11 maio, 2008

Como vota o brasileiro!

Qualquer um pode adjetivar um povo do jeito que melhor lhe aprouver. É um direito! Como é meu direito também, comentar essas adjetivações. Alguns chamam os brasileiros de botocudos, bovinos, subdesenvolvidos, terceiro-mundista. E por quê? Porque, vejam só, votaram ou apóiam um governo que tem tantos casos de indecência com a coisa pública. Outros, em plagas distantes, usufruindo das benesses do Primeiro Mundo, cantam e andam para os problemas do país, no máximo, revoltam-se e destilam os seus preconceitos mais pueris, como os judeus soviéticos que viviam na corte de Stalin e que para esconderem ou para camuflarem sua origem judia, eram mais anti-semitas que o prório Stálin! Assim são alguns democratas. Se o povo faz o que eles esperam estão à caminho da civilização. Se não, são botocudos, preguiçosos, burros, feios, bovinos, etc. Depois dessa pequena digressão, vamos ao motivo principal desse post.

Explicando a Política do Pão e Circo adotada na Era dos Imperadores em Roma, disse aos alunos que a tal política era o Bolsa Família dos imperadores romanos. Expliquei porquê: como o Bolsa família, a Política do Pão e Circo não tinha a finalidade de tirar o plebeu pobre da pobreza. Era antes uma ação compensatória que emancipatória, para usar dois jargões de cientistas sociais.

O apoio das massas plebéias ao governo, ou por outra, a letargia dos pobres de Roma causada por essa política, estava nos planos políticos do império. À massa apenas comida e diversão, talvez dissessem. Enquanto o império esteve forte e sem crises essa política funcionou a contento. Abrindo um parêntese político, adverti: todos sabem das falcatruas que marcaram o governo Lula no primeiro e também no segundo mandato. Por quê, então, o presidente continua com a popularidade alta? Porque o que interessa à maioria dos eleitores é se estão com dinheiro no bolso. Valores como decência, ética, respeito às leis e às instituições, isso não importa. Eis aí uma das principais causas de nossa desgraça como país e como nação.

Para meu gáudio e contentamento, em Veja desta semana há uma matéria sobre o livro Como vota o brasileiro, do sociólogo Alberto Carlos Almeida que ano passado lançou o livro Como pensa o brasileiro. Segundo o sociólogo, os eleitores do país têm cinco critérios de escolha na hora de votar(confiram os critérios no link acima). Votamos, segundo o estudo, quanto mais pobres e sem escolaridade somos, conforme nossas necessidades imediatas. O raciocínio é simples e nefasto: se todo político é corrupto, é ladrão, vou tratar de conseguir umas migalhas. Se esse administrador público desvia dinheiro, mente, mas me garante algum tipo de benefício, não há porque tirá-lo do poder.

Dizem que político não trabalha pensando na próxima geração, mas na próxima eleição. Entendo que não seja incorreto afirmar, conforme o estudo feito pelo sociólogo, que os eleitores não votam pensando no que é melhor para o país, mas no que é melhor para si. Um político de sucesso, portanto, descobre o que a patuléia quer e lhe concede, ainda que a médio ou longo prazo, a patuléia continue sendo... patuléia.



Um comentário:

cristina disse...

Dá vontade de votar em branco,sabia?