22 novembro, 2007

Isabela Tainara vai virar nome de parque?

Estou em Brasília desde 2004. Algumas vezes ouvia, assim sem muita atenção, o nome Ana Lídia. Já passei pelo parque que leva esse nome, mas não sabia nada da história. Acabo de assistir na TV Globo, o programa Linha Direta Justiça, que fez uma dramatização do assassinato da menina Ana Lídia, desaparecida em 11 de setembro de 1973 - mesmo dia da queda do Governo Allende, no Chile - e encontrada morta menos de 24 horas depois num terreno baldio, dentro da UNB.

A reconstituição do caso, a didatismo, como sempre, são a marca desse programa. O crime é inominável! Quem não assistiu, clique aqui para ver.

Este ano, desapareceu no Sudoeste, a adolescente Isabela Tainara, estudante do Colégio Ciman, que fica em frente à octogonal 1. De acordo com as investigações, a menina, de 14 anos, saía do curso Brasas, unidade do sudoeste, onde tinha aulas de inglês. Ligou para a mãe e, logo depois, sumiu. Clique aqui.

Foram cerca de 45 dias de angústia, até o corpo da menina ser encontrrado num matagal em Samambaia, estranhamente, próximo à casa da avó da garota. A perícia não conseguiu determinar se a menina fora violentada, por causa do avançado estado de decomposição do corpo. A Polícia suspeita que o assassino tenha voltado várias vezes ao local do crime, talvez por causa da repercussão do caso que chegou a mobilizar a cidade - o fanstasma do caso Ana Lídia ajudou nessa mobilização, não há dúvida. O detalhe macabro do caso é que primeiro foi encontrada a cabeça da adolescente e só no dia seguinte, há cerca de 300 metros do local onde a cabeça foi encontrada, acharam o corpo.

A semelhança com o caso Ana Lídia, por enquanto, está no fato de a polícia, mesmo após 7 meses de investigações, não ter a menor idéia de quem seqüestrou e matou Isabela. O Caso não chama mais a atenção da imprensa. Estaria condenado a cair no esquecimento? Será que daqui há alguns anos teremos um parque em Brasília com o nome de Isabela?

Um comentário:

Ricardo Rayol disse...

Eu lembro bem do caso ana lídia, baita coisa escrota, não sei como não mataram os autores até hoje.