e corajosa crítica ao Programa Bolsa- Família do Governo Federal que este ano prevê um gasto de 10,9 bilhões de reais para as famílias carentes. Aproveitando o ensejo, vou falar, no post seguinte, sobre o pensamento de Thomas Malthus, um dos primeiros pensadores liberais a criticar esse tipo de auxílio aos mais pobres. Abaixo, trechos do artigo de Ali Kamel à guisa de mote para o post acima. (íntegra aqui)

" (...) A catadora de lixo Rosineide dos Santos, 47 anos, de Maceió, com três filhos, recebe R$ 76 do Bolsa-Família, mas declara uma renda total de R$ 200. Com isso, pegou um empréstimo de R$ 500 no Banco do Cidadão, uma instituição que opera com micro-crédito para empreendimentos populares. O release diz que ela já tem fogão, liquidificador, cafeteira e forno elétrico, mas que, assim que saldar a dívida, pretende comprar uma televisão. Ou seja, não usa o Bolsa-Família para se alimentar nem o Banco do Cidadão para um pequeno empreendimento: usa para aumentar a conta de luz. Patrícia Belmira Henrique, de 43, manicure mineira, recebe R$112,00 do Bolsa-Família. O dinheiro, diz o release, ajuda a pagar a máquina de lavar roupa. “Estou feliz, porque é a minha primeira máquina de lavar. Antes, tinha que lavar a roupa na mão. Dava um trabalho enorme.”

"Ninguém pode ficar contrariado sabendo que pessoas pobres, na ausência de fome, estão comprando eletrodomésticos. É bom olhar a PNAD, como faz o release, e constatar que entre 2002 e 2006, nas faixas de renda mais baixas, cresceu muito o número de lares que tem esses bens. Mas é angustiante olhar os dados das provas nacionais e internacionais que medem o conhecimento de nossas crianças e constatar que tudo vai de mal a pior. Se não há fome, por que gastar R$10,9 bi com o Bolsa-Família em vez de aplicar a maior parte disso em educação? Para aumentar artificialmente a venda de eletrodomésticos em áreas carentes?"






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