30 junho, 2008

O CQC revela o autoritarismo do PT

Acabo de assistir na Band ao programa CQC. O Programa é um misto de porra-louquice, de simplismo e de humor um tanto chulo, mas tem algumas "tiradas" que eu, particularmente, acho muito boas.

Há pouco, o repórter Felipe Andreolli fez uma matéria sobre a convenção do PT em São Paulo que homologou a candidatura de Marta Suplicy à prefeitura da capital paulista. Os militantes do PT, como de hábito, mostraram todo o seu viés autoritário. Ora destrataram o repórter, ora responderam as perguntas de forma agressiva.

A equipe que começou a trabalhar dentro da convenção, depois de fazer perguntas sobre o "grande" apoio do PTN à candidatura Marta, mas principalmente, depois de questionar correligionários sobre o apoio do Paulinho, da Força, à candidatura da petista, os ânimos ficaram exaltados e a equipe foi impedida de continuar o seu trabalho.

O curioso é que, como sempre, os petistas conseguem proibir a entrada da equipe e, ao mesmo tempo, defender o direito que a imprensa tem de realizar o seu trabalho livremente. Muitos políticos que foram entrevistados - o deputado José Edurado Cardozo, por exemplo - foram taxativos ao reprovar a atitude dos organizadores da Convenção, mas os repórteres não puderam voltar a cobrir a convenção do PT.

Já vejo os vagabundo de sempre retrucando: "o Kassab não falava ao CQC. O Serra também, não". O que os vagabundos não entendem, ou melhor, fingem ignorar, é que a equipe jornalística nunca foi impedida de trabalhar nos eventos onde o atual prefeito e o atual governador estiveram presentes. Se eles não falavam, estavam no direito deles! Os petralhinhas também podiam, estavam no seu direito, não responder às perguntas que lhes eram dirigidas. Preferiram, contudo, como de costume entre os totalitários, impedir o livre trabalho da imprensa.

27 junho, 2008

Os "bons" selvagens.

"Tribo desconhecida no Acre". Eis como os jornais no Brasil noticiaram a lorota, devidamente desmascarada pelo periódico inglês The Guardian

Já faz um certo tempo ouvi estupefato um militante da causa indígena dizer em alto e bom som: "meu povo - os xavantes - enquadra-se no conceito do Bom Selvagem de Rousseau." A platéia não foi às lágrimas por comedimento, mas percebi, claramente, que todos ficaram emocionados com a frase do militante. Todos, não! Mais uma vez eu fiquei do outro lado.

No mês de abril, escrevi um post sobre o Dia do Índio e lá, disse, e aqui, repito: que a Teoria do Bom Selvagem de Rousseau é uma patifaria sociológica. Aliás, como diria Voltaire, ler Rousseau nos predispõe a andar sobre quatro patas.

O Jornal Correio Braziliense desta sexta-feira traz uma matéria pavorosa. Uma menina indígena de 16 anos, com problemas neurológicos e de locomoção, que veio à capital federal para tratamento médico, morreu no HUB após sofrer violência sexual e ser empalada por um objeto perfurante na Casa de Apoio à Saúde Indígena, administrada pela Funasa. (Assista aqui a uma matéria da TV Brasília sobre o caso.)

Não há, ainda, pistas sobre o autor da agressão e da violência sexual. Mas aposto o mindinho que foi um índio. Casos de estupros, embriaguez e agressões são muito comuns entre os indígenas. Conheço muitos profissionais de saúde que trabalham no HUB (Hospital Universitário de Brasília) que foram ameaçados ou mesmo agredidos por índios e índias porque esses homens da floresta discordavam das condutas médicas adotadas pelos profissionais de saúde.

Esse papo bocó, de gente que finge ser estúpida, de que devemos sacrificar nosso desenvolvimento por causa de um punhado de índios, irrita-me bastante. Aqui mesmo no DF, 27 índios, de três etnias, recusam-se a deixar uma área pública destinada a transformar-se num novo bairro, o noroeste, porque dizem que desenvolveram uma relação sagrada com o lugar. Uma lorota tão grande que nem o presidente da Funai foi capaz de defendê-la. Eu usaria o poder de polícia e o DIREITO de os tirar de lá, na marra! Mas sabe como é, né? São índios e porque são índios, o tratamento deve ser outro.

Não faz tempo, foi noticiado com pompa e circunstância fotos de um "povo desconhecido" encontrado no Acre. Logo o Acre, o estado que nos últimos anos lidera, proporcionalmente, o ranking de desmatamento da Amazônia. Foi preciso um jornal britânico, o The Guardian, revelar a fraude. O povo não era desconhecido, pelo contrário, desde 1910 se tinha ciência dele. Mais: o que pareceu obra do acaso, foi na verdade planejado e confessado pelos fraudadores. Os militantes reconheceram que o objetivo era criar um fato jornalístico para denunciar que a exploração de madeira na Amazônia ameaça a sobrevivência desses povos. Numa palavra: mentiram, mas justificaram a fraude dizendo que era por uma boa causa! Indecente, como a maioria desses militantes.

Índio não é extraterrestre. Como homens, têm as mesmas inclinações tanto para as virtudes quanto para as más ações. Não são seres especiais, bons por natureza. Se alguns, sóbrios, são capazes das mais torpes atitudes, imagine quando embriagados? E a embriaguez, podem pesquisar, é uma praga entre os índios. Crimes como esses revelam o discurso idiota e estúpido de gente que enxerga nos índios criaturas angelicais e acima de qualquer suspeita.

É revoltante, por exemplo, saber que esse criminoso que vitimou a menina indígena, dificilmente será punido ou mesmo julgado. Continuará lépido e fagueiro a cometer seus crimes e a se esconder debaixo do pensamento bocó de que como indígena merece tratamento diferente.

22 junho, 2008

Festa de São João


Dizem que quando se envelhece ficamos mais emotivos, mais sensíveis, essas coisas. Todavia, acho que não precisamos esperar pela velhice para sentir essas coisas estranhas que apertam o coração, embargam a voz e marejam os olhos...

Aos 31 anos de idade, longe de minha terra, de meus pais, irmãos e amigos que deixei em Recife, sinto, nesses dias em que o nordeste acende fogueiras, uma profunda saudade. Sei que chegará o dia em que eu perguntarei por eles ou eles por mim e obteremos como resposta: "estão todos deitados/estão todos dormindo/dormindo/ profundamente."



Profundamente

Manuel Bandeira


Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Estrondos de bombas luzes de Bengala
Vozes, cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.

No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões
Passavam, errantes

Silenciosamente
Apenas de vez em quando
O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
Como um túnel.
Onde estavam os que há pouco
Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?

— Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente.

*


Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci

Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?

— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.


Texto extraído do livro "Antologia Poética - Manuel Bandeira", Editora Nova Fronteira – Rio de Janeiro, 2001, pág. 81.

Manuel Bandeira: sua vida e sua obra estão em "Biografias".

Os gênios do mal!

Abaixo, vocês podem conhecer um pouco da intimidade de Stálin! Há muito mais o que publicar, sobretudo sobre Lênin (estou lendo A Guerra Particular de Lênin), esse gênio do mal e uma espécie de pai intelectual de Stálin, que aprendeu muita coisa com o líder da Revolução Bolchevique. Aliás, nesse regime de morte e intolerância, Trótski, Stálin e Lênin formam a trindade do mal. Se Stálin matou infinitamente mais do que os outros dois, não foi porque os outros não eram tão maus, mas porque não tiveram tempo suficiente de matar o quanto gostariam.

Falando em gênios do mal, leia aqui sobre uma polêmica que envolve a liberação ou não do livro Mein Kampf, de Adolf Hitler!

15 junho, 2008

Stálin, o filho de Keké.

Os verdadeiros sentimentos de Stálin em relação à sua mãe eram complicados porque ela gostava de bater nele e pelos supostos casos dela com seus patrões. (...) Agora, sentado sorridente ao lado dela, ele fez a pergunta reveladora:

“Por que você me batia tanto?”

“Por isso você ficou tão bom”, respondeu ela, antes de perguntar:

“Ióssif, o que você é agora exatamente?”

“Bom, lembra do czar? Pois é, sou uma espécie de czar”

“você teria feito melhor se fosse padre”, disse ela, comentário que deleitou Stálin.

Os jornais noticiaram a visita com o sentimentalismo nauseabundo de uma versão bolchevique dos semanários de fofoca: “Aos 75 anos, Keké é afável e animada”, derramou-se o Pravda. “Ela parece se acender quando fala sobre os momentos inesquecíveis de seu encontro. ‘O mundo inteiro exulta quando olha para meu filho e para o nosso país. O que você esperaria que eu, sua mãe, sentisse?’”

Essas descrições piegas irritaram profundamente Stálin que mandou um bilhete a Poskrióbichev, editor do Pravda: “Não tem nada a ver comigo”, mais adiante escreve mais um bilhete a dois companheiros, Molotóv e Kaganóvitch: “Exijo que acabemos com os potins petit-burgueois* que se infiltratam em nossa imprensa"

Os trechos em cores, acima, foram retirados do livro Stálin, a corte do czar vermelho, do historiador Simon Sebag Montefiore; páginas 216 e 217.


* Não sei se a tradução está adequada, mas entendo que a expressão em francês queira dizer "fofoqueiros pequeno-burgueses"

* A contribuição da leitora Deborah corrigiu minha tradução tosca da frase em francês. Ela sugere, e eu sigo sem contestar, que melhor seria "fofoca ou mexericos pequeno burgueses."



12 junho, 2008

Pelo Sport, sempre, tudo!



O Sport, o glorioso, o maior do mundo, acabou de ser campeão da Copa do Brasil! Vencemos com merecimento!

O Sport calou a boca dos idiotas, dos pernósticos, dos cachorrinhos e cachorrinhas adestrados, e, com todo o direito do mundo, vai comemorar esse título incontestável!

O versinho pobre da torcida do glorioso, diz: "Eu, eu, eu/ caiu na Ilha se F..." Eita verso verdadeiro!

11 junho, 2008

VarigLog, depoimentos e grosserias.

Acabei de ouvir, em off, mas que foi captado pelos microfones da sala onde funciona a comissão de infra-estrutura do senado, do asqueroso senador sem votos, Wellington Salgado (PMDB -MG), com seu humor frívolo, chulo e covarde, o seguinte chiste: "Esse charuto é para a Denise?" Repetiu várias vezes.

Denise Abreu, que em seu depoimento que durou cerca de dez horas na CI do senado, manteve TODAS as afirmações que fizera à imprensa e ao Ministério Público, ou seja: afirmou que foi pressionada pela Casa Civil para fechar um acordo que beneficiava os sócios da Volo; que o escritório Teixeira Martins, cujo proprietário é Roberto Teixeira, compadre de presidente Lula, foi de uma imoralidade que se transformou em ilegalidade, na pressão que fez a favor do fundo americano Matlin Patterson que tinha três sócios brasileiros, ao que tudo indica para dar ares de legalidade na transação;em outras palavras: eram laranjas.

Os governistas, todos, com estilo e nuances diferentes de grosseria e ironias chulas, tentaram desqualificar as afirmações da ex-diretora da Anac. A dra. Denise Abreu, em todas as situações em que foi vítima das grosserias dos governistas, saiu-se com altivez, calma e ponderação. Não deixou qualquer pergunta sem resposta. Seu depoimento foi tão acachapante que não restou aos governistas senão o argumento de que a operação foi validada pelo juíz Luiz Roberto Ayub, decisão de primeira instância, incapaz, portanto, de gerar jurisprudência.

Qual a busílis da questão? O suspeitíssimo tráfico de influência da ministra Dilma Roussef em favor dos sócios que eram assessorados por Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula; a atuação suspeitíssima do escritório de advocacia Teixeira Martins nas figuras da dra. Waleska e outra filha de Roberto Teixeira, ambas advogadas do escritório; e finalmente, a razão pela qual a Variglog foi vendida pela proposta menor, oferecida pela Gol, enquanto a TAM havia proposto 478 milhões de reais a mais.

O depoimento dos demais ex-diretores prossegue. Milton Zuanazzi e o Dr. Lemanto também vão falar. Devem negar a pressão.

Um último ponto: o governo, através do líder Romero Jucá, negou a acareação entre Milton Zuanazzi e Denise Abreu. Como se vê, o governo que mesmo esclarecer tudo.

08 junho, 2008

Aluno e professor - Professor e aluno

Existem pela blogosfera todo tipo de gente e de site. Um, por exemplo, arvora-se em defender o pobre aluno indefeso, vítima de professores truculentos, diretores arbitrários, governos omissos, enfim, do sistema que torna o aluno o oprimido e o professor, o opressor.

Há professores que humilham seus alunos? Sim, é claro. Há diretores que extrapolam suas funções e de forma autoritária impõe a alguns alunos normas, diretrizes e ordens constrangedoras? Sim. Mas o que assistimos, lemos e ouvimos é o professor, normalmente mulher, ser vítima de agressão, injúria e difamação. Quando esses relatos são apresentados a certas pessoas e blogs, alguns tem o cinismo de dizer que não trabalham com sitações-limite. Deixam claro que para eles o objetivo é denunciar as injustiças provocadas pelo sistema contra o pobre aluno indefeso. Tudo que fuja disso, são situações-limite e, por isso, não devem ser tratadas por eles.

O maior mal que um professor pode fazer a um aluno é lhe ensinar mentiras ou não ensinar corretamente os conteúdos, de forma objetiva. É doutrinar os alunos. É impor ao pobre aluno indefeso uma única visão de mundo. É convencer o pobre aluno indefeso que qualquer discurso que refute a bobagem do aquecimento global, do antiamericanismo bocó, do esquerdismo de miole mole, são discursos conservadores, feito por gente insensível que só pensa no próprio bem-estar. Que está vendido aos interesses dos Estados Unidos e do capital.

Infelizmente, as situações-limite, diariamente, estão estampadas nas páginas dos jornais. Professor é esfaqueado, agredido a socos e pontapés, humilhado, tem o carro apedrejado, é ameaçado de morte. O que acontece com esses meliantes que se escondem por trás da máscara impoluta e ingênua de aluno? Nada. Continuarão impunes.

Leiam com atenção esse trecho retirado de uma Ata de reunião que ocorreu numa escola pública do DF e que foi publicada pelo Correio web

Aos 29 dias de abril de 2008, a professora de português entrou em turma e esta se encontrava bastante agitada, pois os alunos estavam conversando alto. A professora colocou ordem na sala e sentou-se em sua mesa para fazer a chamada. Um aluno do fundo tacou uma pedra que por pouco não a atingiu. A professora chamou a direção, que descobriu o nome do agressor. O aluno em questão é agressivo, não cumpre as tarefas, não tem limites. Já havia dado uma bicuda nas costelas de uma colega. O mesmo foi retirado da sala e saiu xingando a professora de mula manca e vadia, dizendo que não ficaria assim. A professora é portadora de deficiência física. Saiu chorando, pois se encontrava nervosa e abalada.

Como ensinar, se o princípio da autoridade foi quebrado? Os alunos de escola pública e a própria escola pública são estigmatizados como incapazes, porque casos como esses, relatados na ata, são freqüentes, não provocam repúdio e não geram punição. Sem respeito, não há educação. Sem sanções disciplinares severas contra atos hediondos, os professores - os que podem fazer a diferença na vida de um aluno - não têm porque se submeter a tais riscos. Precisa-se, com urgência, restabelecer o princípio da autoridade em sala de aula. É preciso lembrar que o aluno merece e deve ser respeitado. Todavia, o detentor do conhecimento em sala de aula é o professor, e é a ele que cabe o papel de conduzir o processo de ensino-aprendizagem. Para isso, o aluno deve respeitá-lo e cumprir o seu papel estudando.

Você, Zé Paulo, é um professor conservador, neoliberal, direitista, capitalista, um infame! Não. Sou um professor que valorizo o meu trabalho. Que lê e que não vive repetindo o que está nos livros didáticos sem checar ou sem criticar. Sou um professor que reconhece que precisa sempre encontrar a melhor forma de ensinar um conteúdo, mas que tem a consciência de que as rédeas do processo está em minhas mãos, nas de mais ninguém. Professor, aperfeiçoe-se, leia, pesquise e no fim, ensine. Aluno, respeite, fique atento, estude e no fim, aprenda.

Assim, tenho certeza, funciona.

07 junho, 2008

Diálogos impertinentes 4

O Sr. Z estava aplicando uma avaliação de recuperação quando a secretária, a Sra E, entrou na sala e, discretamente, disse-lhe:

- Z., tem uma mãe lá embaixo, muito brava com você. Ela alega que em sua prova de recuperação foram cobrados conteúdos que você disse que não seriam cobrados. É bom ir lá.

Como quem atende a uma ordem aborrecida, o Sr Z dirigiu-se até a coordenação e encontrou uma senhora com um semblante carregado, cheia de razões e pronta para pegar o Sr Z pelo pé.

- Tudo bem, professor? Disse ela com a satisfação de quem está preste a dar um golpe certeiro.

- Tudo bem. Qual o problema? Disse o Sr. Z com sua objetividade característica.

- Alguns alunos terminaram sua prova há pouco e eles afirmam que havia conteúdos diferentes daqueles pré-definidos pelo senhor. O que o senhor me diz?

- A senhora poderia especificar quais seriam esses conteúdos?

- Não! Mas os alunos garantem que havia. – A mãe, com o livro na mão aberto na página do índice, chama um aluno, e pergunta:

- Meu amor, o que caiu na prova que não estava nos conteúdos pré-definidos?

- A Era Napoleônica. Não tinha esse conteúdo na Internet. - Respondeu o aluno com convicção.

Com afirmação tão categórica, a zelosa mãe olha para o Sr. Z com olhar triunfal, como se dissesse: “peguei o senhor!”.

- Vamos conferir o conteúdo disponível na Internet? Sugeriu o professor.

Depois de alguns instantes, apareceu na tela do computador os conteúdos que seriam cobrados na prova. O Sr. Z, então, chamou a mãe para conferir. Tudo estava lá, bem explicado, bem mastigado, inclusive a Era Napoleônica. A mãe, sem graça, ficou em silêncio. O Sr Z quebrou o gelo, dizendo:

- Não é incomum o aluno confundir alguns conteúdos, principalmente, quando ele está estudando para várias provas de recuperação. Não se preocupe.

A mãe deixou a sala sem se despedir. O senhor Z, então, pensou: “Se alguns pais pegassem no pé dos filhos como pegam no pé dos professores, talvez nossa educação fosse melhor”