04 janeiro, 2008

Da polêmica

Bem... Blogildo foi mais generoso do que eu quanto aos elogios que trocamos. Eu disse que esconder sua crença de seus leitores quando ele tratava dos temas cristãos, não me parecia uma atitude honesta. Ele me provou que falou sim, num post de outubro de 2006, onde ele republicava um post da AOL de outubro de 2005, que era uma Testemeunha de Jeová. Naquele post havia apenas um comentário, o do João Batista. Todavia, como ele provou que falou que era uma TJ, retiro a “atitude desonesta por esconder a crença” e me desculpo por tê-la usado.

Eu disse que ele foi mais generoso do que eu nos elogios. Blogildo me chamou de mentiroso, crápula, covarde, intolerante, mandou-me um e-mail me convidando para a peleja e até um de seus leitores disse que minha busca por rótulos era uma atitude petralha. Claro que chamar alguém de petralha, como muitas vezes chamo aqui, é também criar um rótulo e nessa lógica, quando chamamos alguém de petralha, estamos, quer se goste ou não, criando um rótulo para essas pessoas. Enfim, criar um rótulo não é privilégio ou defeito dos petralhas.

Penso que cometi dois erros básicos:

1 - chamei Blogildo de jeovita, o que é um insulto para as TJ

2 - Disse que esconder a sua fé quando escreve sobre temas cristãos se configurava uma atitude desonesta, o que fez Blogildo concluir que o tenha chamado de desonesto. Como fiquei convencido de que ele não escondeu sua crença, apenas não a divulgava sempre - e talvez por isso boa parte dos seus leitores não soubessem de sua fé religiosa- retrato-me por isso.

Os amigos do Blogildo, alguns cristãos, outros nem tanto ou nada cristãos, decidiram me rotular de intolerante e violento. Como o papel de vítima sempre cai bem, virei o perseguidor das minorias, o preconceituoso, o que rotula e o aproveitador que tentou usar o preconceito do “leitor médio” contra os jeovitas para combater os argumentos de Blogildo.

Desde o começo, e o João Batista entendeu assim que leu, quis partilhar uma descoberta pessoal que me revelou e me fez entender as opiniões religiosas do Blogildo. Isso sempre esteve claro. Depois que descobri que ele era um Jeovita, fiquei tranqüilo, pois seus posts condenando a celebração do Natal, a divindade de Cristo, a imortalidade da alma etc. passavam a fazer sentido e agora era apenas a opinião de alguém - que para mim, repito, para mim- em matéria de fé cristã, não tem relevância.

Disse e repito que não me importa que ele seja uma Testemunha de Jeová. O que importou para mim foi descobrir isso e passar a entender os seus textos sob outra ótica. Pensei então que além de mim, outros leitores talvez não soubessem de sua religião e como aconteceu comigo, poderiam entender melhor suas opiniões. Por isso, publiquei o post Agora eu entendo o Blogildo.

Logo depois, em seu post sobre o Natal, Blogildo me respondeu na seção de comentários e, de pronto, respondi, lá mesmo; mas ele não publicou minha resposta. Por isso, chateado com essa atitude, decidi publicar outro post: Respondendo ao Blogildo. À diferença dele, publiquei sua resposta sem reservas e fiz mais: a transformei num post. Para que de repente, ficando apenas nos "coments", alguém não soubesse da sua resposta. A partir daí, fui transformado no covarde, no intolerante, no perseguidor.

O que desconfio é que muitos de seus leitores não conhecem a base doutrinária da fé dos jeovitas. Talvez para outros tantos isso não importe. Mas penso que é importante. Seria de bom alvitre que Blogildo os esclarecesse nesse ponto. Mas é apenas uma sugestão.

Não tive a intenção de ofender Blogildo. Pensei que, ao dizer que ele não teve uma postura honesta ao omitir sua crença religiosa quando tratava de temas religiosos, não fosse uma ofensa pessoal. Blogildo, sim, teve, não só a intenção de me ofender, mas a baixeza de me chamar de crápula e covarde e me mandar um e-mail me incitando à polêmica. Ele talvez seja mesmo mais cristão do que eu.

Recebi alguns comentários que eram ofensivos ao Blogildo, à sua fé, à sua família e a alguns de seus leitores, que não publiquei. Isso é uma prova de que nunca foi minha intenção desmascará-lo, ateá-lo fogo ou não me incomodar com a beleza do defunto no velório.

De toda essa polêmica aprendi que na blogosfera tenho poucos amigos. Gente que não leu o meu texto como foi escrito, preferindo entendê-lo de forma deturpada, em solidariedade ao Blogildo. Gente que veio ao meu blog comentar minha “intolerância”, a polêmica, mas que silenciaram, quando Blogildo disse que eu era um crápula e um covarde.

Não irei mais voltar a esse tema!



13 comentários:

Blogildo disse...
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S disse...
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S disse...
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Ricardo Rayol disse...
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S disse...
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Costajr disse...

Vou cometer uma heresia. Recebi, nesse post, 7 comentários, mas decidi não publicar nenhum.

Nem aqueles que defendiam minha posição, nem aqueles que continuavam a peleja, nem aqueles que criticavam a ambos.

Espero que entendam essa postura como uma prova definitiva de minha intenção de encerrar o assunto.

ex-blogueiro disse...
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Suzy disse...
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PATRICIA M. disse...
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Blogildo disse...

Quanto ao meu comentario, publicarei em meu blog se vc nao publica-lo aqui!

Luc disse...
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andre wernner disse...
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andre wernner disse...
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