15 outubro, 2007

Eu vi o Rio, em parte.

Dia do professor. Por isso, ao contrário de muitos que saíram cedo para labutar, cá estou aqui, a aproveitar, em tese, o descanso. Na verdade, acabei de chegar de Niterói, uma viagem que durou 16 horas para ir e mais 16 para voltar. Soube de gente que optou pelo avião e chegou 24 horas depois a Niterói. Esse é o nosso país. Chega-se mais rápido de ônibus que de avião.

Participei, na antiga Praia Grande, de um congresso internacional promovido pela associação brasileira de educadores lassalistas, na Uni La Salle de Niterói. Sobre o congresso falo depois, há o que contar. Quero agora relatar alguns pormenores da minha visita, inédita, ao Rio de Janeiro.

A viagem

Partimos por volta das 15:00 horas da 906 sul e antes de seguirmos viagem, o ônibus parou no Núcleo Bandeirante para o restante da delegação, subir. Todos sentados, seguimos rumo ao Rio de Janeiro. Na viagem assisti ao filme tropa de elite. Acho que de todos que estavam no ônibus, eu era o único que não tinha visto o filme. E como a maioria, o filme, para mim, é só aplauso. O capitão Nascimento, à parte todos os defeitos que ele tem, deixa claro em seus diálogos e na sua fala em off, uma coisa: paremos de ser hipócritas! Deixemos essa sociologia vagabunda que sustentada na patifaria romântica de Rousseau, tende a ver o favelado, o pobre em particular, e, na ponta, o bandido, como bons selvagens que são corrompidos pela miséria. A miséria ou a pobreza podem seduzir para o crime, mas o crime não é o destino fatídico dos pobres. Aqueles bandidos de fuzil e pistola, não estão ali cumprindo uma predestinação, mas uma escolha. Não me venham com essa conversa mole de que o sistema os levou para o crime, eles foram porque quiseram, e uma vez feita a escolha, arque-se com as consequências. Ademais, o filme chuta o saco dessa classe média cheia de boas intenções, que defende o bandido e repudia a polícia, que fuma maconha e cheira cocaína, mas que defende a paz nos morros, como se isso anulasse o incentivo que eles, ao consumirem as drogas que de lá vêm, acabam dando à guerra. Não me espanta que a maioria das críticas ao filme venham da esquerda, que detesta combater o crime, prefere praticá-lo.

A chegada.

Não conheço a geografia do Rio. Fui informado que chegamos pela zona oeste, na baixada fluminense. Procurei as imagens que são exibidas nas novelas, só encontrei aquelas que reproduzem as simulações do Linha Direta. Enfim, a paisagem da chegada não me encantou, muito pelo contrário.

Depois de um engarrafamento homérico, chegamos à ponte Rio-Niterói. O engarrafamento piorou. Havia uma fina neblina, vi alguns navios na Baía da Guanabara e o palácio da ilha fiscal, onde a monarquia realizou, em Novembro de 1889, um baile, sem saber que seria a sua última festa antes do Golpe da República. Atravessamos a ponte e chegamos em Niterói.

A visita ao Cristo.

À tarde, lá pelas 15:00 horas, um grupo de 15 pessoas pagou 40 reais per capita a uma van, para visitar o corcovado. Na viagem, fiquei impressionado com as montanhas tão próximas das ruas. O Rio nasce das montanhas. O efeito é bonito. Depois de uma subida interminável, finalmente alcançamos o Cristo, e a vista lá de cima é simplesmente inolvidável! Ainda que uma certa nebilna embaçasse a paisagem, a beleza era de se ver, não de se descrever. Fiquei impressionado, como centenas de outros turistas que estavam lá.

Na volta, passamos na orla de Copacabana. Paramos uns dez minutos, tirei o sapato, levantei as pernas da calça, pisei na areia da praia e fui molhar os pés. A água é fria e a força da onda molhou as pernas da calça, em vão erguidas.

Também passamos pela lagoa Rodrigo de Freitas, pelo Leblon, e finalmente voltamos para o Hotel Niterói Palace. Não tive tempo de visitar o centro do Rio de Janeiro, a Quinta da Boa Vista, a Biblioteca Nacional, uma pena. Fica para uma próxima vez.

Concluindo:

Foi uma visita rápida. Fui a um congresso, não a um passeio. O que pude ver de ponto turístico, agradou-me, mas sei que não explorei tudo que o Rio pode oferecer. Havia palestras para acompanhar e mesas redondas para participar. É a elas que irei me referir no próximo post.





5 comentários:

S disse...

Oi Costa Jr. Estou retribuindo a visita que vc fez ao meu blog.
E com relação ao seu blog, apesar de concordar que os valores democráticos e a liberdade de expressão devem ser defendidos, não respeito todas as instituições, tampouco acredito que o Estado seja uma garantia de que elas possam existir. =D
Mas li alguns de seus posts e me parece que vc é educador. Em que área?
No mais, esquerdistas são pessoas livres e esclarecidas para formular suas opiniões e em vez de Copacabana vc deveria ter ido a Ipanema, a melhor praia do mundo!
Um beijo e seja sempre muito bem vindo ao meu blog.
=*

Glaucia disse...

E aê, Paulo
MINHA CIDADE É MESMO MUITO LINDA, PENA QUE VC NÃO CONHECEU TUDO... Na verdade, vc conheceu mesmo NIterói. Discordo com o comentário acima que a praia de Ipanema é a mais linda, mas o Rio tem muitas praias maravilhosas... Inté mais vê

Saramar disse...

Costa Jr., já estou a ansiosa pelos textos sobre o congresso. A educação brasileira é algo que anda precisando de visões diferenciadas da oficial e dos acólitos do esquerdismo.
Espero que você não tena se decepcionado.

Quanto ao Rio, não é à-toa que é chamado de cidade maravilhosa. Pena que a complacência com a criminalidade o tenha transformado nesta Cali brasileira.

beijos

PATRICIA M. disse...

Sem querer ser chata, as praias do rio sao lindas sim, mas sao poluidas. Nao da para entrar na agua, so maluco entra.

E isso eh porque vc nao viu as praias de Floripa e do litoral sul catarinense. E nem Buzios. Dao de 10 no rio.

PATRICIA M. disse...

Tambem nao vejo a hora dos seus comentarios sobre o congresso. Todo mundo sabe que a educacao eh o maior antro da esquerda. Seu sangue deve ter fervido...