17 novembro, 2007

O ministro Temporão concorda comigo

Disse ontem (confiram o post abaixo), que essa tal Conferência Nacional de Saúde se acha como uma instância legítima da sociedade. Além da filáucia de muitos de seus delegados e representantes, esse pessoal se pretende o farol da sociedade em matéria de saúde pública. É batata. Metam esquerdistas nessas reuniões e saibam que a coisa vai retroceder decênios.

A última deles foi rejeitar a proposta do governo que muda o modelo de gestão dos hospitais públicos, criando fundações de saúde de direito privado. Com essa mudança, os gestores desses hospitais teriam mais autonomia de gastos e poderiam contratar pessoal qualificado pelas regras da CLT, o que na prática significa que o profissional incompetente, relapso ou indolente poderia ser demitido sem muita burocracia. Esse projeto é bom para a saúde, mas como mexe nos privilégios desses vagabundos que querem ganhar bem e trabalhar porcamente, os tais 4 mil delegados decidiram rejeitar a proposta do governo.

A rejeição ao projeto significa alguma coisa? Nada! Essa Conferência tornou-se uma piada sem graça. Ontem, disse que se a Conferência aprovasse ou não o aborto como medida de saúde pública, era irrelevante. A decisão, goste-se ou não dele, é do Congresso Nacional. Hoje, o ministro da saúde, o senhor José Gomes Temporão, reagiu assim à rejeição ao projeto do governo que pretende criar essas fundações: "Quem foi eleito para legislar é o Congresso Nacional." Segundo o JN, o ministro simplesmente ignorará a rejeição da proposta.

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2 comentários:

Daniel. disse...

http://tempora-mores.blogspot.com/2007/11/weber-calvino-e-estigma-do-capitalismo.html

interessante, dá uma olhada.

PATRICIA M. disse...

Pelo menos recusaram o aborto, hahahahaha. Bem feito para a esquerdalha em prol do aborto.