15 junho, 2008

Stálin, o filho de Keké.

Os verdadeiros sentimentos de Stálin em relação à sua mãe eram complicados porque ela gostava de bater nele e pelos supostos casos dela com seus patrões. (...) Agora, sentado sorridente ao lado dela, ele fez a pergunta reveladora:

“Por que você me batia tanto?”

“Por isso você ficou tão bom”, respondeu ela, antes de perguntar:

“Ióssif, o que você é agora exatamente?”

“Bom, lembra do czar? Pois é, sou uma espécie de czar”

“você teria feito melhor se fosse padre”, disse ela, comentário que deleitou Stálin.

Os jornais noticiaram a visita com o sentimentalismo nauseabundo de uma versão bolchevique dos semanários de fofoca: “Aos 75 anos, Keké é afável e animada”, derramou-se o Pravda. “Ela parece se acender quando fala sobre os momentos inesquecíveis de seu encontro. ‘O mundo inteiro exulta quando olha para meu filho e para o nosso país. O que você esperaria que eu, sua mãe, sentisse?’”

Essas descrições piegas irritaram profundamente Stálin que mandou um bilhete a Poskrióbichev, editor do Pravda: “Não tem nada a ver comigo”, mais adiante escreve mais um bilhete a dois companheiros, Molotóv e Kaganóvitch: “Exijo que acabemos com os potins petit-burgueois* que se infiltratam em nossa imprensa"

Os trechos em cores, acima, foram retirados do livro Stálin, a corte do czar vermelho, do historiador Simon Sebag Montefiore; páginas 216 e 217.


* Não sei se a tradução está adequada, mas entendo que a expressão em francês queira dizer "fofoqueiros pequeno-burgueses"

* A contribuição da leitora Deborah corrigiu minha tradução tosca da frase em francês. Ela sugere, e eu sigo sem contestar, que melhor seria "fofoca ou mexericos pequeno burgueses."



5 comentários:

deborah disse...

Putz, mãe é mãe em qualquer lugar do mundo!! rs*

Olha, se me permite, acho que 'fofocas pequeno-burguesas' seria ainda mais 'redondo'.

Abraço,
d.

deborah disse...

Em tempo: ou, ainda, 'mexericos'...
;o)

Zé Costa disse...

Nada melhor do que ter leitores hábeis e gentis para nos corrigir e esclarecer.

Deborah, essa corinthiana - afinal, ninguém é perfeito, né? - conhecedora da língua de Zola, sugere - e eu acato sem contestar - que o termo em francês seria melhor traduzido como "fofocas ou mexericos pequeno-burgueses".

Pronto, está corrigido!

Serjão disse...

Replicando
Zé Costa
Está aceito o convite. Mande a passagem e o voucher do Hotel que estarei aí.Vc me leva a olinda tb?(rs)

E não é arrogancia. É história. Se um clube grande se fizesse com uma Copa do Brasil o Santo André seria grande.

Para ser grande falta algo mais. Falta camisa, falta tradição coisa que tem o Atlético Mineiro por ex, mesmo não ganhando nada há muito tempo. Portanto título é o de menos. É só ver onde andam Guarani e Bahia, ambos que j[a foram campeões do Brasil.

Continuo afirmando que não sobreviveriam. Ou seja que não teriam o mesmo brilhantismo. O Sport não tem elenco para tanto. Pelos moldes, É mais fácil um bom papel na Libertadores do ano que vem do que num campeonato de pontos corridos.

Torço para que o Sport se firme como potência nacional coisa que o Coritiba e o Atlético Paranaense, mesmo tendo vencido campeonatos nacionais ainda não conseguiram.

E a única coroa que o Bala ainda ganha este ano é uma velha no ensaio do Galo da Madrugada.

Forte abraço

PS:Falando sério: um roteiro onde se conheça os principais pontos turísticos de Recife e Olinda demandaria quantos dias?

Lelec disse...

Olá zé Costa,

Se a referência deles desejava calar os "pequeno burgueses", não é atoa que os stalinistas que pululam em nossas terras queiram amordaçar a imprensa. Vide Franklin Martins. É incrível como os argumentos não mudam. Ainda hoje, chamam as críticas ao governo Lula de mexerico da burguesia paulista...

Abração,

Lelec