01 maio, 2008

Os Racistas são eles 2!


Acima, foto do prédio que abriga o tal Centro de Convivência Negra da Unb. Abaixo, leiam as diretrizes desse centro:

Oferecer, a partir do 1º/2005, ambiente e serviços de apoio aos universitários negros, especialmente aos que ingressarem pelo Sistema de Cotas para Negros na UnB, tais como:

  1. Espaço para estudo e reuniões de trabalho;
  2. Biblioteca de referência para consulta sobre Ações Afirmativas (coleção de livros, legislação, revistas, artigos científicos, jornais, etc);
  3. Mural de divulgação de atividades ligadas a Ações Afirmativas (cartazes e folders de eventos científicos, governamentais e não-governamentais);
  4. Fonte de informações gerais sobre a Universidade de Brasília, com disponibilidade de acesso ao site da UnB na internet;
  5. Apoio aos programas de pesquisa, ensino, extensão e assistência estudantil que se vinculem diretamente ao Sistema de Cotas;
  6. Contratação de três estudantes bolsistas que secretariem a sala e orientem os visitantes e estudantes cotistas quanto aos serviços prestados pelo Centro de Convivência. Essa contratação envolve três bolsas de estágio com carga horária máxima de 20 horas semanais (um estudante para a manhã, outro para a tarde e um outro para a noite), com preferência para jovens negros com algum envolvimento em movimento social organizado;
  7. Outras atividades acadêmicas voltadas para a comunidade interna e/ou para a comunidade externa à UnB, desenvolvidas com o fim de apoiar o processo de implementação do Sistema de Cotas para Negros na Universidade de Brasília

Os objetivos são inequívocos. Querem, esses baluartes da igualdade, promover a segregação pela cor da pele. Há, nos objetivos acima, um que me chamou mais atenção: o de número 6. Os estudantes que podem ser contratados como estagiários para trabalharem no tal centro devem ser negros, mais: devem, de preferência, ter um atestado de militante!

Agora, imaginem um centro às avessas. Um espaço para ajudar estudantes brancos que tivesse como critério de escolha para aluno bolsista a cor da pele e a atuação em movimento social organizado. "Eles", os que lutam pela igualdade, logo denunciariam - com absoluta razão - o racismo de tal centro e de tal critério. Então, será porque "eles" são ou se querem negros, que podem adotar critérios racistas? Será que "eles" são e estão livres para serem racistas porque são ou se querem negros? Ou será porque eles são negros ou se querem negros que jamais poderão ser tachados de racistas?

É mais ou menos o pensamento daquela senhora que usava o cartão corporativo para alugar carros em feriados e fins de semana para passear e fazer compras em Free Shop, D. Matide Ribeiro, que quando ocupava a Secretaria de Igualdade Racial declarou à BBC Brasil achar normal, natural até, que um negro odiasse um branco. A então ministra perdeu o emprego não por causa da declaração racista e da incitação ao ódio racial, mas pelas práticas perdulárias com o cartão corporativo.



2 comentários:

Ricardo Rayol disse...

Uai e por que não criam um centro?

cristina disse...

Centro de Convivência Negra da Unb,de brancos,de índios,de cafusos,de arianos,dá um tempo...