12 dezembro, 2007

Maria Cláudia! A justiça foi feita.

No dia 12 de novembro escrevi um post sobre o crime inominável que vitimou a jovem de 19 anos, Maria Cláudia Del' Isola. Talvez por conta do julgamento do casal de assassinos, Adriana de Jesus e Bernardino do Espírito Santo, que foram condenados nesta madrugada à pena máxima, procuras no google levaram algumas pessoas a descobrirem meu blog, através do post de 12 de novembro.

Leiam abaixo - segundo o depoimento da ex empregada Adriana de Jesus - o roteiro macabro de um crime cruel e frio e depois confiram o post do dia 12 de novembro e julguem vocês mesmos os meus argumentos.

O AVISO

‘‘Na sexta-feira (dia 3), o Bernardino me disse: ‘Vou f... com a p... branquela da Maria Cláudia’. Ele falou que ela tinha uns R$ 1 mil a R$ 2 mil guardados no armário e que eu tinha que ajudá-lo no crime. Eu não sabia daquele dinheiro. Como ele é faxineiro, sabia de tudo que estava acontecendo na casa, onde ficavam todas as chaves.’’


O CIÚME

‘‘Eu sabia que ele gostava dela. Achava que ele tinha que ter respeito com a dona da casa e comigo. Eu tinha raiva e ciúmes por ela ser rica e bonita. Sentia-me humilhada por ser pobre e feia.’’

A TRAMA

‘‘Na quinta-feira de manhã, ele (Bernardino) me acordou às 6h para eu fazer o café e arrumar a mesa. Contou que vinha cavando o buraco há uma semana e que guardava a terra no carrinho de mão, para ninguém desconfiar.’’

O ÓDIO

‘‘Logo que eu levantei, o Bernardino falou: ‘É hoje que vou f... com a p..., v..., loira burra da Maria Cláudia que tira uma onda. A partir de hoje, ela não vai mais tirar onda. Você vai me ajudar a segurá-la enquanto eu f... e depois estupro.’’’

A ARMADILHA


‘‘Os pais dela (Maria Cláudia) saíram às 7h. Ela acordou às 8h e tomou o café. Quando ia pegar o carro, o Bernardino a chamou para uma conversa, no jardim, perto da piscina. Ele já tinha colocado uma sacola plástica sobre o freezer.’’

O BOTE

‘‘Eu segurava a fita crepe e uma corda. Ela falou para mim: ‘Dri (assim a vítima chamava a empregada), não faz isso não, pois ele (Bernardino) vai te prejudicar e a polícia vai te pegar.’ Aí eu coloquei a fita crepe na boca dela. Depois, amarramos as mãos delas, pra frente.’’

O ESTUPRO


‘‘A gente jogou a Maria Cláudia de barriga para cima. Tiramos a blusa, o sutiã e a calcinha dela. O Bernardino baixou as calças e eu segurei as pernas dela para ele fazer aquelas coisas. Depois, a gente colocou ela de costas. Ele fez aquelas coisas com ela de novo.’’

O HORROR


‘‘A Maria Cláudia chorava muito. Ela se debatia. Eu só xinguei ela uma vez, de branquela. Aí, o Bernardino deu um soco na cara dela e depois um chute nas costelas dela. Ela ficou desacordada. O Bernardino pegou a peixeira, que ele guardava no quarto e tinha o maior apego. Ele começou a cortar o rosto dela. Acertou o olho. Depois, cortou o peito e as pernas. Quando ele cortava, espirrava sangue.’’

O GOLPE FINAL


‘‘Eu bati no rosto dela e gritei: ‘Maria Cláudia, acorda!’ Acho que estava morta. O Bernardino pegou o saco plástico e pôs na cabeça dela. Depois, enrolou a corda no pescoço. Disse que era para o corpo não feder.’’

A COVA


‘‘O Bernardino pegou o corpo e arrastou até o buraco. Eu só empurrei o freezer, que estava na frente da porta. Atrás, estava o buraco. Ele colocou ela lá e depois jogou a terra, que estava no carrinho de mão.’’

A FRIEZA


‘‘O Bernardino disse que ia terminar o serviço sozinho. Ele mesmo limpou o chão. Pegou as roupas da Maria Cláudia e colocou no saco, depois levou tudo para fora e colocou no lixo da rua. Quando os pais dela chegaram (por volta das 12h30), ele foi na cozinha e falou que eu não deveria contar nada, porque eu tinha participado. Fiquei calada. Os patrões só sentiram falta da menina lá pelas 14h. Aí foram para a delegacia.’’

A DROGA


‘‘O Bernardino fumava maconha. No dia do crime, ele tinha ficado muito agressivo. Estava com os olhos vermelhos e suava muito. Fedia a maconha. Depois (do crime), começou a me tratar com ignorância. Como já tinha apanhado dele antes, resolvi ficar quieta.’’

A FUGA


‘‘O Bernardino saiu de casa no domingo de manhã. Disse que ia passear no Guará. Eu não falei nada do que tinha acontecido porque fiquei com medo da reação do Júnior (assim ela também chama Bernardino) porque estava com medo dele e da polícia. Ele disse pra mim: ‘Se falar, vai dançar sozinha’.’’

Aqui a fonte da informação.


Que paguem pelos crimes!

2 comentários:

Ricardo Rayol disse...

A justiça nunca é feita.. somente torturando os filhos da puta até a sua morte lenta e dolorosa poderia se pensar nisso remotamente, e saber que era filha de um antigo professor do Marista deixa-me ainda mais puto. O assassino só nao foi morto quando foi preso por que tinha muito jornalista, uma pena.

Regi@ne disse...

É doloroso pra quem tem filhos saber que uma atrocidade dessas aconteceu, dói muito saber que nossos filhos estão expostos a tantas maldades...