10 janeiro, 2008

Diálogos impertinentes 2

D. T era engenheira química e responsável pelos índices de qualidade de um dos produtos da empresa. Insegura, com muitos problemas pessoais e pressionada pelos "chefes", inicia a reunião com a equipe técnica, nos seguintes termos:

- Essa é a sexta reunião só este mês e nada mudou nos nossos índices de qualidade. Estão todos uma merda! - Talvez o leitor e ainda mais a leitora estranhem o linguajar usado acima, principalmente porque se tratava de uma dama, mas numa fábrica, a expressão vulgar acima é uma das mais inocentes. Continuou D. T ainda mais nervosa:

- Saibam que todos são responsáveis pela qualidade do produto. Olhe isso aqui: CO2 abaixo da especificação, brix acima, perda de açúcar, até o torque está fora da faixa! Um absurdo! Essa já é a sexta reunião gente, o que temos que fazer agora?

- Menos reuniões! Disse o senhor Ferreira com uma tranquilidade aterradora.

O sr Z, que nessa época era apenas um estagiário, riu à socapa e gostou da resposta do sr. Ferreira.

4 comentários:

PATRICIA M. disse...

Totalmente comum o uso de palavroes. Em bancos se usa muito tb, ainda bem que fiz engenharia e aprendi todos eles com meus coleguinhas da UFSC, hehehehehehe. Mamae ficou apavorado quando nos encontramos: nao foi essa a filha que eu criei. Problema de mamae, ainda penso, ela eh muito antiquada.

Merda ate que eh educado. Meu primeiro chefe no banco dava um soco na mesa e dizia POOORRRA bem aberto e alto, com seu forte sotaque carioca. Foi meu melhor chefe. Com ele desde o principio aprendi a separar o pessoal do profissional. Se o trabalho esta uma porra, eh porque esta uma porra mesmo, volta pra sua mesa e refaz. Se nao esta uma porra, da outro soco na mesa e explica o trabalho. Foi assim que aprendi e me serve ate hoje.

PATRICIA M. disse...

Duh, essa empresa ai eh a Brahma? Tu ta reclamando velhinho? A Brahma sempre foi uma das empresas mais agressivas no Brasil.

Vale o ditado, ne: quem nao guenta bebe leite. So fica na Brahma quem tem pele bem grossa, como dizemos, que eh para aguentar os arranhoes. Mas banco americano eh a mesma coisa, hahahahahaha. Vide o Poorra acima.

Costajr disse...

A Brahma foi o meu serviço militar! Agressiva e maligna. Ao menos foi para mim. Todavia, aprendi muita coisa lá que uso atpe hoje!

1 - Trabalho sempre para ser o melhor

2 - Morro de medo de me acomodar

3 - e não tô nem aí se não gostam de mim!

PS: A empresa? a Brahma? Como o Mr X, prefiro deixar nas entrelinhas... kkkk

PATRICIA M. disse...

Hehehehehehe. A Cia Cervejaria Brahma nem existe mais, agora eh Interbrew.

;-)