13 maio, 2008

A segunda farsa!

O IPEA afirma que “a renda da população negra só será igual à da branca em 32 anos. Atualmente, negros ganham, em média, 53% da renda do branco” e continua: “a igualdade [de renda] só será possível se, além das políticas de universalização, como o programa Bolsa Família, o governo investir em ações que facilitem o acesso dos negros ao mercado de trabalho e diminua a desigualdade de renda em relação aos brancos."

Mais uma vez os números são usados mais para confundir do que para esclarecer. Se pegarmos, por exemplo, todos os números, vamos encontrar algo interessante: os que se declararam amarelos, segundo o PNAD de 2004, ganham mais do que os que se declararam brancos, pardos ou negros. Acompanhem esse trecho do livro de Ali Kamel.

“No Brasil, os amarelos ganham o dobro dos que ganham os também autodenominados brancos: 7,4 salários mínimos contra 3,8 dos brancos ( os autodenominados negros e pardos ganham dois). Ora, se é verdade a tese de que é por racismo que os negros e pardos ganham menos, haverá de ser, em igual medida, também por racismo que os amarelos ganham o dobro do que os brancos.(...)

Não, o racismo não explica nem uma coisa nem outra. Porque não somos racistas, repito. A explicação se encontra no nível cultural e na condição econômica dos diversos segmentos da população. Vejamos: os amarelos estudam, em média, 10,7 anos; os brancos estudam menos, 8,4 anos; e os negros menos ainda, 6,4 anos. Os amarelos estudam mais e, por isso, ganham mais. Nada a ver com a cor.”*

Logo se vê que a diferença de renda está menos ligada à cor da pele do que à escolaridade. Os dados estatísticos que afirmam que o negro ganha 53% a menos que um branco é apenas um embuste. Quero saber se um negro exercendo a mesma função que um branco, numa mesma empresa, recebe menos por ser negro? Melhorem a escolaridade de todos e essas diferenças desaparecerão.

* Não somos Racistas, Ali Kamel, pág 59 e 60

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