04 novembro, 2007

O socialismo sempre foi real

Eu tenho vários alunos e alunas que, seduzidos pelas "boas intenções" do discurso da esquerda, dizem que não podemos censurar o socialismo só porque onde ele foi implantado, foi desvirtuado. Sei que esses alunos reproduzem a desculpa esfarrapada de muito intelectual desonesto que sem ter como defender o socialismo que existiu na União Soviética e na China, por exemplo, acusam alguns líderes socialistas de terem desvirtuado o "magnífico" pensamento socialista.

Pois bem. Os exemplos que refutam essa bobagem, vêm às pencas; mas ficarei apenas num só. Leiam com atenção o que diz uma cozinheira, dona Maria da Graça Pereira de Moura, 50 anos e ex-integrane do MST. Numa invasão em 2003, no bairro de Ribeirão Verde, na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, ela sonhava: "Eu tinha o sonho de ter terra, não ter de trabalhar para os outros". Anos depois, acordou para a realidade do socialismo prometido pelo MST. Maria deixou o movimento por não concordar com as regras do acampamento. "Você não pode trabalhar fora, não pode buscar outras coisas. Percebi que a cidade te dá mais oportunidades. O MST diz que o governo vai dar terra, vai dar tudo, mas nada chega."

Conforme constata o jornalista Reinaldo Azevedo, "tão logo os "sem-terra" passem a integrar um acampamento, ficam impedidos de ter qualquer atividade remunerada. Sim, vocês leram certo: o sujeito fica obrigado a viver segundo as condições e as leis dos acampamentos, que passa a prover a gororoba para que ele seja um “sem-terra” de carteirinha."

No socialismo, meus caros, perde-se a liberdade de agir por conta própria. No socialismo, meus caros, o esforço individual não é um virtude, mas um pecado. Enfim, no socialismo meus caros, ou você segue os líderes, ou está em apuros. É numa sociedade assim que vocês querem viver? Desconfiem de ideologias que prometem amanhãs que cantam, porque o sonho, logo logo, transforma-se em prisão e assassínio.

Segundo a Folha de São Paulo, com o aumento do Bolsa Família, o número de famílias "sem - terra", entre 2003 e 2006, acampadas, diminuiu 82,6%. O de famílias que invadiram terras, 32 ,3 %. Espantoso mesmo foi que o dinheiro que o geverno federal, entre 2003 e 2006, injetou no MST, ficou na ordem de 39,9 milhões de reais. No segundo mandato de FHC, esse valor foi de 3,9 milhões reais. O que governo Lula faz, portanto, é financiar, com nossos impostos, um movimento cuja causa é bonita, mas irreal. Como é possível provar? Bastou o governo expandir o Bolsa Família, que o número de famílias que invadiam terras ou estavam em acampamentos do MST, diminuíram.

Em 2003, a revista Primeira Leitura, infelizmente extinta, já alertava que os "sem - terra" de Stédile, nada mais eram que os sem renda e os sem emprego. A solução sempre esteve no crescimento econômico, não na Reforma Agrária.

Os números:

Número de família beneficiadas com o Bolsa Família, em 2003: 3,6 milhões
Número de famílias beneficiadas com o Bolsa-Família, em 2006: 10,9 milhões

Famílias que invadiram terras, em 2003: 65.552
Famílias que invadiram terras, em 2006: 44.364

Número de famílias "sem -terra"acampadas, em 2003: 59.082
Número de famílias "sem - terra acampadas, em 2006: 10.259

Número de invasões promovidas pelo MST, em 2003: 391
Número de invasões promovidas pelo MST, em 2006: 384

As declarações infelizes

"Há indício forte de que Bolsa Família tira a combatividade das pessoas para lutar pela reforma agrária. É o efeito mais perverso do programa". O autor da pérola é Plínio de Arruda Sampaio, ex-petista, hoje no P-sol. O que ele quer é o pobre sofrendo, para lutar com mais garra e determinação. Tudo bem, é um estúpido de esquerda. Pior, mesmo, é a próxima declaração:" o assistencialismo é uma forma de solução mais fácil, e é fato que o Bolsa Família arrefeceu a luta dos sem-terra. Só onde há consciência política é que as ocupações se mantêm”. D Tomás Balduino, ex-presidente da CPT (comissão pastoral da terra). Arrefeceu Balduino? Mas eles queriam terras ou dinheiro? Não seria melhor chamá-los de sem dinheiro do que de sem-terra? Afinal, bastaram poucas moedinhas para esses bravos arrefecerem a luta, não foi?

5 comentários:

Ricardo Rayol disse...

Sem contar que deve rolar uma baita negoção por baixo dos panos com as terras recebidas. Quanto ao bolsa família, é a aplicação tosca do keynesianismo.

Suzy disse...

Essa corja, meu amigo, é financiada também internacionalmente, e a semente que plantam é a da podridão mental, narcotico de mentes idiotizadas. Não passam de braços armados de outros "senhores". Líderes do MAST (e afins) forjam escravos.
Grande abraço

João Batista disse...

É irreal que todos os governos socialistas implantados na face da terra tenham se desvirtuado. Antes é indicação de tendência intrínseca. O ponto é que para se manter pura, cada geração de socialistas denuncia e impugna a anterior. É uma espécie de aborto mental: o bebê é deles, mas querem cortar o cordão, arrancar fora e fazer cirurgia reparadora para posar de virgem.

PATRICIA M. disse...

Sao todos bandidos. Sem terra eh a vovozinha. Eu quero ver eh chumbo grosso nessa cambada de vagabundo.

Blogildo disse...

O MST é uma entidade cretina! Só os desonestos ainda acreditam nos ideais de Stédie.
O problema é que desde a era tucana o MST é uma espécie de braço do governo federal.