23 novembro, 2007

Eu estou nessa luta, e você?

Invejo o Reinaldo Azevedo por vários motivos: Sua gramática é invejável, sua clareza em expor as idéias no blog, incomparáveis e, finalmente, sua perspicácia em antever as manobras dos adversários. Já disse que esse blog é tributário do blog dele, quando ainda não estava hospedado em Veja. Como tributário, tem o dever de publicar aqui, muito mais para mim do que para os meus 6 leitores, os posts que seguem abaixo.

A Mídia do Contragolpe

E a Al Qaeda eletrônica prossegue com a sua Pirâmide da Impostura contra a VEJA, o Diogo, o Reinaldo, a “mídia golpista”... Hoje, até o momento em que escrevo este texto, recebi 1.365 comentários. Uns, sei lá, 40% vêm da terra dos mortos. Uns 10%, talvez, não puderam ser publicados porque, mesmo dizendo as coisas certas, os leitores exageram na impaciência. Compreendo, mas volto a recomendar moderação. “Mídia golpista”? Não: somos é a frente avançada — e avançada mesmo, porque estamos na liderança (e notem que não escrevi “vanguarda”, já explico por quê) — da “mídia do contragolpe”. É isto: de hoje em diante, leitores, nós somos a liderança do contragolpe.

Golpista é querer fazer do roubo uma ideologia.
Golpista é sustentar que as urnas dão ao vitorioso o direito de esbulhar as leis.
Golpista é usar a democracia para solapar a democracia.
Golpista é propor arranjos de cúpula em que os malandros se protegem contra os interesses do país e o espírito das leis.
Golpista é defender a Constituição com a mão direita e tentar fraudá-la com a mão esquerda.
Golpista é tentar fazer com que definições particulares de justiça corroam o estado de direito.
Golpista é aparelhar o estado.
Golpista é promover “eugenia ideológica” em órgãos públicos.
Golpista é separar o joio do trigo e escolher o joio.
Golpista é defender tiranias e ditaduras.

Somos a mídia do contragolpe.
Da Constituição democrática.
Dos métodos democráticos de mudar uma constituição democrática.
Da liberdade de expressão.
Do direito à plena informação.
Da verdade que não se deixa velar pela fantasia ideológica.
Do triunfo do fato sobre a empulhação da suposta redenção dos oprimidos.
Da sociedade dos homens livres, não-subordinados a corporações de ofício.
Das liberdades individuais.
Da livre empresa.
Do estado em minúscula.
Do Indivíduo em maiúscula.

E, por isso, estamos na liderança. Na revista. No blog. No colunismo. E falei “liderança”, não falei “vanguarda”. Porque a “vanguarda” vai muito adiante dos seus, com quem não dialoga. E o jornalismo de VEJA, o blog, os colunistas falam a uma massa imensa de leitores. Leitores que comungam de seus mesmos princípios. Leitores em número sempre crescente.

Há um esforço enorme de intimidação. Tocadores de saxofone do petralhismo, que ainda serão promovidos a tocadores de tuba, abusam da ignorância da claque, mantendo-a na trevas da ignorância. São herdeiros de um tempo em que a informação só chegava a um grande número de pessoas depois de filtrada pelo “establishment” esquerdopata. Esse tempo acabou. Estamos diante dos estertores das baleias encalhadas. Morrerão na praia da impostura. São pesadas e estúpidas demais para dar meia-volta.

Querem acuar a “mídia do contragolpe”. Usam para tanto, a desqualificação, o boato, a mentira, os aparelhos de representação corporativa no qual se aboletam, faceiros, sugando os recursos de um país pobre em benefício de benesses disfarçadas de ideologia. Mas não acuam ninguém.

Somos a mídia do contragolpe. Não há nisso vocação missionária porque “missionários” são eles; sectários são eles; heréticos são eles. Continuaremos na liderança porque acreditamos, de fato, que a verdade liberta o homem da ignorância e do atraso e o protege das tiranias.

E sei bem: para “eles”, nada pode ser mais irritante. Que isso valha por um pequeno manifesto. Multipliquem este texto. Eles que se calem. Porque, é claro, nós falamos. Em defesa da democracia e do estado de direito.

Agora, é a vez da Mídia do Golpe.

Caracterizei ontem aqui a “Mídia do Contragolpe”, aquela à qual pertenço. Sou grato a vocês pelo esforço. Já vi que o texto está circulando por aí. Continuem a multiplicá-lo. E mandem brasa neste também. Os leitores, como não poderia deixar de ser, cobraram-me que caracterizasse, então, a Mídia do Golpe. Acho pertinente.

- A Mídia do Golpe obtém a maior fatia de seu faturamento com anúncios oficiais ou de estatais.
- A Mídia do Golpe se mete em disputas de gângsteres privados e adere, por motivos de caixa, a um dos lados e passa a demonizar o outro.
- A Mídia do Golpe tem dois grandes inimigos: a revista VEJA e a Rede Globo.
- A Mídia do Golpe acha que a VEJA e a Rede Globo são líderes em suas respectivas áreas por causa de seus defeitos, não de suas qualidades.
- A Mídia do Golpe ora acusa a VEJA e a Rede Globo de tentações monopolistas, ora espalha o boato de que estão em severas dificuldades.
- A Mídia do Golpe defende firmemente que é preciso mudar o comando de jornalismo da VEJA e da Rede Globo. E ela só faz essas sugestões porque, é claro, é generosa com seus inimigos.
- A Mídia do Golpe transforma a defesa de quem lhe garante o sustento em princípio ideológico.
- A Mídia do Golpe é simpática a plebiscitos e referendos — menos sobre questões em que a esquerda sairia derrotada.
- A Mídia do Golpe até cria prêmios para premiar a... Mídia do Golpe, num caso definido em psicanálise jornalística como “Onanismo Golpista”.
- A Mídia do Golpe, finalmente, não precisa de leitores. Só de patrocinadores. E o maior deles é você, que não lê a Mídia do Golpe: é o seu dinheiro que paga a conta.

É importante destacar que há veículos que são de natureza golpista, conforme se vê acima. E há outros que, mesmo pertencendo à turma do Contragolpe, estão infiltrados pelo golpismo.

- Os golpistas infiltrados exaltam as virtudes da ignorância. E quem resiste à sua pantomima é tachado de preconceituoso.
- Os golpistas infiltrados estão sempre à caça de “reacionários”, a terrível “direita” que impediria o Brasil de ser uma “verdadeira democracia”.
- Os golpistas infiltrados acreditam que a “verdadeira democracia” nunca é aquela que está consubstanciada nas leis, mas a que se opera à margem dela.
- Os golpistas infiltrados também odeiam a VEJA e a Rede Globo.
- Os golpistas infiltrados vêem Edir Macedo como uma espécie de nova aurora da comunicação.
- Os golpistas infiltrados acreditam que a única crítica legítima a Lula é aquela se faz pela esquerda.
- Os golpistas infiltrados são incapazes de falar mal do governo Lula sem demonstrar que, bem..., tudo começou com FHC.
- Os golpistas infiltrados sabem o que Lula conversa “reservadamente” até na cama, com Dona Marisa Letícia.
- Ah, sim: tanto a Mídia do Golpe como os golpistas infiltrados têm uma atração irresistível por porcos fedorentos e homicidas.

Por enquanto, tá bom. Abaixo, em azul, republico o post de ontem intitulado “A Mídia do Contragolpe”.


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