28 dezembro, 2007

Comportamento vergonhoso.

Depois de um tempo sem escrever – sempre no fim do ano me dá uma preguiça danada de postar algo – volto à ativa, destacando um e-mail que recebi de uma moça chamada Daniela que, pela verborragia, deve ser uma estudantezinha de uma universidade federal qualquer, e, talvez por isso, deve se achar o máximo. A bronca dessa mafaldinha remelenta foi por causa de um post publicado no dia 27 de outubro. O que mais incomodou essa estudante profissional, suponho, foi esse trecho: “Quero dizer para Natane e para quem ler este post, que uma forma segura de saber se uma pessoa é, ou não é, de esquerda, basta analisar sua gramática. Quando ela despreza o saber e a gramática, é bingo: trata-se de um esquerdista!” Vejam o e-mail que ela me mandou:

Como o senhor não tem argumentos suficientes que justifiquem o seu horror para com quaisquer manifestações pró-esquerda, apela para os erros gramaticais. Parabéns pela sua formação acadêmica. O senhor raramente comete erros. Quero que saibas o quão vergonhoso é o seu comportamento, se não compreendes agora, lhe dou a minha palavra que um dia compreenderás.

obs: com certeza devo ter te assustado com os meu erros de português, isso não me importa. Espero que tenha entendido com clareza o comentário.

Está óbvio que o comentário acima corrobora minha tese de que um esquerdista sempre terá uma gramática perturbada. Ela diz que eu não tenho argumentos suficientes para justificar meu “horror” pela esquerda. Além de não saberem conjugar verbos, usar pronomes e terem um arquivo léxico de um bebê de oito meses, os esquerdistas não sabem ler. Melhor: lêem e entendem tudo errado. Argumentos não faltam no referido post, minha rebelde juvenil, para justificar meu horror pela esquerda.

Ela me congratula pela minha “formação acadêmica”. Oh, moça! Não me dê parabéns por tão pouco. Diferente de muitos que têm títulos de mestrado e doutorado, que arrotam um saber e não produzem nada, eu só apenas um professor de história, formado pela UFPE, que tem o mau hábito de ler uma coisa aqui e outra ali. Não é muito. Não há motivos para elogios.

Ela diz que eu não cometo erros. É uma doidivanas. Erro, e erro muito. Peno, por exemplo, com as vírgulas, confessadamente, meu calo. Aqui e ali, cometo um erro ortográfico e uma gafe nas regências nominais e verbais. Também costumo me equivocar com as conjugações. Enfim, erros meus não faltam. No entanto, coro de vergonha quando os cometo, mas estudo para evitar repeti-los. Numa palavra: incomodo-me quando erro, não tenho orgulho disso. Vocês, ao contrário, quando desdenham a gramática, estão escondendo a ignorância sobre as mais comezinhas regras gramaticais.

Esse trecho é delicioso: Quero que saibas o quão vergonhoso é o seu comportamento, se não compreendes agora, lhe dou a minha palavra que um dia compreenderás.

A moça acha meu comportamento vergonhoso. Meu crime foi encontrar erros crassos na escrita de estudantes universitários, todos de esquerda. Talvez a moça ache que invadir e depredar um espaço público não seja vergonhoso. Quem sabe ela repute aos vândalos e arruaceiros de esquerda, a imagem de politizados e que estão tomando a história na mão. Vergonhoso, moça, é defender esses arruaceiros, consumidores de cannabis sativa e outros psicotrópicos.

Ela conclui: com certeza devo ter te assustado com os meu erros de português, isso não me importa. Espero que tenha entendido com clareza o comentário.

Eu não me assusto com os erros, apenas os aponto, quando os percebo. Já disse, não fico triste quando me corrigem, fico grato, embora envergonhado de ter cometido o erro. Você, por exemplo, usou o pronome lhe – que deve ser empregado em 3ª pessoa - e conjugou o verbo compreender na 2a pessoa. No fim, mudou para o te – usado na 2ª pessoa. Um verdadeiro samba do crioulo doido pronominal.

É bem possível que você tenha esquecido de pôr o s em “os meu erros”, mas como você é de esquerda, não seria nada absurdo você se servir da gramática do Lula, onde não existe o plural. Você diz que não se importa com os erros de português. É esse o meu ponto. Como boa esquerdista, você não se interessa em falar e em escrever corretamente. É justamente disso que falo no post.

5 comentários:

Ricardo Rayol disse...

ahahahaha

Sem duvida ocorrer-lhe-á algo sumamente prazeroso. ehehehe

Saramar disse...

rsssssssss... esse Ricardo!

A menina só comprovou o que queria negar.
Ela é fruto da educação (?) que nossos alunos recebem de esquerdistas ignorantes. Sinto compaixão por esses jovens, enganados, alienados, vítimas do descaso imensurável da esquerda com a formação de cidadãos.
Creio mesmo que a ameaça (ou seria praga) contra você deverá se voltar contra ela.

Marcão disse...

Zé Paulo,
Não condene a pobre menina!!!! Veja por este lado: Neste País onde o próprio Presidente da República acha bonito ser governante de uma Nação sem nem sequer ter o ensino fundamental, o que poderíamos esperar de seus defensores? Amor pela educação? Não creio!!!!
Abraços

Catellius disse...

Se você preza o português, retire a crase do "À todos que defendem os valores democráticos..."
O certo é "A todos..."
É a primeira coisa que se lê em seu blog, após o título...

Errado:

“Quero dizer para Natane e para quem ler esse post, que uma forma segura de saber se uma pessoa é, ou não é, de esquerda, basta analisar sua gramática. Quando eles desprezam o saber e a gramática, é bingo! Trata-se de um esquerdista.”

Certo:

“Quero dizer para Natane, e para quem ler este post, que uma forma segura de saber se uma pessoa é ou não de esquerda é analisar sua gramática. Quando ela (uma pessoa) despreza o saber e a gramática, é bingo:(dois pontos) trata-se de uma(pessoa) esquerdista.”

É errado escrever: “uma forma de saber se uma pessoa é ou não de esquerda basta...”
Se quiser usar o “basta”, pode escrever: “para saber se uma pessoa é ou não de esquerda basta...”

Pode moderar, se quiser. Sei que você é orgulhoso, he he.

Costajr disse...

Sempre é bom ter um leitor atento. Agradeço as correções.