01 outubro, 2007

O fracasso das cotas na UNB.

A política de cotas da UnB, se não estiver com os dias contados, acaba de sofrer um duro revés. Segundo a reitoria dessa universidade pública, o modelo de definição para apontar quem é negro, pardo ou branco, vai mudar. Antes, o candidato que se inscrevia no sistema de cotas, apresentava uma foto que era analisada por uma comissão - um verdadeiro tribunal da pureza racial - e então, a dita comissão definia se o candidato teria, ou não, o direito de se candidatar pelo sistema de cotas.

Depois do caso dos gêmeos univitelinos, um vexame para a UNB, em que um foi considerado negro e o outro, branco; a universidade mudou, piorando, é justo que se diga, a metodologia para definir quem é negro, branco ou pardo. Como ficou o novo modelo?

O aluno se inscreve como cotista, faz a prova, e depois, passará por uma entrevista. Na entrevista, a comissão definirá se aquele candidato é negro, pardo ou branco. Aí vem a estupidez: caso o aluno tenha tido uma boa nota na prova, mas como se candidatou como cotista, for considerado branco, ele estará automaticamente eliminado. Essa metodologia reduzirá, suponho, a quantidade de alunos que se candidatam pelas cotas, pois antes, os que se declaravam negros disputavam a vaga pelas cotas e pelo sistema universal. Agora, só pelas cotas.

A UNB insiste na idiotice das cotas, mas essa nova metodologia, alterada, é bom lembrar, por causa do vexame dos gêmeos univitelinos, prova que é impossível, no Brasil, determinar com segurança quem é negro, pardo ou branco. Numa palavra, o sistema de cotas é uma estupidez!

O reitor da UNB, o branco bonzinho, confessa que nenhum sistema é 100 % justo. Sempre haverá, segundo ele, distorções e injustiças. Ele está enganado. O mérito, sempre ele, será mais justo que qualquer política de cotas.


3 comentários:

Ricardo Rayol disse...

A inisitência não é da UnB, pra mim é estupidez do MEC.

Saramar disse...

Zé paulo, eu arranjei uma tarefa para você lá no meu blog.
É coisa facílima.

beijos, boa semana para você.

Blogildo disse...

O mérito é perfeito! É verdadeiramente universal!